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Grafias Noturnas





Updated: 2018-03-02T14:17:04.037-03:00

 



Aviso aos leitores

2011-04-18T18:25:25.757-03:00

Olá, pessoal!

Resolvi vir até aqui apenas para anunciar formalmente o óbvio: o blog está temporariamente suspenso, e sem prazo definido para voltar com os posts.

Como tenho muito respeito por todos vocês que visitam este espaço, quero apontar minhas razões. A primeira é de ordem profissional, já que o trabalho e estudos têm me consumido o tempo. E a outra razão, não menos importante, é de ordem pessoal mesmo. Muita gente, incluindo eu mesmo, acha que passo tempo demais no computador e que eu deveria ter mais amigos reais e levar uma vida mais real, ao invés de ficar tão preso a este mundo virtual.

E é isso aí! Um grande abraço a todos! Se sentirem minha falta podem me seguir no Facebook, que é local virtual onde estou mais presente ultimamente.
Bons sonhos!

Luiz Fernando Riesemberg



Mais críticas curtinhas

2011-01-23T20:54:38.192-02:00

Deixe-me EntrarÉ impossível não comparar com o original, principalmente por haver tão pouco tempo entre os dois.Somente uma ou outra cena foi reimaginada com relativo sucesso, como o momento do acidente de carro. Já outras cenas diferentes do original acabam apresentando problemas, como quando Abby ataca a vizinha na frente do marido. Como é que se toma tanto cuidado para capturar vítimas e, de repente, ela comete um erro idiota desses? E aquele policial que se revela o mais incompetente do mundo ao revistar um apartamento e não encontrar uma criança agachada na cozinha?Na verdade há grande quantidade de pequenos problemas de roteiro, que não haviam no original. Por exemplo, como é que a polícia tinha um retrato falado do "pai" de Abby sendo que este estava desfigurado?Além disso, é decepcionante assistir a um remake que procura explicar justamente os mais fascinantes mistérios do original. Falta sutileza, tanto de direção como de roteiro. E, obviamente, o filme é menos corajoso, evitando, por exemplo, tocar no assunto da homossexualidade do pai de Owen, como era sugerido em Deixe Ela Entrar.Porém, o maior de todos os pecados está nos momentos em que este remake parece esquecer que o orignal fez sucesso por, acima de tudo, ser um tocante drama adolescente, e entrega-se a vulgares efeitos típicos dos mais bobos filmes de terror. Só isto para explicar os olhos brancos de Abby e sua face demoníaca quando ela está, na verdade, apenas matando a fome. E o que dizer dos péssimos efeitos digitais de quando ela sobe em árvores e prédios?Mais um remake infeliz, feito por americanos sem imaginação, que soa apenas desnecessário diante da obra prima que é Deixe Ela Entrar.A PortaEspécie de Efeito Borboleta alemão, este suspense apresenta mais uma fascinante possibilidade para histórias de viagens no tempo, investindo muito nos dramas e dilemas morais enfrentados pelos personagens.O protagonista é David, um artista plástico que, por negligência, deixa sua filha se afogar na piscina. Cinco anos depois ele arranja uma forma de voltar àquele dia e reconstruir sua vida. Mas isto custa um preço, é claro.Apesar de muito interessante em vários aspectos, o filme perde pontos por falhas importantes do roteiro. O protagonista é capaz de tomar atitudes muito idiotas, e não só ele. Caso o filme se assumisse apenas como drama e não tentasse investir tanto no suspense, teria sido melhor.Ainda assim é um exemplar digno, com boas atuações e ótima trilha sonora, e merece ser conhecido por quem aprecia o gênero.A Viagem de ChihiroObra fascinante, tanto por seus méritos gráficos como poéticos. A Viagem de Chihiro mergulha o espectador em um mundo estranho, que apresenta belezas na mesma medida das ameaças. Cheio de ensinamentos, sem nunca soar didático ou óbvio, é um filme que proporciona imenso alívio e conscientização, tanto para as crianças como para os adultos.I'm Still HereÉ bastante ingênuo em sua abordagem simplista, retratando uma celebridade como vítima, mas não deixa de ser fascinante perceber a entrega de Joaquim Phoenix ao papel. A dúvida ainda é: aquilo tudo é real ou encenação? Pois a resposta é: ambos. Obviamente a história da aposentadoria foi combinada para se fazer um filme, como uma espécie de Borat mais realista, e isso é comprovado pelo uso de certas tomadas claramente preparadas, feitas com mais de uma câmera. Mas quando vemos o ator vomitando após um show fracassado em que ele briga com um espectador, sabemos que aquilo não pode ser só atuação, assim como quando ele chora após a presença no David Letterman. Provavelmente o ator começou, após algum tempo, a realmente confundir a realidade com a armação, e nunca saberemos o quanto é fingimento e o quanto é verdade. Por outro lado, cenas como a em que uma pessoa defeca em Phoenix enquanto ele está dormindo, ou quando o vemos usando drogas e fazendo sexo, são claramente encenadas.Divertido apenas ao apresentar as cenas do citado programa de David Letterman e da engra[...]



Críticas curtas

2011-01-12T19:35:31.466-02:00

Comentários breves sobre alguns filmes que assisti ou revi recentemente, previamente publicados no Filmow: 127 HorasMuito bom! Simples, criativo e emocionante, com uma ótima trilha sonora e grande atuação de James Franco. A cena que teria feito pessoas desmaiarem no cinema não é tão forte. E ninguém deveria rotular esta obra como um filme "claustrofóbico", e muito menos compará-lo com aquela porcaria de Enterrado Vivo. A direção e a edição são tão criativas que sempre surpreendem com cenas inspiradas, as quais nem deixam transparecer que a história se passa em apenas um ambiente, com um personagem sozinho. 127 Horas é, antes de tudo, uma reflexão sobre a necessidade humana de manter união com os semelhantes. Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do diretor.Bravura IndômitaCom belas locações e muito bom humor, o filme mostra-se como um dos melhores exemplares de faroestes modernos, apoiado principalmente pela doçura dos seus personagens. Destaco a participação de Josh Brolin, muito diferente de Onde Os Fracos Não Têm Vez, e de Barry Pepper, irreconhecível. Mas todos os outros atores também estão muito bem, em papéis memoráveis. Uma aventura adorável, que só assume seu lado sombrio nas últimas cenas.Viver e Morrer em Los AngelesNa época, Michael Mann acusou os produtores de plagiarem, com este filme, a série Miami Vice, que ele produzia. Mas quando Mann fez o longa Miami Vice, em 2006, acabou usando muitos elementos vistos neste filme. Provavelmente um dos melhores dos anos 80, Viver e Morrer em L.A. é bastante violento, corajoso e pouco convencional. Envelheceu muito pouco, e seus maneirismos oitentistas apenas tornam esta produção mais charmosa.ChinatownEsta foi a homenagem definitiva aos film noir. Filme sombrio, violento e cheio personagens de moralidade duvidosa. Nicholson está perfeito, em uma atuação com poucos exageros, e sempre dizendo falas engraçadas. A cena da faca no nariz é uma das mais impressionantes que já vi em um filme. Enfim, um dos melhores de Polanski - o que não é pouco para quem fez O Bebê de Rosemary, Mcbeth e O Pianista. Chinatown foi bastante "imitado" pelo seu próprio criador no seu mais recente trabalho, O Escritor Fantasma.O Cemitério MalditoRevisto mais de 20 anos depois, o filme continua ótimo. Assusta, diverte, prende a atenção, tem um roteiro inteligente e, na minha opinião, um dos trabalhos de direção mais criativos que já vi no cinema, envolvendo as cenas com o bebê e com o gato. A participação do Herman, da série Os Monstros, é deliciosa. De defeitos, apenas a má atuação e a (falta de) dinâmica do casal principal. Fora isso, tudo se encaixa, incluindo a trilha sonora dos Ramones e a ponta de Stephen King.PrimerUm daqueles filmes fascinantes que, por mais que não se tenha certeza se está entendendo, você sabe que está gostando. Na verdade até dá para compreender tudo, ou quase tudo, até certo momento. Porém, depois de determinada cena, acompanhar o filme é mais difícil que resolver uma prova de cálculo. Torna-se inevitável revisitar a obra várias vezes, e ir fazendo anotações para depois discutir teorias com os amigos. Produção inteligentíssima e à frente de seu tempo, que renderia uma série de 10 temporadas se fosse bem explorada, mas que aqui está condensada em pouco mais de 1 hora de filme. É uma espécie de Donnie Darko sem frescuras, elevado à décima potência.O Escritor FantasmaUm suspense perfeito. Polanski em sua melhor forma, criando tomadas inesquecíveis como a passagem do bilhete de mão em mão e o plano final. Além disso, o humor em pequenas doses estabelece um ótimo balanço com a tensão geral do longa.Um Lugar QualquerÉ parecido demais com lost in Translation, da mesma diretora, e inclusive há cenas quase idênticas. É sensível, mas não chega nem perto da qualidade daquele. [...]



Melhores filmes e decepções de 2010

2011-01-07T15:10:58.973-02:00

Agora sim, voltando à programação normal, o Grafias Noturnas revela quais foram os filmes preferidos do blog no ano que se passou. Cisne Negro - O diretor Darren Aronofski confirma seu imenso talento entregando este impecável pesadelo que se passa no mundo do balé. Nina é a bailarina que estrelará a peça O Lago dos Cisnes, e começa a delirar em meio aos exaustivos ensaios e à perseguição das colegas que querem tomar seu papel. Assim como outros filmes do cineasta, é um drama com toques de terror, que bem poderia se passar por uma obra de David Lynch ou de Cronenberg. A Origem - Impecável conto de ficção científica com aprofundamento psicológico, inteligente sem deixar de ter muita ação. Muito já foi dito sobre este novo grande trabalho de Cristopher Nolan, mas não posso deixar de mencionar sua maravilhosa trilha sonora.Tropa de Elite 2 - Sem dúvida, um dos melhores momentos do cinema nacional de todos os tempos. Filme corajoso, polêmico, violento e fodão. Mother - Suspense dramático com olhos puxados, na linha de Oldboy. Nosso Lar - Grande sucesso nos cinemas, apesar de não ter agradado a todos. Particularmente, o filme me tocou, e não deixa de ser uma boa história de ficção científica, para quem prefere encarar assim.Mary & Max - Uma das animações mais adultas e tocantes que já assisti.A Estrada - Ficção científica pós-apocalíptica como eu não via desde Mad Max 2.O Segredo dos seus Olhos - O argentino Juan Jose Campanella nunca faz um filme fraco. Ainda mais se tiver o ator Ricardo Darín atuando nele. Toy Story 3 - Emocionante e assustador. O Pequeno Nicolau - Comédia francesa irresistível, que provoca risos sinceros. As Melhores Coisas do Mundo - Outro ótimo momento do cinema nacional, que mostra de forma mais realista e sensível a geração Malhação. Até o Paulo Vilhena convence como ator.Triângulo do Medo - Me apaixonei por esta história triangular de terror que deixa muitas perguntas na cabeça do público. Atração Perigosa - Ben Afleck é mesmo um bom diretor, conforme prova neste drama policial sobre assaltantes de bancos.A Rede Social - Pode não ser "o melhor da década" como alguns veículos disseram, mas é mais um grande trabalho de diretor de Seven e de Zodíaco.Um Homem Misterioso - Misteriosamente, caiu rapidamente no meu gosto este exemplar maduro de suspense, com George Clooney encarnando um assassino profissional em busca de redenção, que faz um último trabalho em uma pequena cidade italiana. Belíssima fotografia.As DecepçõesPara variar, há sempre aqueles filmes em que a gente coloca muita expectativa, e que acabam sendo frustrantes. Foi o que ocorreu comigo ao conferir estes aí.Daybreakers - Ficção científica sobre um futuro em que quase todas as pessoas são vampiros e os humanos são caçados para lhes servirem como alimento. Começa muito bem, mas vai se perdendo e tem um final péssimo e clichê.Um Homem Sério - Não é ruim, muito menos em seu lindo e assustador plano final, mas não é genial como muitos críticos o pintaram. Chega a ser bem chato, principalmente se compararmos com Onde os Fracos Não Têm Vez, filme anterior dos irmãos Coen.Homem de Ferro 2 - Comparando-se com o original, é uma piada . As cenas de ação são bem monótonas, e a dupla Samuel L. Jackson e Scarlet Johanson não sabe a que veio. A Hora do Pesadelo - Muito pior do que eu imaginava. Nem eu meus piores pesadelos este remake poderia ser tão ruim.Devil - Apesar de M. Night Shyamalan estar em uma maré ruim, achei que este terror produzido por ele tinha uma premissa interessante o bastante para ser ao menos bonzinho - e mesmo assim foi uma decepção.Enterrado Vivo - Compreendo os méritos de se fazer um filme inteiro dentro de um caixão, com apenas um personagem. Mas a coisa cansa logo, e no final percebemos que assistimos uma espécie de Jogos Mortais sem sangue.Scott Pilgrim contra o mundo - Também compreendo seus méritos visuais e sonoros, mas não passa de mais[...]



Resultado da promoção

2011-01-05T10:15:43.457-02:00

Depois de umas ótimas férias, o blog Grafias Noturnas volta com tudo e já começa divulgando o resultado da promoção do mês passado. O ganhador do livro Tripulação de Esqueletos é o leitor Gabriel Pacheco. Parabéns, Gabriel! Por favor, envie um e-mail com seu endereço e logo você receberá o prêmio em casa!

Dito isto, desejo um ótimo 2011 a todos que frequentam este espaço. E quero dizer que já temos vários posts engatilhados para breve. Tenho muitas dicas de filmes e de livros para vocês, e outros assuntos interessantes que quero compartilhar.

Grande abraço! E bons sonhos!





Festas!

2010-12-20T11:05:45.552-02:00

(image) O blog Grafias Noturnas entra em férias a partir de hoje. Também sou filho de Deus (será?) e vou aproveitar o fim de ano para descansar um pouco. Eu gostaria de agradecer a todos que, em 2010, compartilharam este espaço, lendo, participando das promoções, comentando e recomendando o blog.

E já quero adiantar que, logo no início de 2011, teremos muitas atrações: o sorteio de Tripulação de Esqueletos, minha lista dos melhores filmes assistidos neste ano e a resenha do primeiro livro que já li para o desafio Ray Bradbury (para quem não sabe, minha resolução de ano novo é passar 1 ano lendo apenas livros do meu autor preferido).

Então é isso! Boas festas a todos, e bons sonhos!



Resolução de fim de ano

2010-12-18T13:56:01.725-02:00

O resultado da enquete "Que livro você me indica para ler no final do ano?" deu o primeiro lugar, com larga vantagem, para O Pistoleiro, de Stephen King. Gostaria imensamente de agradecer a todos que votaram, principalmente a quem justificou o voto.

Porém, quero antecipadamente me desculpar, e dizer que não lerei este livro, por enquanto. Um dos motivos é a recomendação do Mário Carneiro Jr, sobre ler O Pistoleiro apenas se eu for continuar a acompanhar a série A Torre Negra. Concordo com ele, e honestamente, não sei se tenho pique para uma jornada tão grande de Stephen King assim, hoje em dia.

A outra razão é que, neste período em que se realizou a votação, acabei relendo um dos meus livros favoritos: O País de Outubro, de Ray Bradbury. Aliás, este ano priorizei releituras, e é algo que recomendo. Na segunda vez que você lê o mesmo livro é possível se familiarizar mais com o texto e com o autor - e a leitura sai bem mais rápida e eficaz.

E relendo esta maravilha, me toquei de que eu já havia deixado de lado, há muito tempo, de ter contato com o tio Ray, que é meu autor predileto. Um absurdo! Portanto, fiquei com muita vontade de ler (e reler) mais e mais contos dele.

Assim, tomei uma decisão. Minha resolução de fim de ano é fazer de 2011 o "Ano Ray Bradbury". A ideia de ler apenas um autor durante um ano pode parecer enfadonha, mas veja só quantos desafios adoráveis envolvendo o autor eu terei:

- Finalizar leituras inacabadas (As Crônicas Marcianas);
- Ler seu livro mais conhecido, que eu até tenho vergonha por ainda não ter lido (Farenheit 451);
- Reler o favorito da minha biblioteca (Dandelion Wine);
- Revisitar meu primeiro contato com o autor (O Homem Ilustrado);
- Descolar Dark Carnival, a estreia do autor (que provavelmente terei que ler em Inglês).

É isso aí! Espero receber alguns comentários de incentivo para esta tarefa, pois são tantos livros interessantes de outros autores, que certamente a tentação de não cumprir minha resolução será muito grande. Conto com vocês, portanto. Em troca, vou postando no blog minhas impressões sobre cada livro, ok? E se alguém quiser me acompanhar no desafio, será muito bem vindo. Tenho certeza que, depois de ler Ray Bradbury, sua vida não será mais a mesma.

Grande abraço, e bons sonhos!



F**k Me, Ray Bradbury

2010-12-17T14:31:31.075-02:00

(image) Dias atrás me deparei com uma das mais inusitadas homenagens que um fã já fez a um escritor. "Fuck Me, Ray Bradbury" é o clip de uma canção pop criada pela humorista Rachel Bloom, para homenagear o - segundo ela mesma - "melhor autor de ficção científica da história".

Apesar de ser um trabalho muito bem humorado e sensual, não pude conter as lágrimas por saber que uma jovem de 23 anos nutre tanto amor pelo escritor - que também é o meu favorito.

E como se não bastasse, o video acaba sendo um elogio à leitura, em oposição ao culto do corpo. Em algumas entrevistas, Rachel Bloom disse que não entende como os atores de cinema podem ser mais desejados do que os escritores, já que estes são capazes de criar mundos.

Na canção, Rachel interpreta uma adolescente que se recusa a sair com um rapaz à noite, e prefere ficar em casa, lendo. Os livros do escritor conseguem dar a ela mais prazer (literalmente) do que o carinha de carne e osso, e ela então desenvolve uma tara especial pelo velhinho. A letra faz referências a vários títulos de Bradbury, como The Halloween Tree, S is for Space e Dandelion Wine, entre outros.

O trecho que me fez chorar foi o que ela diz que "desde os 12 anos é sua fã número 1", e em seguida completa como "kiss me, you Ilustrated Man". Puxa, eu só não sou fã de Bradbury desde os 12 anos porque fui conhecê-lo mais tarde (apesar de me sentir como um menino toda vez que leio seus contos), e o primeiro livro que li dele foi justamente O Homem Ilustrado.

Depois do enorme sucesso do video no Youtube, Rachel conheceu pessoalmente seu ídolo, que disse ter gostado muito do clip (e quem não gostaria?) e a presentou com uma edição especial de As Crônicas Marcianas.

(image) Espero que essa história ajude os jovens a ver que ler pode ser mais sexy que qualquer outra coisa. E que faça o velho Ray, hoje com 90 anos de idade, viver pelo menos mais uns 10.




Raízes do Mal (Evil)

2010-12-16T10:29:21.286-02:00

(image) Eu gostaria de indicar um filme muito bom que assisti hoje, chamado Raízes do Mal (Evil). Trata-se de uma produção dinamarquesa, de 2003, que foi indicada ao Oscar de filme estrangeiro. É o trabalho de estreia do cinesta Mikael Håfström, que mais tarde dirigiu 1408, baseado no conto de Stephen King.

Raízes do Mal é sobre Erik Ponti (Andreas Wilson), um adolescente de 16 anos acostumado a tratar todos com brutalidade, devido aos maus tratos de seu padastro. Depois de ser expulso da escola onde estudava, é transferido para Stjärnberg, um famoso colégio interno privado. Sabendo que pode ser sua última oportunidade, Erik tenta mudar seu estilo de vida para adaptar-se ao lugar, mas logo ele descobre que está preso em um verdadeiro inferno.

O terror, neste caso, é representado pelos alunos mais antigos, que subjugam os novatos. Neste filme está um dos mais terríveis vilões do cinema, na figura do deplorável Silverhielm - um veterano intocável no colégio, capaz das mais terríveis atitudes para humilhar os recém-chegados.

Bastante violento e emocionalmente exaustivo, Evil ainda promove uma profunda reflexão sobre a honra, o respeito e a coragem. Certamente é o melhor trabalho de Mikael Håfström, muito bem dirigido e roteirizado, que lembra um filme de terror - o que deve explicar seu posterior envolvimento com a adaptação de 1408.



Switch Bitch (Roald Dahl)

2011-01-05T12:16:49.212-02:00

O autor Roald Dahl é, para mim, um dos exemplos máximos de aproveitamento do cérebro humano para escrever histórias. Mais conhecido por seus livros infantis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, Dahl sempre demonstrou um lado macabro e de humor negro em seus contos, mesmo quando escrevia para crianças. Mas ele também escreveu para adultos.Quando me refiro à literatura adulta de Dahl, não quero dizer que ele escreveu livros eróticos, mas sim histórias igualmente macabras, inteligentes, com humor negro e extremamente divertidas − com a diferença de serem dirigidas ao público adulto. Quem tiver curiosidade pode ler sua coletânea Beijo com Beijo (lançada mais recentemente apenas como Beijo).Porém, Roald Dahl escreveu, sim, um livro mais safadinho, que se aproxima da literatura erótica. Mas sem deixar de ser macabro, com humor negro e brilhante! Estou falando de Switch Bitch, uma coletânea de quatro novelas produzidas com o estilo único de Dahl, mas todas com teor sexual – sendo que algumas foram até publicadas na Playboy.Na primeira, The Visitor, somos apresentados a um dos mais intrigantes personagens já criados pelo autor. Tio Oswald é um milionário bon vivant, já de certa idade, que está na Síria quando alguns eventos inesperados o colocam como hóspede no palácio de um sheik. Bastante competitivo consigo próprio, Oswald sente-se atraído tanto pela esposa como pela filha adolescente do seu anfitrião, e decide que irá dormir com uma delas. Quem conhece as histórias adultas do escritor já pode imaginar que o final será no mínimo inesperado, chocante e com humor negro.A segunda história é The Great Switcheroo, possivelmente a mais erótica do livro, e não menos inteligente. Acompanhe comigo: dois vizinhos de meia idade combinam, em segredo, trocar de esposas por uma noite. Mas sem que elas saibam! Por várias semanas eles elaboram um plano para que possam agir sem que cada esposa desconfie que dormirá com o marido alheio. É um plano muito elaborado e arriscado, que envolve conhecer muito bem os cômodos da casa do outro, bem como os hábitos sexuais do comparsa. Toda a história, desde o início, é de fazer grudar os olhos no livro e não desgrudar mais até a última linha. E o final é maravilhoso, como não poderia deixar de ser, vindo da mente que o criou.The Last Act é um conto que, pelo menos de início, tem um tom mais dramático. Narra a história de Anna, uma mulher que começa a ter tendências suicidas após perder o marido em um acidente de carro. Mas depois de resolver dar uma virada em sua vida, faz uma viagem a negócios e resolve ligar para um antigo ex-namorado do tempo da escola. Ela descobre que o sujeito ainda é bonitão e está divorciado e muito bem sucedido, e acaba aceitando passar a noite com ele depois de alguns drinks. Porém, aos poucos vamos percebendo que ele ainda guarda algum tipo de mágoa e desequilíbrio mental desde a época em que Anna desistiu do namoro.E finalmente o livro fecha com chave de ouro, com a hilariante Bitch. Aqui, novamente nos encontramos com o Tio Oswald, da primeira história, mas quando ele era um pouco mais jovem. Desta vez o simpático e excêntrico milionário resolve patrocinar a criação de um perfume que despertaria um incontrolável desejo sexual em quem quer que o cheire. Assim, depois de elaborada a fórmula perfeita, o protagonista resolve não apenas usar o perfume para atrair mulheres para si, mas também para colocar em prática um audacioso plano: envolver o presidente dos Estados Unidos em um constrangedor episódio de caráter sexual. Depois de cheirar o perfume, o homem mais poderoso do mundo atacaria uma senhora obesa diante de centenas de convidados em um baile. Final irônico e perfeito.O safadinho Switch Bitch é um dos livros mais divertidos que já li, e[...]



Fúria (Rage), de Stephen King

2010-12-12T14:45:24.020-02:00

Finalmente li Fúria (Rage), uma das histórias mais antigas de Stephen King, publicada sob o pseudônimo de Richard Bachman. O fato mais curioso a respeito deste trabalho é que sua publicação está proibida pelo próprio autor. Mas o que há de tão polêmico nesta noveleta?Fúria é sobre o adolescente Charles Decker, aluno do colegial que vai armado para a escola, mata dois professores e mantém uma classe de mais de 20 alunos como reféns. O drama lembra vários casos reais que aconteceram nos Estados Unidos recentemente, e o livro poderia inspirar novos massacres − daí seu banimento. Porém, esta não é, nem de longe, uma das histórias mais violentas de King. Seu maior problema é de ordem moral.Confesso que gostei do conto, mas como a maioria dos trabalhos do autor, há pontos baixos. E o principal problema que observei diz respeito à verossimilhança da história. Bem, eu não sei o que aconteceria de verdade caso algum adolescente mantivesse minha turma como refém, mas achei um pouco forçados, por exemplo, os momentos em que alguns estudantes, inspirados pelo sequestrador, começam a narrar suas experiências sexuais para a classe.Mas a ideia de King foi interesante: usar aquela situação, de um grupo de jovens problemáticos entre quatro paredes, sem a presença autoritária de um professor, para realizar uma terapia em grupo e lavar a roupa suja. O problema está nos momentos em que a tranquilidade deles não condiz com o fato de terem acabado de ver dois professores sendo assassinados por um colega e de estarem sob a mira de um revólver.Quem leu O Nevoeiro vai achar o eixo da história bem semelhante. Pois, assim como naquele conto, Fúria mostra o que pode acontecer com um grupo de humanos enquanto estão presos em um mesmo cenário e sob uma perigosa ameaça. O terror não está no elemento estranho que comanda a situação, mas sim no comportamento das vítimas.Assim como em O Nevoeiro o Mal era representado não pelos monstros, mas por uma fanática religiosa, em Fúria não é o jovem armado que é o vilão, mas sim Ted Jones, um dos reféns. Bonitão e metido a galã, Jones é o único que parece não compreender a ação de Charlie, e é ele quem pode tentar dominar o sequestrador e acabar com a festa.Até aí tudo bem, pois King realmente consegue fazer com que Ted pareça o vilão. Principalmente porque ficamos conhecendo os dramas pessoais de Charlie Decker, e o encaramos não como um psicopata assassino, mas como um jovem comum, cheio de problemas familiares e com poucos amigos - que poderia ser qualquer um de nós.O problema é que o conto sugere que a atitude do protagonista é justificável, e que ele fez um bem a mais de vinte colegas ao entrar naquela sala de aula com uma arma.Além disso, ao retratar praticamente todos os adultos da história como pessoas estúpidas e cheias de defeitos de caráter, King soa maniqueísta. Ele praticamente converte o verdadeiro bandido da história em um simpático e corajoso herói adolescente.E a turma que está sob sua mira não fica muito acima em termos de moralidade, pois nenhum dos estudantes parece se importar muito com o fato da professora ter sido baleada na frente deles. Durante todo o conto o corpo dela fica caído no chão, e ninguém, em nenhum momento, tenta conferir se ela realmente morreu. Preferem, ao invés disso, ficar revelando os segredos sujos dos outros, rindo e se xingando.E apesar de King investir na tensão conforme o final da história se aproxima, o leitor não teme muito pela segurança dos reféns. O único dos alunos naquela sala que corre o risco real de ser baleado é Ted Jones, a quem já odiamos desde o início. Mas quanto aos outros alunos, parece ficar claro que Charlie não tem a intenção de matá-los; e mesmo que o fizesse, não sentiría[...]



Dicas para concursos de contos

2010-12-08T10:44:38.530-02:00

Neste ano tomei uma decisão difícil: resolvi desistir de participar do concurso de contos da Associação de Escritores de Bragança Paulista – o mesmo que eu já venci por duas vezes, e que desta vez pagaria R$ 2.000 ao vencedor (nas edições anteriores não havia premiação em dinheiro). Desde 2003 eu vinha participando de todas as edições, nas quais obtive duas vitórias e duas menções honrosas. Mas meu motivo para a desistência foi importante: eu aceitei participar como jurado do concurso!Foi uma experiência enriquecedora, mas enquanto alguns contos me deram muito prazer ao lê-los, outros desafiaram minha paciência.Analisando os maiores problemas que observei, resolvi elaborar algumas dicas para que os candidatos se saiam melhor nas próximas tentativas. Espero que seja útil!1- Cuidado com a gramática.Cansei de ver erros grosseiros de ortografia, sendo que o mais comum é a falta de senso ao usar vírgulas. Nenhum jurado vai querer dar o primeiro lugar a um conto que tenha esse tipo de problema, mesmo que seja uma ótima história. Portanto, se você tiver alguma dúvida sobre como escrever uma palavra ou frase, use o dicionário, ou uma gramática. Se a dúvida persistir, encontre outra maneira de dizer o que pretende.2- Economize.Não perca tempo descrevendo aspectos físicos e a roupa dos personagens, a não ser que isso seja importante para a lógica da história. Não é preciso nem citar o nome da cidade onde se passa a trama, e nem mesmo o do protagonista, caso não seja essencial. Todas essas nominalizações e descrições desnecessárias passam a ideia de que o autor só está enchendo linguiça. O que importa no conto é o fato que está sendo narrado. Na verdade, tudo o que não for extremamente necessário deve ser limado do texto. Por que levar seu personagem até certo lugar, se aquilo não vai levar a história adiante?3- Não encha de diálogos.Na dúvida, não escreva diálogo algum, porque na maioria das vezes eles só estragam o conto. Eles precisam ser curtos, diretos, relevantes e ter profundidade: de preferência as falas devem possibilitar mais de uma interpretação, apontando para aspectos psicológicos do personagem, senão correm o risco de parecerem tolas.4- Aprenda a digitar um travessão.Um erro muito mais comum do que eu imaginava.− Isto é um travessão._ Isto aqui não é!5- Não tente parecer sábio e intelectual.Evite palavras difíceis e divagações filosóficas. Um conto narra um fato. Ninguém quer ler sobre crises existenciais, problemas sociais e conflitos de personalidade se isso não vier no corpo de uma bela história, com personagens interessantes, surpresas na narrativa e uma narração envolvente. Eu não tive dúvidas: dei notas baixas a todos os textos que me deram sono.6- Leia o regulamento dos concursos.Tivemos que desclassificar vários participantes que enviaram menos cópias do que foi solicitado, ou que ultrapassaram o limite de caracteres estabelecido. Teve até quem mandou poema, sendo que o concurso era de prosa.7- Seja original.Não imite, não copie e nem pense em plágio.8- Seja verossímil.Cansei de me desapontar com contos porque narravam coisas decididamente impossíveis. Note que uma história pode trazer máquinas do tempo, monstros de nove cabeças, sapos falantes e ainda assim ser verossímil. Mas se um personagem traz um pensamento ou comete um ato que não combina com o contexto, isso pode fazer o conto parecer idiota. E o autor também.9- Cultive a simplicidade.Às vezes é difícil colocar no papel uma ideia mais complexa, e isso pode levar o leitor a não compreender muito bem o que está lendo. Se você for menos ambicioso, terá mais chances de atingir o coração do leitor.10- Capriche no começo e no final do conto.Principalme[...]



A escolha

2010-12-07T13:56:14.548-02:00

Olá, amigos. Em breve iniciarei a leitura de mais um livro, mas eu sinceramente não sei qual. Na minha estante há vários que comprei, ou troquei, e que ainda não tive a chance. Gostaria, portanto, de uma ajudinha de vocês.
Para isso, responda a enquete no canto direito do blog. E depois pode postar um comentário, justificando a escolha.
Obrigado!



Tripulação de Esqueletos - parte II

2010-12-05T15:02:49.419-02:00

Depois de fazermos uma pequena escala, vamos continuar nosso voo rumo ao desconhecido, com a nossa tripulação de esqueletos. E o próximo conto do livro é:Um Mundo de Praia (Beachworld)Aqui podemos dizer que é o primeiro ponto baixo da obra. É uma história de ficção científica, sobre uma aeronave que faz um pouso forçado em um planeta estranho, e cujos tripulantes começam a enlouquecer. É lentíssimo, de dar sono. Bem que poderia ter ficado de fora da coletânea. Mas tudo bem: se você passar por essa pequena tortura, você está preparado para uma das mais horripilantes histórias do autor, que é...A Imagem do Ceifador (The Reaper´s Image)Junto com O Macaco, este é o outro conto de King que me fez ficar sem sono à noite. Aqui ele nos apresenta a um amaldiçoado espelho de um museu, no qual algumas pessoas podem enxergar a imagem da Morte. É mais um dos textos que ele escreveu na adolescência, provando que desde cedo já era bom em saber assustar.Nona (Nona)Não é das minhas preferidas, mas é interessante por trazer, como coadjuvantes, dois personagens de O Corpo (ou do filme Conta Comigo): Vern Tessio e Ace Merril. É sobre um jovem que, depois de conhecer uma estranha garota chamada Nona, junta-se a ela e passa a cometer vários crimes pelas estradas. Uma espécie de Assassinos Por Natureza adolescente, com toques sobrenaturais.Para Owen (For Owen)Outro poema da coletânea, que foi escrito para o filho de King. Mostra o pai levando o pequeno Owen para a aula, e no caminho o menino descreve uma escola frequentada por frutas.Tipo de Sobrevivente (Survivor Type)A história que o próprio King admite ter ido longe demais. Narrado na forma de um diário, é sobre um médico que, após um naufrágio, vai parar sozinho em uma ilha deserta, carregando um pacote de heroína e nenhuma comida. Depois de ferir gravemente o tornozelo e não poder mais andar, decide amputar e comer o próprio pé. Mas mesmo depois disso, a fome continua...O Caminhão do tio Otto (Uncle's Otto Truck)Otto Schenck é um recluso que acredita que seu velho caminhão abandonado, que carrega uma maldição, poderá avançar sobre ele para matá-lo. Lembra o romance Christine.Entregas Matinais (Morning Deliveries)Conto estranho e macabro, sobre um leiteiro que faz suas entregas com alguns “presentinhos” para seus simpáticos clientes, como veneno e aranhas nas embalagens onde deveria haver apenas leite e manteiga.Carrão: Uma Historia de Lavanderia (Big Wheels:Tale of the Laundry Game)Conto intimamente ligado ao anterior, que traz novamente o leiteiro psicopata. O leitor pensa: “Caramba, achei que esse cara não ia mais aparecer, e ele invade um conto que nem era dele!”. Foi uma boa sacada de King, prolongando o terror da história anterior e entregando para o leitor uma conclusão mais satisfatória. Vovó (Gramma)Como se não bastasse O Macaco e A Imagem do Ceifador para me roubar o sono, o livro ainda traz este assustador conto que me deixou sem dormir por algumas noites. Adaptado para a TV na série Além da Imaginação (na versão dos anos 80), nos apresenta a um menino de 11 anos deixado sozinho em casa com a avó moribunda. Até aí tudo bem: esta é, inclusive, uma trama bem parecida com o segmento de O Cemitério que envolve a personagem Zelda, lembram? Mas aqui há um agravante: a velha, além de assustadora por si só, é praticante de bruxaria e tem parte com o capeta. Os trechos em que o menino é obrigado a ir até o quarto onde ela está deitada são de fazer suar frio. E o final é bem inesperado e medonho. O conto é ótimo, mas o episódio da série não fica muito atrás. Está disponível no Youtube.A Balada do Projétil Flexível (The Ballad of the Flexible Bu[...]



Tripulação de Esqueletos

2010-12-05T14:50:54.872-02:00

Tripulação de Esqueletos (Skeleton Crew), lançado em 1985, foi um dos livros mais vendidos nos anos 80, e é uma das obras básicas para os fãs de Stephen King. Particularmente, este foi o único livro do autor que me deixou com medo, mas não é só por isso que ele é importante. Na verdade trata-se de uma coletânea que inclui contos, poemas e até um romance curto entre suas páginas. Ou seja, ele tem bastante energia de King investida, capaz de divertir o leitor por muitas e muitas horas.Como veremos, alguns dos trabalhos incluídos no livro foram adaptados para o cinema e para a televisão. Sem mais delongas, vamos seguir viagem rumo ao assustador mundo de Tripulação de Esqueletos:O Nevoeiro (The Mist)O livro já começa arrebentando, com a história de um grupo de pessoas presas em um supermercado, ameaçadas pelas perigosas criaturas envoltas na misteriosa neblina que avança sobre a cidade. Publicada previamente na revista Dark Forces, em 1980, foi substancialmente modificada para o livro. É difícil decidir se O Nevoeiro é um romance curto ou um conto longo, mas o cineasta Frank Darabont não teve dúvida nenhuma ao transformar a narrativa em um dos melhores filmes de terror que se tem notícia, em 2008, e com um final diferente. Segundo King, a ideia para a história surgiu quando ele e seu filho foram ao supermercado logo depois de uma tempestade que causou um nevoeiro intenso na cidade – mas não há provas de que havia criaturas monstruosas nele. Aqui Há Tigres (Here There Be Tygers)Este conto curtinho é um dos mais antigos de King, escrito quando ele estava no colegial e publicado na revista Ubris, em 1968 (quando o autor tinha 21 anos, portanto). Narra o dia em que um garoto, em sala de aula e apertado para urinar, pede para a mal humorada professora para ir até o banheiro. No caminho ele se depara com algo bem inesperado e perigoso, e é quando vemos muito daquele humor macabro de King, que nos faz rir e suar frio. “Here There Be Tygers” é uma alusão ao aviso “Here There Be Dragons”, usado por cartógrafos na Idade Média para alertar sobre territórios inexplorados nos mapas. No filme A Metade Negra, uma personagem vê uma história bem parecida com a do conto. E há um conto de ficção científica de Ray Bradbury com o mesmo título. O Macaco (The Monkey)Só mesmo o talento do autor para explicar como ele conseguiu usar um brinquedo ridículo para escrever um dos contos mais assustadores de sua carreira. Na história, um daqueles irritantes macaquinhos de plástico, que ficam batendo dois pratos, causa a morte do infeliz que ouvir as batidas. Foi adaptado pelo próprio King como um episódio da série Arquivo X, mas de forma maquiada: lá o brinquedo deixou de ser um macaco e foi substituído por uma boneca. Particularmente, esta foi uma das poucas histórias de King que me fizeram perder o sono.Caim Rebelado (Caim Rose Up)Outra das histórias do autor escritas no seu tempo de garoto. Poderíamos dizer que King deve ter encontrado dias ruins na escola, e usou a literatura para canalizar suas frustrações. Mas este conto é baseado na história de Charles Withman, um estudante que, em 1966, disparou seu rifle na universidade do Texas, matando 16 pessoas e ferindo 32. Vários elementos da trama podem ser vistos no livro Rage, que King escreveu sob o pseudônimo de Richard Bachman, e que hoje não é mais impresso, devido às semelhanças com os casos reais de chacinas em escolas americanas. O conto é forte, como um tiro certeiro em direção ao leitor.O Atalho da Sra. Todd (Mrs. Todd’s Shortcut)Um dos meus contos favoritos do livro, sobre uma mulher obcecada por encontrar atalhos, até que começa a [...]



Promoção Stephen King II - Tripulação de Esqueletos

2010-12-03T06:51:30.869-02:00

(image) Conforme vocês mesmos escolheram através da enquete, o livro a ser sorteado em dezembro no blog Grafias Noturnas será Tripulação de Esqueletos, de Stephen King.
Para participar, desta vez será preciso:
1) Ser seguidor do blog;
2) Ser meu seguidor no Twitter: @grafiasnoturnas (É o mesmo twitter que eu usava antes, apenas mudei o nome. Quem já me seguia no @luizrie permanece como seguidor deste)
3) E dar RT na divulgação desta promoção (ou divulgar o link deste post).

O sorteio será realizado na primeira semana de 2011.
No próximo post vamos tratar detalhadamente deste grande livro de contos do mestre do horror. E afinal, por que Tripulação de Esqueletos é uma das obras mais importantes de King?



Resultado da promoção (agora é sério)

2010-11-30T21:17:58.743-02:00

Olá, pessoal! Agora, sim, chegou a hora de conhecermos o ganhador do livro A Dança da Morte, de Stephen King, que o blog Grafias Noturnas sorteou sem nenhum patrocinador. O livro, portanto, era da minha coleção pessoal, da qual estou me desfazendo aos poucos, através de sorteios.

Antes de tudo, deixo aqui um agradecimento enorme a todos que participaram. Com esta promoção pude notar melhor o amor que, como eu, vocês nutrem pelo mestre Stephen King.

E também quero dizer que ainda teremos mais uma promoção em 2010, e que são vocês que decidirão qual será o prêmio (vote na enquete aqui ao lado direito). Assim, se você não teve sorte agora, não desanime: fique esperto!

Chega de mistério. O vencedor - na verdade, vencedora - do livro é a Giuliana Martins, de Curitiba - PR. Parabéns!

Parabéns também para a Alana, que ganhou o livro Grafias Noturnas (de minha autoria), conforme já foi divulgado no post anterior.

Amanhã os prêmios seguem pelos Correios.

Um abraço, e bons sonhos!



Resultado da promoção (atualizado)

2010-11-30T19:02:56.193-02:00

UPDATE

Creio que todos os leitores deste blog, como grandes fãs de Stephen King, devem adorar aquele suspense de roer as unhas, não é? Você está com o coração saltando pela boca? Suor escorrendo pela testa? Mãos tremendo?

Pois saiba que o Grafias Noturnas não se responsabiliza por quaisquer danos físicos ou mentais causados em seus seguidores!

Ok, mas como não sou tão cruel assim, vou parar de fazer tortura.

Já temos o nome do sorteado (ou sorteada).

E o sortudo (a) que ganhou o livro Grafias Noturnas, de autoria deste que vos escreve, é...

...

É uma mulher!

E o nome dela é...

(tchãn tchãn tchãn tchãn)

Alana Romano Silveira (vulgo: Vulnavia Phibes), de Três Marias - MG

Parabéns!!!

E não esqueçam! Ainda hoje será realizado o sorteio do livro A Dança da Morte, de Stephen King (ok, eu sou cruel mesmo!)

Até loguinho!



Dossiê Stephen King no cinema parte III (1995-2010)

2010-11-24T13:52:11.926-02:00

The Mangler (1995)Dirigido pelo célebre Tobe Hooper (de O Massacre da Serra Elétrica) e estrelado por Robert Englund (o Freddy Krueger), o conto The Mangler já tinha uma premissa ridícula, sobre uma máquina industrial de dobrar roupas possuída pelo demônio (!). Mas o filme consegue ser pior, revelando-se uma comédia involuntária. Teve uma arrecadação pífia nos cinemas, mas de tão engraçado, o tempo o está transformando em cult. Eclipse Total (1995)Depois do Oscar por Louca Obsessão, a atriz Kathy Bates volta para o universo de King, neste drama de suspense baseado no livro Dolores Clairbone, comandado por Taylor Hackford - diretor que, dois anos depois, faria O Advogado do Diabo. Foi bastante elogiada pela crítica esta história de uma jovem que volta para sua pequena cidade natal, onde sua mãe foi presa acusada de matar uma velha para quem ela trabalhava como empregada. Na época do lançamento, só mesmo os fãs sabiam que era baseado em King, pois é mais um daqueles filmes dramáticos, que fogem do habitual entre suas adaptações. A Maldição (1996)Baseado no romance A Maldição do Cigano, o filme tem uma premissa interessante, sobre um sujeito obeso que passa a ficar cada dia mais magro, e descobre que isso vai seguir até ele desaparecer. Os primeiros dois terços até são legais, mas a qualidade desse filme não condiz com outros do mesmo diretor Tom Holland, como A Hora do Espanto e Brinquedo Assassino. Se realmente tivesse sido desenvolvido por Steven Spielberg, como havia um projeto no início dos anos 90, certamente teria ficado melhor. Voo Noturno (1998)Apesar de relativamente pouco conhecido, e comandado por um diretor mais desconhecido ainda (Mark Pavia), este filme é considerado por fãs como uma das melhores adaptações do autor – inclusive mantendo o caráter pouco simpático do protagonista, como era na história original. Baseado em um conto de Pesadelos e Paisagens Noturnas, apresenta um vampiro piloto de avião que, entre um pouso e outro, toca o terror com as vítimas. Dos filmes menores, é um dos mais interessantes. O Aprendiz (1998)No segmento Aluno Inteligente, do livro Quatro Estações, um garoto descobre que seu velho vizinho é um procurado ex-carrasco nazista, que vive escondido sob um nome falso. Uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em 1987, mas depois de já haver 40 minutos de material pronto, o projeto teve que ser abandonado por falta de recursos. Todo este curioso projeto dos anos 80 é cercado de muito azar, pois dois atores escalados para viver o nazista morreram durante as negociações. E um ano após a interrupção das filmagens, em 1988, os produtores até tentaram aproveitar o trabalho pronto e retomar o projeto, só que o ator que faria o garoto, que tinha 17 anos, já havia crescido demais e estava muito diferente. Ou seja, todo o serviço foi realmente perdido. Mas em 1995, quando os direitos do texto voltaram para King, Bryan Singer (que mais tarde faria X-Men) procurou o autor para adquiri-los, e finalmente o filme saiu do papel. Bastante elogiado, e vencedor de algumas premiações, o Apt Pupil de Bryan Singer diminuiu a violência do conto e acabou se transformando em um filme um tanto lento. Ainda assim, só a atuação de Ian McKellen já faz o resultado valer uma conferida.À Espera de um Milagre (1999)Frank Darabont repete a fórmula de Um Sonho de Liberdade, adaptando mais esse drama de prisão, baseado em uma série de pequenos livros que, mais tarde, foram lançados como um romance. Fez enorme sucesso de bilheteria e foi indicado a quatro[...]



Dossiê Stephen King no cinema parte II (1987-1994)

2010-11-21T20:47:59.569-02:00

Creepshow 2 (1987)Em 1987 foi lançada a continuação de Creepshow, mas sem Romero na direção. No lugar dele entrou Michael Gornick, que havia sido diretor de fotografia do primeiro filme. Contando com três histórias de King, sendo apenas uma delas baseada em um conto seu (A Balsa, do livro Tripulação de Esqueletos), Creepshow 2 diverte, mas não tem a mesma genialidade do primeiro. Destaque para a última história, O Caroneiro, sobre uma senhora da alta sociedade que, viajando sozinha à noite, passa a ser perseguida por um zumbi a quem ela atropelou (é baseada em um episódio de Além da Imaginação). No início e no final do filme, bem como nos intervalos entre os segmentos, há um desenho animado, bem feitinho, que resgata aquele clima das histórias em quadrinhos da EC Comics. Com um orçamento visivelmente mais baixo que o do primeiro filme, e sem a mão de Romero, até que Creepshow 2 não decepciona. Mas é mais infantil, e não chega nem perto de causar os sustos do original. O Sobrevivente (1987)Este é mais um daqueles filmes que algumas pessoas se surpreendem quando descobrem que foi baseado em King. Adaptado de uma história escrita sob o pseudônimo Richard Bachman, O Sobrevivente sofreu muitas deturpações e acabou sendo transformado em um filme de ação, com Arnold Schwarzenegger como protagonista. Trata-se de uma ideia bem interessante, muito copiada hoje em dia, sobre um reality show do futuro em que os concorrentes precisam escapar com vida de uma série de armadilhas mortais e de assassinos fantasiados. King não gostou, afirmando que transformaram seu conto de caçada humana em um filme tipo Rambo. Mas O Sobrevivente diverte e tem um clima legal de histórias em quadrinhos. O orçamento foi bem alto para a época, cerca de $ 30 milhões – o maior entre todas as adaptações de King até então. Cemitério Maldito (1989)Em 1989, dois anos depois da última adaptação de Stephen King chegar às telas, foi a vez de Pet Sematary ganhar um filme. O livro, baseado no conto A Pata do Macaco, é uma das coisas mais pesadas que o autor já escreveu, sobre um médico que se muda para o interior e descobre um cemitério indígena que tem o poder de reviver quem lá for enterrado. O filme, dirigido por Mary Lambert, não fez feio e é até hoje uma das melhores adaptações de King. O casal principal de atores é bastante morno, mas atuações como a de Fred Gwynne (o Herman da série Os Monstros, aqui como o velho vizinho), e até a do gato da família, fazem tudo valer a pena. O sucesso foi tanto que a bilheteria ultrapassou a de Conta Comigo, transformando-se no filme mais bem sucedido até então, entre todos os baseados em King. Teve uma continuação inferior em 92, com a mesma diretora, mas sem nenhuma ligação com o mestre. Contos da Escuridão (1990)No ano seguinte estreou esta produção dividida em quatro histórias, que era para ter sido Creepshow 3, mas sofreu algumas mudanças. A base é praticamente a mesma, mas aqui foi homenageada a série televisiva Tales From de Darkside (1983-88), e não os quadrinhos. No filme, um menino que será cozinhado por uma dona de casa (interpretada pela cantora Deborah Harry) conta a ela três histórias, para ganhar tempo. Apenas a segunda, The Cat From Hell, é baseada em King (a primeira é uma versão de um conto de Conan Doyle), mas o destaque mesmo vai para Lover´s Vow, sobre um artista plástico que testemunha uma estranha criatura cometer um assassinato, e precisa guardar segredo para garantir sua vida. A produção contou com um g[...]



Dossiê Stephen King no cinema (1976-1986)

2010-11-22T22:28:49.175-02:00

O nome de Stephen King é um dos mais conhecidos no mundo todo. Seus mais de sessenta livros são best sellers em todos os países em que foram lançados, e a maioria deles foi adaptada ao cinema. E é disso que vamos falar hoje: das adaptações de King para as telas. Algumas são excelentes, outras nem tanto, e há também aquelas que são umas belas porcarias.Carrie, a estranha (1976)Stephen King passou parte de sua vida dando aulas de literatura para adolescentes e trabalhando em uma lavanderia para sustentar a família. Foi sua esposa quem retirou da lata de lixo o manuscrito de Carrie depois que ele já havia cansado de receber "Não" das editoras para a publicação. Porém, depois de finalmente conseguir realizar seu sonho de publicá-la, outro jovem talentoso sentiu o potencial da história para o cinema e resolveu levá-la às telas. Brian De Palma era o nome desse cineasta, que com ideias muito boas e um orçamento apertadíssimo, conseguiu a proeza de filmar um dos melhores filmes de terror da história e ainda revelou talentos como John Travolta e Sissy Spacek. King não poderia ter um melhor começo nas telas. O Iluminado (1980)Stanley Kubrick folheava livros e mais livros em busca de material para seu próximo filme, atirando na parede os que não lhe interessavam. Sua secretária ficou feliz da vida quando o lendário diretor de 2001 e Laranja Mecânica finalmente gritou "É esse!" com um exemplar de O Iluminado nas mãos. Alguns anos depois, com o filme finalizado, muita gente ficou contentíssima com o resultado, menos King. A produção foi grande sucesso de bilheteria e de crítica, mas o autor não gostou de Kubrick ter eliminado o aspecto sobrenatural da história, transformando os fantasmas que assombram o hotel Overlock em mera paranóia e efeitos do alcoolismo. Criticou também a escalação de Jack Nicholson para o papel principal. "Ele vinha do filme Um Estranho no Ninho e o público já o identificava como louco desde o começo, o que faz perder toda sua descida à insanidade", disse. Kubrick rebateu, dizendo que O Iluminado não era um livro sério, mas que tinha gostado da estrutura da história. Apesar das discussões entre os artistas, que ocorreram desde quando o roteiro estava sendo escrito (Kubrick telefonava de madrugada para King para perguntar coisas como "Você acredita em Deus?"), O Iluminado é um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, com cenas clássicas e uma atuação imortal de Nicholson. Era o que os investidores precisavam para confirmar King como sinônimo de sucesso no cinema.Creepshow (1982)Stephen King nunca escondeu que sua grande inspiração para a escrita foram as revistas de histórias de terror em quadrinhos da E.C. Comics, que ele lia na infância. Em 82 ele juntou-se ao diretor George Romero, que já tinha grande experiência em filmes de terror, e a dupla resolveu inovar: desenvolver uma produção com várias histórias curtas, dando ao público a sensação de estar dentro de uma daquelas revistas. Extremamente divertido e original, Creepshow mostra Romero em sua melhor forma, e foi o próprio King quem escreveu o roteiro. O escritor até mesmo atua na história "The Lonesome Death of Jordy Verrill”, como um fazendeiro bobalhão que se dá mal ao tocar um meteorito. Cheio de humor negro e sustos, o filme é uma verdadeira homenagem para os fãs de terror. Com mais este sucesso, o ano seguinte seria inundado por nada menos que três adaptações de King para o cinema. Cujo (1983)O diretor Lewis Teague manteve a [...]



Predadores

2010-11-19T20:06:55.375-02:00

(image) Em 1987, O Predador fez sucesso misturando terror com os típicos exemplares de ação da época. Naquele filme, o diretor John McTiernan (Duro de Matar) colocou um time de grandalhões armados, liderados por Arnold Schwarzenegger, em plena floresta da Guatemala sendo caçados por uma versão alienígena dos brucutus humanos (e o monstro era interpretado por Jean-Claude Van Damme vestindo uma roupa de borracha, acredite!).

Se aquela produção impressionava pela estranheza do inimigo, bem como pela violência, aos poucos o monstro foi perdendo seu impacto, já que esteve presente no inferior Predador 2 (1990) - que substituiu soldados por policiais em uma Los Angeles futurista - e nos péssimos Aliens vs Predador 1 e 2.

Predadores (2010) é uma volta ao mundo dos temíveis monstros, que já não parecem meter tanto medo como nos anos 80. Produzido por Robert Rodriguez e dirigido por Nimrod Antal (Temos Vagas), a produção ao menos estabelece mais semelhanças com o filme com Schwarzenegger, pois volta à selva com um grupo de soldados e mercenários lutando para não virar presas dos bichos.

Com ação incessante, Predadores lembra bastante o ritmo dos divertidos filmes do gênero produzido nos anos 80 (e tenho certeza que, se tivesse sido feito naquela época, traria como protagonista algum fortão, e não o magrelo Adrien Brody - aliás, uma escalação que me surpreendeu!).

Mas o filme está muito mais para uma imitação de Lost, com seus personagens que não se conhecem e não sabem por que foram jogados naquele lugar, sendo perseguidos por criaturas perigosas, encontrando outros humanos misteriosos que estão lá há mais tempo, e caindo em armadilhas.

A impressão é a de que o filme é um amontoado de pequenas cenas de ação: A) fulano em queda livre sem conseguir abrir o paraquedas; B) beltrano tentando escapar de um atirador oculto na mata; C) ciclano correndo de uma espécie de cachorro assassino, etc. A boa notícia é que as cenas são legais, e mantêm o interesse no filme. Há até uma luta de espadas entre um oriental e um predador, que evoca os filmes asiáticos.

Estão presentes os velhos clichês, é claro, como o frágil médico que não se encaixa no grupo e mais tarde revelará a verdadeira identidade, mas ao menos os personagens não são eliminados na ordem que poderíamos prever, e volta e meia surge alguma outra surpresa na tela, como alianças inesperadas e a participação especial de um ator conhecido.

Assim, com pouco mais de 1 hora e meia, Predadores garante um ótimo e rápido divertimento, ainda que não passe de um descartável filme de ação que traz predadores como coadjuvantes.



O Nevoeiro

2010-11-16T22:47:15.989-02:00

(image) Depois de 3 anos desde o lançamento, revi O Nevoeiro (The Mist, de 2007), e pude comprovar que o cineasta Frank Darabont entregou um dos melhores filmes de terror da década.

Adaptação de um longo conto do livro Tripulação de Esqueletos, o filme trata o texto original com muita fidelidade, e ainda consegue melhorar muita coisa que Stephen King criou. Na história original o verdadeiro terror não era das misteriosas criaturas que surgiam de dentro da cortina branca que invade o mundo, e sim dos próprios seres humanos que ficam confinados em um supermercado - o que é mantido nesta adaptação.

Com atores que parecem ter nascido para encarnar os personagens, O Nevoeiro serve como um estudo sobre como as pessoas reagem quando confinadas e ficam sob a tensão do medo e da morte. A fanática senhora Carmody, papel da ótima Marcia Gay Harden, é um dos grandes destaques da produção: vilã inesquecível, que ganha seu lugar de honra entre os maiores monstros do cinema.

Os efeitos especiais são fracos, mas apenas no início. Conforme o filme anda, eles vão ficando mais convincentes.

Mas é impossível falar de The Mist sem comentar sobre seu polêmico final. Talvez alguns não tenham gostado, mas é a conclusão mais perfeita que se poderia fazer. O livro termina de forma aberta, sem uma real conclusão. Já o filme é bem cruel e trágico, mas que apenas deixa a história ainda mais forte.

Sobre o final, Frank Darabont comentou: "Eu teria o dobro do orçamento se tivesse optado por outro fim". Cara corajoso esse! Pena que ele pagou caro por não arredar o pé: o filme foi um fracasso nas bilheterias, e até hoje o diretor não voltou a trabalhar para o cinema. Mas já está mais que provado que ele é o homem certo para adaptar a obra de Stephen King às telas.



A Hora do Pesadelo 2010 - um horror!

2010-11-13T22:26:28.124-02:00

(image) Os filmes da série original costumavam me tirar o sono quando eu era criança, mas esta nova versão de A Hora do Pesadelo fez o contrário: me deu sono!

Com um roteiro extremamente amador, no qual os personagens contam para os outros aquilo que acabamos de ver acontecendo na tela, e efeitos de computação que envergonham os truques mecânicos do filme de 84 e suas sequências, este remake até tinha ideias legais que poderiam enriquecer a mitologia por trás de Freddy Krueger - mas elas não chegam a ser bem desenvolvidas.

Algo que poderia ter sido melhor aproveitado foi a presença do ótimo ator Jackie Earle Haley no papel de Freddy, mas a maquiagem impede que possamos ver as caras e bocas do vilão, fazendo com que o personagem seja apenas chato - ao contrário daquele encarnado por Robert Englund na série original, que era cheio de energia e humor negro. Esse novo Freddy, aliás, ficou muito parecido com a Fera daquele seriado A Bela e a Fera estrelado pelo Ron Perlman.

(image) (image) E do elenco de adolescentes, duvido que alguém se revelará um Johnny Depp no futuro.

A história do passado de Freddy, pouco explorada nos filmes antigos (creio que apenas no sexto filme vemos o personagem sem maquiagem, antes de ser queimado) até desperta interesse, mas sua conclusão é muito idiota. A cena em que ele é queimado vivo pelos pais das crianças dá uma baita vergonha, e chega a ser hilária. Onde já se viu o fogo se espalhar daquele jeito sem que ninguém tenha jogado algum combustível por todo o chão? E como é que chegamos a sentir pena de um personagem que deveria apenas inspirar medo?

Contando ainda com baboseiras inacreditáveis, como gente que dorme enquanto está na piscina em uma competição de natação, e dois jovens encontrando facilmente um esconderijo que ninguém descobrira há vários anos, o novo A Hora do Pesadelo é embaraçoso para quem é fã dos filmes velhos. Tem um ou dois bons momentos (imitados do filme de 84), mas que não valem o dinheiro da locação. Prefira rever o original.



Patrícia Gennice

2010-11-08T18:41:53.849-02:00

Dos longas de Felipe M. Guerra, "Patrícia Gennice" é o mais antigo, gravado em 1998. Pois agora a primeira grande produção amadora do cineasta gaúcho foi relançada com uma nova edição, o que representa um grande presente para os fãs.[...]