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almofariz



this is the easy time, there is nothing doing... [sylvia plath - wintering]



Updated: 2018-03-06T07:57:12.156+00:00

 



pedra de dormir

2009-01-31T23:59:10.407+00:00

a pedra dorme lentamentesob duas espáduas,duas brasas de amor contido..ao tempo em que corriam narrativassobre o tremor das almas,quando repousadas em antigo lombo,a pedra lisa..somavam-se o escopo e a fúria,fundamento e ângulo,o que a pedra resumia,a mágoa por tantos seixos pisoteados..para tornar a pedra, além do que se sabe,perante o homem adormecido,seu travesseiro e agasalho, uma segunda



haidée teme o mar

2009-01-15T00:15:57.892+00:00

haidée teme o mar,como um tapete que se desenrolapara esconder-lhe os pés..somente os pés, digo-te eu,não sofras...o mar tem lágrimas demais..e todas insensíveis já,como os segredos contados ao fogode tantas línguas..a memória serve para lembrar e esquecer!um dia há de chegar-te a frase,e tal encantamento se dará,.que mesmo o mar vai perder o sentido.Carlos Henrique Leirospreferita rolley [mauro



golem

2008-12-08T21:29:21.084+00:00

na fronte ainda úmida,que a mão moldou, inacabada,escrevo a sentença que te levará, sem ânimo ou vontade,a todas as paisagens ocultas pela noite..serás a força bruta além do entendimento dos oráculos,e não conhecerás teus sonhos..ninguém te perguntou se na fadigadessas mãos de barro algum sentimento adormeceu,ou se esperam de ti o que não podes dar.eu sei que, além de saibro, nada existe..como te



a dama de perugini

2008-02-18T23:40:50.983+00:00

além do umbral,onde os rostos se alargam no espaço,flutua a dama como em arabesco..do balaústre, o seu alvo semblanteparece adormecer, enquanto espera,talvez a surpresa de um beijo...Carlos Henrique Leiros..[the green lizard (charles edward perugini)]Perugini, Charles Edward [1839/1918]: Nascido em 1839, em Napoles/Italia, Perugini viveu o apogeu de sua arte na Inglaterra, para onde viajou na



england [in a graceful manner]

2008-02-12T23:03:41.637+00:00

partiste, em dia que vai longe, e a metadedo coração que deixaste comigo,emudeceu, ao se criar um visgo,em cima da fissura antiga..deu-se, afinal, como se repetissea mística de quem erra,o meu exílio, aquela sonolênciaeterna e quase indivisível..que é estar sozinho,com o oceano, às vezes longo muro,e outras como abismo...Carlos Henrique Leiros..[man on dock looking south (rodney smith)]



corpo sem fímbria

2008-02-07T22:33:15.606+00:00

desperta, corpo sem fímbria,que teus temores são como as madrugadas,se acaso supões,que das ansiedades se comprazem..desperta deste abençoado transe,e não sentirás o vazioa te lamber os pés, prometo eu,mas que alguma coisa – como chaga – existe...Carlos Henrique Leiros..[man with umbrella at the old lighthouse (tim holte)]



do palanquim

2008-01-28T22:06:37.242+00:00

do palanquim, vê-se a elevação e a greda,em que se vão depositar os odres,untados de poesia recusada..mas os poetas não ousam chorar..levaram junto o que eu deixei escrito,para queimar, até que o céu se esvaia,e eu, do cimo deste paquiderme,seja nuvem...Carlos Henrique Leiros..[shoulder ride (yutaka ozaki)]



férias...enfim!

2007-12-29T12:24:39.329+00:00

Férias, enfim!.Sim, meus queridos amigos, estou saindo de férias. Confesso que nunca as tive tão merecidamente quanto agora. 2007 foi um ano de trabalho duro, persistente, sem trégua, onde, nos últimos meses, a ginástica mais ferrenha foi aquela de administrar o tempo, o pouco tempo que me sobrava depois do cumprimento de todos os afazeres mundanos. Em função disso, peço sinceras desculpas a



seis meses de almofariz - com prêmio

2007-12-25T18:54:43.512+00:00

Completo seis meses de vida com o Almofariz (03/07/2007 – 03/12/2007), período em que considero ter feito um trabalho, senão perfeito, ao menos digno de ser lido. Sinto-me, pois, em casa, com amigos que carreguei junto a mim, e outros mais que se somaram, numa convivência respeitosa, permeada por interessantes trocas de informações, de interesses, como só as amizades raras conseguem nos



limbo

2007-12-17T09:26:43.934+00:00

se já morremos, onde o limbo,as vozes prometidas, as cortinas,e toda a estranheza que nos consolaria?.a aveludada treva, por certo, mais forteque o fulgor da luz, fê-nos pousarsobre a crueza das manoplas?.nada, contudo, vai nos impedir,de nos mantermos tão imaculadosquanto as rosas que um dia emolduraram.o rosto ainda imberbe de Capote,depois que Beaton o banhou, diáfano,com a mesma luz dos



colóquio

2007-12-10T09:24:41.045+00:00

a mão e o olhar acariciam- enquanto escrevo à luz –o ventre da palavra..vedes, Phineas,o grito da primeira boca?mais uma geração arfa e desperta!..Carlos Henrique Leiros..[muddy waters (f. monteiro)]



sobre a montanha

2007-12-10T17:25:34.832+00:00

sobre a montanha estava eu somente,agudo e em silêncio como tu, Phineas.os dois pés fincados na gramínea..e tudo parecia longe, os gritos desgarrando,e não se viam mais as fumarolasnas chaminés da casa do teu pai..dirias que a vida anda suspensa,e que polias invisíveiste sustentam?.digo-te eu, Phineas, que não conheço o mundo,mas da montanha enxergo o ocidente.sigamos para lá com nossos olhos..e



diz que até não é um mau blog!

2007-12-01T22:03:49.777+00:00

foi com muita alegria e uma ponta de orgulho que soube da notícia.a amiga e poetisa Lívia Araújo [www://adamaoculta.blogspot.com]havia recebido o prêmio deste tag do poeta Vieira Calado. Diziam as regras: cada agraciado teria o dever de escolher sete blogs, com a finalidade de outorgar-lhes igual prêmio. a lista foi feita e o Almofariz figurou entre eles.fico-lhe imensamente agradecido, Lívia.



o lugar do escritor e seu caos peculiar

2007-11-28T00:36:02.239+00:00

depois da maravilhosa leitura de O Lugar do Escritor, de Eder Chiodetto [Editora Cosac & Naify, 2002, São Paulo], neste último feriado longo, minha cabeça andou à roda. não pude deixar de me imaginar, num supremo ato de jactância e bufonaria, sendo entrevistado para falar de coisas bonitas e empoladas. eu era um escritor!.eu seria clicado aqui no velho escritório, disparando fleugma pelos olhos,



o naufrágio da intenção

2007-11-23T20:30:44.293+00:00

entre a palavra dita e o silêncio,existe o naufrágio da intenção.aquilo que nos corrói e empurra porta afora.sem cicerones e sem rota,como nuvens em fuga..não há poema que não se distendaaté o desmaio, espichando suas pernas de agrippa,na última busca por luz..mas eis que o lume se apaga,caprichosamente, sem que sejam ouvidosos nossos arranhões à porta...Carlos Henrique Leiros..[contraluz # 2(



as pequenas descobertas

2007-11-18T19:45:03.601+00:00

sabias que esta noite eu desejeique a vida, seguindo um simples capricho,passasse a desvendar todos os atalhos,e nos conseguisse encontrar?.para trazer à minha volta,o teu sorriso de pólen e a falsaexcitação do abismo sob os pés..que todos os cabelos ao luar revoltos,se transformassem em borlas de algas tenras,passamanaria entre nossos dedos..foi quando ouvi o choro dos ciprestes,e abrindo os



as armas do poeta

2007-11-13T23:02:28.270+00:00

o poeta não existe como carne exposta,aos olhos curiosos e aos bons-dias.o seu ofício é erigir pirâmides, com floresta ao derredor,e tão longínquas quanto as velhas lendas..ao ser tocado o poeta adormecee murcha. à cupidez dos dedos se entrega.mas nada o abrange, nada o circunscreve.é como a luz filtrada por zimbório..e em vertigem de incontrolável ardor,o poeta é único. e a poesia,fendendo-se à



das musas que se foram

2007-11-08T21:45:40.909+00:00

cinzas lancei,no dia em que as musas se calaram,e sacudindo a cor de suas vestes,seguiram meu olhar, em direção ao norte..conservo delas algumas lembranças:beijos roubados na escuridão,de lábios vagos e sobressaltados,como mexilhões entreabertos..feliz não digo que fiquei, mas quandome vejo saciada em cinzas e inocência,sinto nos ossos, nervos, carne, poros,como se houvera nascido repleta...



a derradeira aljôfar

2007-11-02T21:39:44.660+00:00

diz-me teu canto, tua lágrima,muito mais do que beleza ou estigma,de caminho aquoso rumo à boca.diz-me bem mais, se jaz em tua fronteo vau de rio seco.o teu pranto fluiu, mas não morreu.ainda vejo a derradeira aljôfar,se debruçar no parapeito das tuas maçãs,para esvair-se.e revelar o âmago de tudo:onde água em fuga, hoje é tristeza apenas,de amargo canto e incontrolável gosto...Carlos Henrique



estudo para um desejo à toa

2007-10-28T12:04:45.793+00:00

meus pés sobre o linóleo e um bocejo longo,se antecipando à quietude farta,e quase tumular da vésper em alvos flocos.há pouca luz, há folha contra folha.um livro, a chávena, tenho tudo a postos,e uma vontade insana de me abandonar...Carlos Henrique Leiros..[le parc & le parc II (no credits)]



dádiva

2007-10-23T00:44:08.775+01:00

como cartas sussurradas,os anjos adormeceram.dei-lhes – entre alguns afagos –a vigilância do mundo,a sensação dos dedos finos nos cabelos..em troca jogaram guizos,de suas campânulas de sonho,que me caíram na fronte,em lindas pétalas de brancura,como quando choram os jasmineiros..Carlos Henrique Leiros..[inside series (magda marczewska)]



cherishing cherries

2007-10-18T00:51:29.666+01:00

lado a lado reunidos.somos gomos, somos sumo.cereja fendida de amores..no pote a última frutaescorre, e se esvai como lágrima,pelos dedos, em rastro de mel na boca..declínio suave e surdo.é seiva de bordo nobre,em nossa pele de tapeçaria..que se espraia e que repousa.nós somos sumo dos gomos.cereja-sangue fendida...Carlos Henrique Leiros..[white profile (ilkka keshinen)]



cidade alta

2007-10-12T13:39:40.977+01:00

eu queria falar do que me roça à língua.uma ilusão qualquer, meio circense,e prenhe de improváveis óticas..como um passeio por tuas vielas,cidade minha, hera sobre as telhas,e algum lodo nos muros furtivos..vais acordando sobre o rio torto.naquelas águas mortas rumo ao mar.e faz-te a corte o galo da igreja..que almeja um dia ver-te em novo garbo,com teus cabelos de vastos anéis,bailando ao sol...



toda mulher

2007-10-07T13:31:51.166+01:00

a maviosa ponte que irmana extremos,de perplexidade e encanto,é como uma mulher em seu leito..efígie de silêncio e ardor,que se conserva fresca como as limas,colhidas rente à aurora, e castas..enlevas meu olhar, mulher que arqueiaos braços, outra ponte.e muitos, como eu, nela se perdem..com um sinal de olhos dar-me-ias,a única ventura de, à ponte,poder me debruçar e adormecer?..Carlos Henrique



notívaga sombra

2007-10-02T22:41:31.991+01:00

temo que anotes,no suor velado do teu cálice,que o contar dos dias me apavora..e que eu deixo o rosto,pender sobre o peito sem fôlego,para que essas lágrimas não sejam de ninguém..vou confundi-las com chuva,e me ocultar nas sombras.sobre meu corpo deitar-se-ão véus..de modo a que não mais me reconheças,no meio de tantos assobios,de tantos trapos açoitados,.na longa noite que me envencilhou...