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Red Wings Brasil



O Blog oficial dos torcedores brasileiros do Detroit Red Wings



Updated: 2018-03-06T04:22:33.077-03:00

 



Diversão em Detroit

2014-12-06T21:25:34.124-02:00

Desafio qualquer um de vocês a apontar o dedo para um torcedor dos Red Wings que não esteja muito satisfeito com o time nesta temporada.

Não só com as 15 vitórias em 26 jogos, os 35 pontos conquistados e a terceira posição na Divisão Atlântico, mas com o todo, com tudo o que tem se passado em Detroit.

Depois de um ano trágico, os Wings finalmente têm um time do qual se orgulhar e não há um jogo sequer em que eles entrem no gelo sem chances de vencer, não há adversário que este grupo não possa derrotar.

É claro que ainda há muito o que percorrer até que estejam aptos a erguer a Copa Stanley em junho, mas três meses atrás só com muito otimismo para imaginar que estaríamos mostrando todo este potencial.

O time tem jogado muito bem, nunca foi tão veloz e há muito tempo não jogava com três linhas que poderiam marcar um gol no próximo turno. É verdade que a força física inexiste, mas e daí? Os jogadores são rápidos e trazem os Wings no DNA.

O time inteiro foi recrutado por Detroit, à exceção de um ou outro que foi contratado como agente livre irrestrito. A fórmula do sucesso.

À dupla de sempre, Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg, se junta outra dupla, Gustav Nyquist e Tomas Tatar, formando um quarteto de ataque imponente, permitindo que Mike Babcock monte suas linhas ofensivas de diversas maneiras, seja juntando os Gêmeos Europeus, seja dando a cada um deles um par de asas.

E diferentemente de outros anos, quando os Wings dependiam apenas de Datsyuk e Zetterberg, agora eles podem contar com outras forças. Nyquist e/ou Tatar marcaram gol em 16 dos 26 jogos do Detroit e a equipe já soma três vitórias em jogos que nem PD13, nem HZ40 pontuaram.

Ainda há Justin Abdelkader, no melhor ano de sua carreira, o promissor Riley Sheahan, a cada dia melhor, Stephen Weiss e Darren Helm, finalmente saudáveis, e o imprevisível Johan Franzen.

São esses 9 atacantes que deram aos Red Wings o sexto melhor ataque da Liga após 26 jogos e a perspectiva de uma temporada muito mais positiva do que negativa, o que nos diverte. Muito.



Moneypuck?

2014-11-07T17:37:47.045-02:00

Introdução – Estatísticas no esporteA Major League Baseball (MLB) foi fundada em 1869. As características do beisebol, basicamente as mesmas desde então, sempre proporcionaram uma quantidade limitada de possibilidades. Um arremessador contra um rebatedor, num duelo individual, até o momento em que as circunstâncias exigissem a participação de mais alguém.Essa limitação sempre foi favorável aos estatísticos, e por anos, décadas, mais de um século, um rebatedor era definido por três números: média de rebatidas (BA), home runs (HR), corridas impulsionadas (RBI). O cálculo era simples:-BA: número de rebatidas dividido pelo número de at-bats;-HR: rebatidas de quatro bases (em geral, para fora do campo de jogo);-RBI: número de jogadores que anotam corrida devido à ação de um jogador.Parecia simples, e por muito tempo foi assim, mas esses números traziam falhas. A média de rebatidas não leva em conta todas as aparições no bastão, home runs representam uma baixa porcentagem das aparições (a melhor marca é de 9,25%), e corridas impulsionadas dependem muito mais da equipe de que de cada atleta.Se as estatísticas tradicionais eram utilizadas para se analisar um atleta, novas estatísticas surgiram para aprimorar essa análise, retirando os elementos contextuais (em geral, o time que o jogador defende) e aleatórios (uma diferença de meio metro pode representar uma rebatida dupla, tripla ou um home run, dependendo da direção e dimensão do campo de jogo).Estatísticas no hóqueiO hóquei no gelo sempre foi o patinho feio dos esportes americanos. A cobertura da mídia sempre foi minúscula em relação aos outros esportes, e o mesmo acontecia com o aspecto estatístico.Sendo assim, muito do que hoje conhecemos como estatísticas avançadas no hóquei foi produto de torcedores, e não da mídia. O primeiro a tentar organizar dados foi o blogueiro Vic Ferrari (um pseudônimo, seu nome é Tim Barnes), em 2007. Assim como no beisebol, a tentativa era descartar o fator aleatório e de sorte dos números comumente utilizados.Diferente do beisebol (arremessador contra rebatedor, um arremesso de cada vez) e futebol americano (ataque contra defesa, uma jogada de cada vez), o hóquei é um esporte que não para, em que os jogadores atacam e defendem, e muita coisa acontece entre um apito e outro (por isso também a dificuldade em estabelecer boas estatísticas para o futebol).Nó hóquei, três estatísticas tradicionais tem destaque, gols, assistências e plus-minus. Porém, todas essas estatísticas se baseiam no gol: quem fez, quem ajudou, quem estava no gelo. Mas nem todos os gols são feitos da mesma forma.Um central pode receber um passe dentro da sua zona defensiva, carregar o disco sozinho e fazer o gol, sendo creditado pelo gol e um companheiro pela assistência. Mas, em outros casos, a equipe vai estar na zona ofensiva, passar o disco várias vezes, chutar, recuperar o rebote, trocar um ou dois defensores, chutar de novo, recuperar outro rebote, passar novamente para deslocar o goleiro, obstruir sua visão com um atleta dentro do crease, chutar e fazer o gol. Nesse caso, seis ou sete jogadores podem construir o gol, mas só os últimos três que tocaram no disco serão creditados, com alguns deles não recebendo nem mesmo o plus-minus.No exemplo desse segundo gol, quais foram as contribuições? Segurar o disco na zona ofensiva, recuperar rebotes, todas as ações direcionadas a uma meta: chutar. Sem chute, não se faz gol.Assim como é essencial que um jogador de beisebol rebata a bola, o essencial para o jogador de hóquei é chutar. Por muito tempo, toda a matemática do hóquei se baseou no gol. Porém, na temporada passada, porcentagem de chutes convertida em gol ficou em somente 8,9%. É como qualificar tudo que um time de beisebol faz somente pela quantidade de home runs rebatidos.CorsiUm dos assistentes do Buffalo Sabres em 2006, Jim Corsi, anotava todos os chutes de uma partida, fossem eles em direção ao gol, na trave, ou para fora. O ideal é que o time [...]



Sobre as lesões dos últimos anos

2014-09-20T13:22:59.086-03:00

A essa altura, todos já sabem que Anthony Mantha, o melhor prospecto do sistema dos Red Wings em anos, fraturou a tíbia no torneio de prospectos e ficará afastado do hóquei por algo entre seis e oito semanas.Se tem algo que cansamos de falar nas últimas temporadas, é de lesões. Algumas por acidente, outras por despreparo, o fato é que as lesões vão se acumulando, culminando na horrorosa temporada passada, quando os Red Wings lideraram a liga em jogos perdidos por contusão.Com ajuda das sensacionais planilhas de Michael Petrella, ex-blogueiro do The Production Line, compilamos todas as lesões ocorridas em Detroit desde a temporada de 2008-09 (com exceção de 2013, a temporada do locaute), para tentar compreender se somos azarados ou mal cuidados.Pegue uma bebida alcoólica de sua escolha, e vamos lá. 2008-09 Jogador Lesoes Jogos Darren McCarty Virilha, hérnia 43 Tomas Holmstrom Joelho, costas, hérnia 31 Chris Chelios Joelho 25 Andreas Lilja Apendicite, concussão 21 Kris Draper "Upper body", virilha 17 Brad Stuart Joelho, costelas 14 Pavel Datsyuk Virilha, pé 12 Johan Franzén Joelho, quadril, mão 11 Brian Rafalski Virilha, "upper body" 9 Brett Lebda Costas 8 Dan Cleary Córnea arranhada 8 Marian Hossa Pescoço, virilha 8 Henrik Zetterberg Virilha, costas 7 Nicklas Lidstrom Nariz, tornozelo, testículos 7 Derek Meech Virilha 6 Tomas Kopecky Rosto 6 Jakub Kindl Virilha 5 Valtteri Filppula Dedão, costas 4 Jim Howard Dedo 3 Cory Emmerton Costas 1 Jonathan Ericsson Apendicite 1 Kirk Maltby Tornozelo 1 Niklas Kronwall Tornozelo 1 Total 249 (Só para constar: essa "hérnia vai aparecer várias vezes. Entenda-a como "hérnia esportiva", ou "pubalgia". É uma inflamação na região pélvica, e no hóquei o termo é utilizado para lesões crônicas na virilha. Nossas fontes usaram "virilha" e "hérnia" de forma separada para as primeiras temporadas, e é esse padrão que iremos seguir)Nessa temporada, o topo da lista dos lesionados é formado por jogadores veteranos. Darren McCarty e Tomas Holmstrom com hérnia não causa estranheza, já que esses jogadores eram conhecidos, se não pela velocidade, pelo empenho em ir às bordas e sacrificar o corpo pela equipe.Mas acidentes acontecem. Chris Chelios perdeu 25 jogos após ser atingido por um chute no joelho. O mesmo ocorreu com Pavel Datsyuk, perdendo sete partidas após ser atingido no pé. Andreas Lilja perdeu muito tempo, nesta temporada e na seguinte, após sofrer uma concussão durante uma briga. E a lesão acidental mais memorável dessa temporada, quando Nicklas Lidstrom foi atingido por um taco nos testículos durante a série contra Chicago, e ficou de fora por duas partidas.Ao final da temporada, 23 jogadores sofreram uma lesão em algum momento. O pior momento da equipe foi em uma partida da pós-temporada, em 27 de maio, quando seis jogadores ficaram de fora simultaneamente.Alguns acidentes e veteranos lesionados. Até aqui, nada demais.2009-10 Jogador Lesões Jogos Andreas Lilja Pós-concussão 61 Johan Franzén Joelho 55 Jason Williams Fíbula fraturada 38 Niklas Kronwall Joelho 33 Valtteri Filppula Pulso, virilha 27 Kirk Maltby Gripe, ombro 23 Dan Cleary Ombro, virilha 18 Patrick Eaves Pé, tornozelo, gripe, concussão, cotovelo 14 Jonathan Ericsson Gripe, joelho 14 Tomas Holmstrom Pé, quadril 14 Henrik Zetterberg Ombro 8 Darren Helm Ombro, pulso 6 Brian Rafalski Gripe, costas 4 Brad May Olho, "lower body" 3 Chris Osgood Gripe 3 Pavel Datsyuk "Upper body" 2   Total 323 No topo da lista, Lilja segue com a concussão da temporada anterior. Em seguida, com lesão sofrida logo nos primeiros jogos, Johan Franzén. Com outra fratura, o próximo da lista é Jason Williams. O próximo é Niklas Kronwall, atingido no joelho por George Laraque. E mais um azarado, Valtteri Filppula, com [...]



Dois (péssimos) pontos

2014-07-11T19:43:59.723-03:00

1) "O grande ponto é a saúde", disse Holland. "Se nós pudermos chegar na pré-temporada (19/09) e ter Datsyuk, Zetterberg, Helm e Weiss no gelo, nós estaremos otimistas que teremos o potencial para ser um clube decente de hóquei"

Faça uma autópsia dessa frase. Não falamos mais em buscar a Copa Stanley, fazer milhões de pontos, trucidar adversários. Agora estamos ok se formos decentes.

2) Red Wings renovou com Daniel Cleary. Dispensa comentários.

E assim começa a temporada 2014-15.



Era uma vez

2014-07-01T21:18:50.827-03:00

Eu sou do tempo em que os jogadores sem contrato aceitavam propostas inferiores dos Red Wings porque queriam jogar em Detroit.

Era o time que sempre estava disputando a Copa Stanley e, por isso, valia a pena abrir mão de dinheiro em troca de uma chance de vencer o Santo Graal.

Não é preciso voltar muito longe no tempo, até 2002, por exemplo, quando Ken Holland arrematou uma dúzia dos melhores agentes livres do mercado. Outro dia mesmo, Marian Hossa veio para a Joe Louis Arena para ganhar a Copa. Não ganhou.

Hoje, na abertura do mercado de agentes livres, os Wings tinham como objetivo contratar um defensor, de preferência destro. Terminaram o dia com a renovação de contrato de Riley Sheahan e Petr Mrazek, antes de apelar para o plano Q: Kyle Quincey.

Holland ofereceu $ 8,5 milhões por 2 anos para Quincey, depois de ser esnobado por todos os defensores que ele sondou.

Dan Boyle preferiu os $ 9 milhões por 2 anos dos Rangers aos $ 10 milhões dos Wings.

Anton Stralman sequer considerou Detroit como um possível destino.

Stephane Robidas preferiu os Maple Leafs, pelo mesmo preço que os Wings pagariam.

Matt Niskanen tinha uma lista de times com quem conversaria e o Detroit não estava entre eles.

Este blog é do tempo em que os jogadores sem contrato queriam jogar nos Red Wings e isso rendia diversos posts no blog. Não mais.



Além de Asas e Tigres

2014-05-30T16:31:19.043-03:00

(image)
Snoopy’s got a gun.
Apenas para dar algum movimento enquanto não começa mais uma etapa do PGA Tour, recomendo ao amigo torcedor que dê um pulinho neste pequeno tumblr (o fotolog dos anos 10, para os mais jurássicos de internet): http://goobingdetroit.tumblr.com/

O projeto consiste, basicamente, em comparar fotos de 2009, 2011 e 2013 de alguns bairros de Detroit, utilizando o Google Street View e o mesmo serviço do Bing, da Microsoft. Nada muito diferente do que já vimos por aí, mas achei curioso.

Já há uma luz no fim do Tunel, como revelou em janeiro Cláudia Trevisan, do Estadão. Moradores acreditam que em cinco ou dez anos a cidade pode voltar a ser grande.

Mesmo sabendo que Datsyuk ou Abdelkader não vão correr o risco de ficar sem poste de luz na rua de suas respectivas residências, esse tipo de imagem não é exatamente um estímulo para algum jogador vir jogar e morar em Detroit. Isso vale tanto para as propriedades de Mike Ilitch (Red Wings e Tigers) quanto para outras agremiações esportivas da cidade (Pistons e Lions).

Que os bons tempos retornem logo. Detroit merece.



Jogo 4

2014-04-24T16:45:20.351-03:00

Dia 04 de maio de 2013, em Detroit, os Red Wings perderam por 4-0 do Anaheim Ducks, deixando o placar da série em 2-1 para o time da Califórnia. No Jogo 4, vitória de Detroit na prorrogação, série empatada, e a decisão seguiria para sete jogos, com a equipe de Michigan classificada.

Dia 18 de abril de 2010, em Detroit, os Red Wings perderam por 4-2 do Phoenix Coyotes, deixando o placar da série em 2-1 para o time do Arizona. No Jogo 4, vitória de Detroit por 3-0, série empatada, e a decisão seguiria para sete jogos, com a equipe de Michigan classificada.

Dia 05 de maio de 2009, em Anaheim, os Red Wings perderam por 2-1 do Anaheim Ducks, deixando o placar da série em 2-1 para o time da Califórnia. No Jogo 4, vitória de Detroit por 6-3, série empatada, e a decisão seguiria para sete jogos, com a equipe de Michigan classificada.

Dia 30 de abril de 2007, em San Jose, os Red Wings perderam por 2-1 do San Jose Sharks, deixando o placar da série em 2-1 para o time da Califórnia. No Jogo 4, vitória de Detroit na prorrogação, seguida por outras duas vitórias, com a classificação vindo no sexto jogo.

22 de abril de 2014. Detroit é humilhado em casa pelo Boston Bruins. Shutout para o goleiro deles. Série 2-1 para o time de Massachussets. E no Jogo 4?

No Jogo 4 James Howard estará no gol. Howard, na melhor pós-temporada de sua carreira, defendendo 93,1% dos chutes que vê pela frente, cedendo apenas dois gols por jogo.

No Jogo 4 Henrik Zetterberg poderá estar no gelo, voltando de uma cirurgia para reparar suas costas, ainda não 100% (e vamos encarar, Zetterberg nunca mais estará 100%). O capitão Red Wing é o maior artilheiro em playoffs desde a temporada 2005-06.

Esperamos que o Gustav Nyquist de fevereiro e março esteja no gelo. Que a defesa frágil e inconsistente não dificulte o trabalho de seu goleiro (que acaba sendo culpado pela torcida depois). Esperamos fazer gols, porque não se ganha de um vencedor de troféu dos Presidentes com dois gols a cada três jogos.

Se tudo isso der certo, temos alguma chance de vencer. Talvez meio-a-meio, quem sabe.

Houve outra oportunidade em que Detroit esteve atrás por 2-1 em uma série*. Em 25 de abril de 2006, contra Edmonton. Detroit venceu o Jogo 4, mas não a série, porque aqueles Oilers eram mais rápidos, mais jovens e mais famintos. Te lembram alguém?

(Também ficamos atrás de Nashville em 2012. Dane-se)



Bruins (1) vs Red Wings (8)

2014-04-14T19:10:42.690-03:00

Primeira rodada
BostonEstatísticasDetroit
117Pontos93
54Vitórias39
19Derrotas28
9OT/SO15
3.15Gols pró/jogo2.65
2.08Gols contra/jogo2.70
21.7PP (%)17.7
83.6PK (%)83.0

Calendário

18/04 - Sexta-feira - 20h30 - Boston
20/04 - Domingo - 16h - Boston
22/04 - Terça-feira - 20h30 - Detroit
24/04 - Quinta-feira - 21h - Detroit
* 26/04 - Sábado - 16h - Boston
* 28/04 - Segunda-feira - A definir - Detroit
* 30/04 - Quarta-feira - A definir - Boston

* Se necessário

Histórico em temporada regular
  • Total: 252 vitórias de Detroit, 236 vitórias de Boston, 95 empates
  • Desde o locaute 2004: oito vitórias de Detroit, três vitórias de Boston
  • Em 2013-14: três vitórias de Detroit, uma de Boston
  • Séries de playoffs: três vitórias de Detroit ('42, '43, '45), quatro vitórias de Boston ('41, '46, '53, '57)



Vinte e três

2014-04-10T00:15:44.498-03:00

(image)
Vinte e três
Em 4 de abril de 1991, em St. Louis, o Detroit Red Wings entrou no gelo pelos playoffs da NHL. E de lá não saiu. Com o ponto conquistado na derrota nos pênaltis para o Pittsburgh Penguins hoje, os Red Wings se classificaram para a pós-temporada pelo 23º ano consecutivo.

Em abril de 1991, Nicklas Lidstrom ainda não havia estreado por Detroit. Hoje seu número está eternizado na Joe Louis Arena. Em abril de 1991, Riley Sheahan não havia nascido. Nem Tomas Jurco, autor de dois dos gols de hoje, que ainda esperaria um ano e meio para chegar ao mundo.

Em abril de 1991, Tomas Tatar tinha cinco meses de idade. Brian Lashoff tinha nove meses, Danny DeKeyser havia acabado de completar um ano. Gustav Nyquist tinha um ano e meio, Luke Glendening havia nascido em Grand Rapids há pouco menos de dois anos, somente dois meses mais novo que Joakim Andersson ou Brendan Smith.

Em abril de 1991, antes de Mike Babcock ou Dave Lewis ou Scotty Bowman, Bryan Murray treinava a equipe. Naquela noite, o goleiro era Tim Cheveldae. Chris Osgood seria recrutado poucos meses depois. Brad McCrimmon estava na defesa, Steve Yzerman tinha 25 anos, Sergei Fedorov era calouro.

E, é claro, em Chicago, Chris Chelios já era um veterano de 29 anos, em sua oitava temporada na NHL e primeira pelos 'Hawks.

Vinte e três anos. Mais do alguns de nós já vivemos. As únicas certezas na vida? A morte, os impostos, e os playoffs. Aqui em Detroit é assim.



414, só mais 1, e quase 23

2014-04-08T23:17:18.485-03:00

Nessa temporada de números, os realmente inesquecíveis serão o aposentado #5 de Nicklas Lidstrom e o eventual 23, número de participações consecutivas nos playoffs, que pode ser garantido com um ponto amanhã contra o Pittsburgh Penguins.

Mas hoje o número é 414, número de vitórias conseguidas pelo Detroit Red Wings sob o comando do treinador Mike Babcock, agora o maior vencedor entre os 26 técnicos que já treinaram a equipe.

Babcock ultrapassou as 413 vitórias de Jack Adams, que treinou a equipe por 20 temporadas, mesmo com 263 jogos a menos. Adams dá o nome ao troféu de melhor treinador da temporada, ao qual Babcock pode ser um dos candidatos no fim deste ano.

Detroit foi acometido por uma onda de lesões ainda mais forte que as das últimas temporadas, teve que usar jovens em funções normalmente reservadas aos veteranos, e ainda assim está em bom caminho para alcançar os playoffs. Após a vitória desta noite, por 3-2 em cima do Buffalo Sabres, o site sportsclubstats.com nos dá 98,9% de chances de classificação, sendo necessário apenas um ponto em alguma das três partidas finais para a confirmação.

Babcock fez um de seus melhores trabalhos na carreira durante esta temporada, e posiciona o time na rota para o número mais importante de todos, a 12ª Copa Stanley da franquia.



Um grande fim de semana

2014-03-31T19:24:51.610-03:00

Os Red Wings não têm nada a reclamar dos últimos dias, em especial desse fim de semana.

Além de ter vencido os dois jogos que disputou, contra Toronto Maple Leafs e Tampa Bay Lightning, o Detroit assistiu às derrotas dos principais adversários na luta pelas duas últimas vagas nos playoffs da Conferência Leste.

Os Maple Leafs, com 80 pontos em 76 jogos, perderam na sexta-feira e no sábado e já somam oito derrotas consecutivas, com chances mínimas (4,9%) de ir aos playoffs.

O Washington Capitals, com 81 pontos em 75 jogos, perdeu no sábado e conquistou apenas um ponto com uma derrota nos pênaltis no domingo e tem 20,2% de chances.

Apenas um ponto à frente está o Columbus Blue Jackets, com 82 em 74 jogos. Na sexta-feira o time foi derrotado, mas no sábado conquistou uma vitória na prorrogação, aumentando suas chances para 78,8%.

Os Wings têm 84 pontos em 75 jogos e suas chances são de 80,9%, segundo o Sports Club Stats.

Fala-se em 92 pontos como o número mágico para conquistar a classificação. Para o Detroit, isso representa 4 vitórias nos 7 jogos restantes.

O primeiro critério de desempate é o número de vitórias no tempo normal e na prorrogação, a coluna ROW, em inglês. Neste quesito, os Wings perdem apenas para os Blue Jackets, 33 a 30, e levam vantagem contra os demais concorrentes.

Os próximos jogos do time serão contra Boston Bruins (quarta-feira) e Buffalo Sabres (sexta-feira), em Detroit, e Montreal Canadiens (sábado).

No momento em que as vitórias valem mais do que dois pontos, contar com jogadores retornando de contusão faz toda a diferença. Nos últimos jogos, Darren Helm, Tomas Jurco e Justin Abdelkader reforçaram o time.

Outro dia mesmo a quarta linha era formada por Teemu Pulkkinen, Cory Emmerton e Landon Ferraro. Hoje não há lugar nem pro Todd Bertuzzi.



Se vai torcer pra perder, nem torça

2014-03-29T11:05:44.195-03:00

Uma tendência tomou conta da liga americana de cestobol recentemente, o "tanking". "Tanking" é a prática de perder jogos de propósito, jogando temporadas no lixo na esperança de conseguir bons atletas no recrutamento. Na temporada atual, estima-se que 10 dos 30 times da liga estejam seguindo tal prática.No cestobol isso faz algum sentido, embora especialistas se apressam a dizer que não é uma garantia de sucesso. Os atletas recrutados já estão prontos para a NBA, em um esporte em que um jogador faz muita diferença.E no hóquei? Os atletas recrutados tem 17 ou 18 anos, vão chegar à NHL no mínimo aos 20 anos, quando não mais tarde, e um atleta sensacional não quer dizer muita coisa. Ainda assim, tem gente querendo que o Detroit Red Wings não chegue à pós-temporada, para pegar uma boa escolha no próximo recrutamento.Na manhã deste sábado, o site sportsclubstats.com estima que os Red Wings tem 51,3% de chance de classificação. Isso vai mudar com a partida desta noite contra o Toronto Maple Leafs, podendo chegar num máximo de 66,7% e num mínimo de 35,7%.Ou seja, estamos muito perto da zona de classificação. Se a equipe não alcançar os playoffs, vai ficar com a 13ª ou 14ª escolha no próximo de recrutamento. Mas, caso a classificação aconteça, mesmo com uma derrota na primeira rodada, Detroit fica com a 15ª ou 16ª escolha. Vale a pena abrir mão da classificação (ou seja, renda de no mínimo mais duas partidas em casa, a manutenção da sequência de playoffs consecutivos, e a chance de surpreender a todos e chegar nas Finais) por causa de uma ou duas escolhas no recrutamento?Mais do que isso, boas escolhas significam sucesso? Claro, todos apontam para Chicago e Pittsburgh e concluem que sim, passar algumas temporadas na parte de baixo da tabela é uma receita para títulos.Mas e o Buffalo Sabres, pior time da liga, que nos últimos seis anos teve cinco escolhas entre as 14 primeiras (a faixa que Detroit ocuparia se não fosse aos playoffs)?E o incrível caso de Edmonton, que teve três primeiras escolhas no geral consecutivas, e cinco entre as 10 primeiras nos últimos seis anos? Eles tem hoje a segunda pior campanha da liga, e as manchetes recentes são "Eles recrutaram os jogadores errados". Somente dois jogadores recrutados pelos Oilers desde 2001 tem plus-minus positivo (+2 e +12). Leia essa frase de novo.O terceiro pior time da liga é o Florida Panthers, mesmo com suas 10 escolhas entre as 10 primeiras nos últimos 13 anos, e só uma seleção fora das três primeiras nos últimos quatro anos.Na frente deles, quarto pior da liga, está o New York Islanders, com suas seis escolhas entre as 10 primeiras nos últimos oito anos. E em sexto, o Carolina Hurricanes, que tiveram oito escolhas entre as 10 nos últimos 12 anos.Mas você pode falar que esses times são mal gerenciados, então é claro que seus resultados são ruins. Talvez analisando os melhores grupos de prospectos de cada equipe fique realmente provado que o tanking traz resultados. Para isso, vamos ao Hockey's Future, site especializado em prospectos, e descobrir que franquias tem os melhores grupos de promessas. Do ranking deles:1º Tampa Bay2º Buffalo3º Anaheim4º Dallas5º NY Islanders6º Florida7º Minnesota8º Columbus9º Detroit10º ChicagoA lista nos traz três dos piores times da liga. Também tem Anaheim, Chicago e Detroit, equipes com presença constante nos playoffs e títulos recentes. Exceto pelos três fracos, todos estão classificados, ou brigam por vaga, neste ano.Ou seja, a relação entre bons prospectos e fracasso na NHL não é clara. Se você é bem gerenciado, vai saber recrutar e montar um bom time. Senão, não importa quantas boas escolhas você tenha, vai continuar por baixo. Edmonton, com[...]



É isso aí!

2014-03-21T00:12:16.434-03:00

No futebol brasileiro, dizem que há coisas que só acontecem com o Botafogo. Pois nesta temporada da NHL, definitivamente há coisas que só acontecem com os Red Wings.O jogo extraordinário contra os Penguins nesta quinta-feira exemplifica isso.Com um elenco digno de AHL contra um dos melhores times da Liga, os Red Wings se esforçaram bravamente durante (quase) toda a noite e mereceram a vitória por 5-4 na prorrogação, mas os detalhes é que contam a história desta noite já inesquecível para os torcedores do Detroit.Os Wings abriram 2-0 no placar com Daniel Alfredsson, no primeiro período, e Gustav Nyquist, nos minutos iniciais do segundo, em chute que desviou em um defensor dos Penguins antes de entrar.A vantagem se manteve até os minutos finais do segundo, quando o Pittsburgh marcou dois gols em 25 segundos para empatar o jogo. Se os Wings se perderam completamente após o primeiro gol, depois do empate eles sumiram. Em vantagem numérica de 5-contra-3, os Penguins viraram o jogo para 3-2.Enquanto mantiveram a liderança no placar, e mesmo antes do gol de Alfredsson, os Wings demonstravam uma raça poucas vezes vistas na Joe Louis Arena, hoje com muitos lugares vazios. A vontade de ganhar era tamanha que fazia do nosso elenco de AHL um Time das Estrelas.No hóquei no gelo é assim: muitas vezes um time com mais vontade de ganhar supera um adversário mais talentoso. Quantas vezes o próprio Detroit não perdeu confrontos nos playoffs desta maneira?Playoffs. Jogamos pelos playoffs, ainda que seja 20 de março, para que sejam 23 anos consecutivos competindo pela Copa Stanley.Na metade do terceiro período, Tomas Tatar empatou o jogo, depois de passe de Riley Sheahan. Os juízes haviam marcado uma penalidade contra James Neal por jogar pra longe o taco de um defensor do Detroit, o que aparentemente não existe no livro de regras, transformando a então vantagem numérica dos Penguins em 4-contra-4 e abrindo o gelo para os jovens dos Wings.Menos de três minutos depois, o veterano Todd Bertuzzi lançou o disco em direção ao gol, o disco bateu em um defensor dos Penguins e entrou, recolocando os Wings à frente no placar.A torcida já flertava com a improvável vitória, até que Craig Adams marcou seu primeiro gol em 64 jogos. Justamente nesta noite.Quando o jogo parecia caminhar para a prorrogação, o que asseguraria ao menos um ponto, David Legwand, de 33 anos e 963 jogos na carreira, agrediu Evgeni Malkin com a ponta do taco, acertando o russo com uma espetada.Restavam 3:46 no relógio e Legwand foi expulso da partida, deixando o Detroit com um jogador a menos pelos 5 minutos seguintes.Os Penguins pressionaram em busca da vitória, para afundar os Red Wings e impedir aquele que pode ser o confronto de primeira rodada nos playoffs. De alguma forma, Jimmy Howard e seus defensores evitaram o gol, mas nunca conte com Landon Ferraro quando o seu time precisar rifar um disco.O jogo foi para a prorrogação. Um ponto assegurado, sensação de dever cumprido. Nas circunstâncias atuais, muito para o elenco de novatos (e de veteranos estúpidos que cometem penalidades estúpidas), pouco para o esforço do time no primeiro e no terceiro períodos.Nos primeiros 74 segundos da prorrogação os Wings mataram o restante da penalidade e, quando o número de jogadores se igualou, o time tentou a vitória.Quando faltavam 10 segundos para o fim do jogo, em seu último ataque, os Penguins tentaram com Chris Kunitz um passe no campo de ataque, o disco foi desviado por Kyle Quincey e ganhou altura. Malkin saltou para tocá-lo com a mão, mas foi atrapalhado por Nyquist, que ligou o contra-ataque lançando Alfredsson na direita. O ex-capitão dos Senators recebeu o disco faltando 5,6 segundos, deixou a tor[...]



Porrada neles

2014-03-19T17:38:22.786-03:00

Os Red Wings venceram os Maple Leafs na noite de terça-feira, não se sabe como, mas o que importa são os dois pontos contra um adversário direto por uma das últimas vagas da Conferência Leste.

Enquanto digerimos a notícia de mais um jogador contundido (Jonathan Ericsson, 10 a 14 dias, dedo quebrado), o que mantém a média de uma baixa por jogo nas últimas 6 partidas, comemoramos os 7,2% a mais na probabilidade de classificação aos playoffs, agora em 42,4%.

[ATUALIZAÇÃO: foi-se o tempo em que um jogador do Detroit sofria uma apendicectomia e não perdia um jogo sequer, ou levava uma tacada na boca, cuspia meia-dúzia de dentes e voltava no turno seguinte. Ericsson operou o dedo e vai desfalcar o time pelas próximas 4 a 6 semanas]

Os Wings têm 75 pontos, um a menos que Blue Jackets e Capitals, cinco a menos que os Maple Leafs. É contra eles que temos que torcer, mas também ajudaria secar os Capitals e os Rangers, além do Lightning, e do Avalanche, só pra sacanear.

O herói do jogo de ontem foi Gustav Nyquist, que marcou dois gols.

E ainda que o elenco tenha mais jogadores dos Griffins que dos Red Wings, que sete calouros já tenham experimentado a sua primeira vez nesta temporada, que um monte deles não sirva para amarrar os patins de Niklas Kronwall, cabe a crítica a Ken Holland e Mike Babcock, em letras garrafais:

Os senhores deixaram Nyquist fora do time em 22 jogos no começo da temporada. 

Nyquist, 19 gols, 35 pontos em 43 jogos. Goleador do time na campanha.

Se os Red Wings não se classificarem para os playoffs, a caveira de Dave Lewis enterrada na Joe Louis Arena terá sua culpa, por tantas contusões, mas Holland e Babcock também serão culpados, porque são eles os responsáveis por tomar decisões (erradas) em relação ao elenco.





Red Wings versão 2015

2014-03-17T20:33:01.960-03:00

Talvez devêssemos falar sobre a atual temporada, embora isso provavelmente cause uma lesão na virilha deste blogueiro. Por isso, vamos falar sobre o futuro, já que parece que a atual temporada está indo por ralo abaixo.Qual será o teto salarial da temporada 2014-15?As projeções em dezembro eram de um aumento no teto, dos atuais $64,3 milhões para algo em torno de $71,1 milhões. Essas projeções podem não ser atingidas devido à desvalorização do dólar canadense, mas vamos trabalhar com elas por enquanto.Para a próxima temporada Detroit já tem comprometidos $49,9 milhões em salários, ou seja, espaço de $21,2 milhões.Quais atacantes tem contrato para a próxima temporada?Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg, Stephen Weiss, Johan Franzén, Darren Helm, Jordin Tootoo, Justin Abdelkader, Drew Miller, Gustav Nyquist e Joakim Andersson. Esses são os jogadores no elenco atual, onde temos tantos atacantes devido às lesões.Os contratos que expiram nas próximas férias são os de Daniel Alfredsson, Mikael Samuelsson, Todd Bertuzzi e Dan Cleary. Também serão agentes-livres, porém restritos, Riley Sheahan, Tomas Tatar, Landon Ferraro, Luke Glendening e Cory Emmerton.Na defesa, como está a situação?Niklas Kronwall, Jonathan Ericsson, Jakub Kindl, Brendan Smith e Brian Lashoff tem contrato para a próxima temporada.Kyle Quincey será agente-livre, enquanto Danny DeKeyser será agente-livre restrito.Tem muita gente cara nesse time. Que salários podemos cortar?O novo Acordo Coletivo permitiu duas dispensas por equipe, ou seja, Detroit poderia encerrar o contrato de dois atletas sem sofrer penalidades no teto salarial. A primeira dispensa foi a de Carlo Colaiacovo, antes desta temporada.Tais dispensas só podem afetar contratos assinados antes do locaute. É por isso que Weiss não vai ser dispensado, por mais que a torcida queira. Tudo indica que o cortado será Tootoo, que tem contrato até o final da próxima temporada, com salário de $1,9 milhão, mas que passou a maior parte deste ano em Grand Rapids.Dos jogadores sem contrato, quem deve continuar em Detroit?Dos agentes-livres irrestritos, talvez só voltem Legwand e Alfredsson.A gerência de Detroit precisa que Legwand fique na equipe para justificar a troca que o trouxe (Patrick Eaves + Calle Jarnkrok + escolha condicional de 3ª rodada*). É bem possível que Legwand queira permanecer em Detroit. O veterano central é de Michigan, e para vir para Detroit abriu mão de uma cláusula no seu contrato que o impedia de ser trocado por Nashville.(* = a escolha condicional? será de 2ª rodada caso Detroit chegue aos playoffs deste ano)Alfredsson já declarou que seu futuro é nos Red Wings ou em casa. Ou ele renova seu contrato ou se aposenta.Dos agentes-livres restritos, Tatar e Sheahan tem lugar garantido em Detroit. Ferraro pode renovar também, mas a partir do ano que vem só pode jogar em Grand Rapids após passar pela desistência. Glendening e Emmerton só jogaram em função das inúmeras lesões e dificilmente ficarão no elenco principal.E os salários, como ficam?Nessa hora começamos a chutar valores. O atual contrato de Legwand é de $4,5 milhões anuais, e Ken Holland deve pedir um bom desconto, afinal esse era seu salário como o central de 1ª linha em Nashville. Se quiser continuar jogando, Alfredsson também deve sofrer uma redução de seu salário atual de $3,5 milhões.Chutando? $2,3 milhões para cadaTatar e Sheahan não devem receber um grande aumento, até porque até hoje receberam salários bem baixos devido ao tempo passado em Grand Rapids. Chutando, algo em torno de $950 mil para Tatar (hoje recebe $630 mil) e $750 mil para Sheahan (atuais $785 mil, mas li[...]



Leituras olímpicas: Hóquei universitário

2014-02-12T20:21:30.512-02:00

Durante as Olimpíadas, teremos postagens sobre temas variados para passar o tempo.A primeira é esta, uma entrevista com Michael Petrella, blogueiro no site theproductionline.us, treinador de um time de hóquei colegial e ex-jogador universitário.Michael Petrella, 10 anos atrásJimmy Howard, Dan DeKeyser, Brendan Smith, Justin Abdelkader, Drew Miller, Gustav Nyquist, Luke Glendening e Riley Sheahan todos jogaram na universidade antes de chegar em Detroit, e perguntamos a Petrella qual o motivo para os Red Wings começarem a prestar atenção nas ligas universitárias.Red Wings Brasil - Olá, Michael. Para começar, você poderia se apresentar aos leitores do Red Wings Brasil?Michael Petrella - Olá. Meu nome é Michael, tenho 31 anos e fui asa esquerdo do DePaul Blue Demons, de Chicago, da American Collegiate Hockey Association, onde me formei em 2004.Hoje sou o treinador principal da equipe de Pittsburgh Central Catholic High School.RWB - Vamos começar pelo básico: qual a diferença entre as ligas juniores canadenses e as ligas universitárias norte-americanas?MP - A primeira diferença que se nota é de idade entre os atletas. Em geral, os melhores e mais cobiçados jogadores preferem seguir o caminho das ligas juniores, que desenvolve os atletas mais rapidamente, a partir de 16 anos de idade (no caso de um atleta excepcional), ou dos 17 anos, provavelmente, até somente os 20 anos, com uma maior ênfase na ofensividade.Na faculdade, muitos começam somente aos 20 anos. Muitos deles terminam o colégio, passam um ano na NAHL ou USHL e só depois entram na faculdade. Esses jogadores se formam aos 23 ou 24 anos, se quiserem concluir seus cursos.RWB - Você mencionou a NAHL (North American Hockey League) e a USHL (United States Hockey League). Por que os atletas preferem passar esta temporada nos Estados Unidos, e não no Canadá?MP - Isso acontece por causa das determinações da NCAA, órgão que rege o esporte universitário nos Estados Unidos. A NCAA proíbe atletas que já jogaram em ligas juniores canadenses ou ligas profissionais européias de jogar por suas faculdades.Basicamente, se você já ganhou algum salário para praticar esportes, a NCAA não te inscreve em ligas universitárias. Por algum motivo, a NAHL e USHL são tratadas como ligas amadoras, assim como ligas regionais canadenses.(nota do editor: É essa determinação que impede que atletas universitários participem dos training camps das franquias por quem foram recrutados. Pelo regulamento da NCAA, o atleta só poderia participar se provasse que não recebeu nenhum valor ou benefício da franquia, o que inclui transporte, alimentação, alojamento e equipamento)RWB - E no desenvolvimento dos atletas, qual a grande diferença?MP - Eu sou parcial, com certeza, mas acho que o hóquei universitário desenvolve jogadores mais completos, porque o objetivo não é marcar 100 gols, e sim um bom desempenho nas três zonas.Na maioria dos casos, jogadores universitários se desenvolvem mais tarde. Muitos nem sabem que podem jogar em alto nível até chegar na faculdade, ou nunca pensaram no esporte como uma carreira.RWB - Quais são as implicações de jogar hóquei na faculdade ao ser recrutado para a NHL?MP - A principal é o tempo que a franquia ganha para assinar seu primeiro contrato com o atleta. Com jogadores juniores, o prazo é de dois anos, ou ele volta a participar do draft. Para universitários, esse prazo é o de sua graduação.Em junho, Detroit recrutou o atacante David Pope na 5ª rodada do recrutamento. Pope está jogando na BCHL (British Columbia Hockey League, amadora pelos padrões da NCAA), e em 2014-15 irá jogar hóquei pela f[...]



Adeus, e obrigado pelos polvos

2014-01-04T13:09:22.655-02:00

Um mês, uma semana e cinco dias desde a última postagem no blog Red Wings Brasil.

Para não parecer que o blog foi abandonado, escrevo suas eventuais últimas palavras.

À medida em que envelhecemos e encaramos novos desafios na vida, já não temos mais o tempo e a disposição necessários para conduzir o blog da forma como gostaríamos, imprimindo aquele ritmo de publicações que fez do Red Wings Brasil a principal fonte de informação sobre o time entre 2007 e 2012.

Ainda assim, ao digitar Red Wings no google, o blog está entre as dez primeiras opções. Fruto do nosso trabalho e do empenho dos leitores, que fizeram este espaço se tornar uma espécie de ponto de encontro dos torcedores.

O envolvimento dos leitores era tão impressionante que alguns deles foram promovidos e se tornaram membros do blog.

Já não é mais assim há bastante tempo, como se vê no número de comentários. O papel que cabia ao Red Wings Brasil agora é desempenhado pelo Facebook.

Os autores não publicam, os leitores não comentam e o blog vai chegando ao fim.

Contamos com orgulho a história da Copa Stanley 2008, os fracassos nos playoffs de 2007 e de 2010 a 2013, o quase bicampeonato de 2009 e relembramos diversas passagens marcantes dos Red Wings nesses sete anos.

Em língua portuguesa, não há nada mais completo e detalhado do que o material publicado aqui. Nossa lista de tópicos é tão extensa que cita quase todas as equipes da liga e uma infinidade de jogadores. Foram mais de 1.200 postagens.

Até torcedor brasileiro para os Estados Unidos nós mandamos, ainda que indiretamente.

O momento do time é péssimo, a insatisfação com o elenco e seu técnico cresce a cada dia e nem isso nos incentivou a escrever sobre os Red Wings. Aliás, talvez a descrença no potencial desse elenco, o pior das últimas duas décadas, contribua para nos deixar ainda mais impotentes.

Nem mesmo o Clássico de Inverno, o jogo com maior público da história do hóquei no gelo, a partida mais assistida pela televisão na América do Norte, transmitido ao vivo pela ESPN no Brasil, suscitou qualquer publicação aqui.

Então, é isso. Aos futuros visitantes que por aqui passarem, parte da história dos Red Wings, contada em português, está disponível no menu à direita.

Até algum dia, talvez nos playoffs, se lá estivermos.



Ele veio para ficar

2013-11-23T14:52:15.452-02:00

Na noite de quinta-feira, os Red Wings venciam os Hurricanes por 2-0 e 3-2, mas permitiram o empate e perderam mais um jogo na disputa de pênaltis, o que se tornou rotina para esse time. Já são oito derrotas consecutivas, seis delas na Joe Louis Arena, onde a equipe costumava ser implacável.

A notícia acima teria sido publicada na sexta-feira, se naquele breakaway nos minutos finais daquele jogo estivesse Mikael Cleary ou Dan Samuelsson, algum desses. Mas pela segunda vez na temporada, o disco foi parar no taco de Gustav Nyquist, o prospecto mais requisitado em Detroit nos últimos anos.

A primeira vez foi aos 17 segundos. Nyquist marcou o seu primeiro gol na temporada aos 17 segundos de seu primeiro jogo, em seu primeiro turno, em seu primeiro chute, mas isso aconteceu já no 23.° compromisso da campanha dos Red Wings.

Ninguém tem dúvidas de que o atacante sueco de 24 anos deveria ser titular do time, atuando ao lado de Henrik Zetterberg ou Pavel Datsyuk desde o começo de outubro, porém graças às más decisões da gerência (como renovar o contrato de um jogador inútil como Cleary ou não rescindir o vínculo com um jogador inútil como Samuelsson), Nyquist passou quase dois meses desperdiçado na AHL.

É nessas horas que você torce contra o próprio time para não perder a razão. Duvido que Mike Babcock tenha comemorado o gol marcado aos 17 segundos ou o gol da vitória naquele breakaway. Nyquist, o atacante que a torcida inteira exigia, fez dois gols logo na sua estreia, deixando seu técnico com cara de otário.

Vejamos por que:
Dan Cleary, 319 minutos, 1 gol
Mikael Samuelsson, 114 minutos, 1 gol

Nyquist precisou de 17 segundos para fazer o que eles fizeram em dois meses e de 15 minutos para superá-los.

Para azar de Babcock, depois da atuação contra os Hurricanes, Nyquist ficou a um jogo de estourar o limite máximo de jogos que os jogadores podem disputar e ser enviados à AHL sem passar pelos waivers.

Como é que você rebaixa o atacante que marcou dois gols e deu ao time a sua primeira vitória em oito jogos?

No dia seguinte, em vez de os jornais publicarem a notícia de mais uma derrota, os torcedores comemoravam a permanência de Nyquist no time principal: "Ele veio para ficar", declarou Ken Holland.

E assim os Red Wings ganham um atacante de verdade para a primeira ou segunda linha de ataque. Quando todos estiverem saudáveis, o sexteto principal do time terá Zetterberg e Datsyuk como centrais e a distribuição aleatória dos pontas Johan Franzen, Todd Bertuzzi, Daniel Alfredsson e Nyquist.



Tapa na cara com estilo

2013-11-22T15:08:08.154-02:00

Depois de 237 anos, o Detroit Red Wings voltou a vencer alguém. E com um tapa na cara na teimosia da dupla Ken Holland/Mike Babcock.

Por motivos que são demasiadamente obscuros para a compreensão humana, os dois insistem em caras como Dan Cleary, Mikael Samuelsson e o resto do asilo que vocês já conhecem, em detrimento a molecada que tem arrebentado na AHL.

Gustav Nyquist é um desses "meninos". Com seus 24 anos, talvez não tenha feito nem a primeira renovação da CNH, mas 10 de 10 críticos já sabem que ele está pronto para arrebentar na NHL. Os comandantes alvorrubros pensam diferente, e Nyquist andou até falando grosso via imprensa, ameaçando pedir para ser trocado se for para ficar de putaria.

Não adiantou muito. O jovem sueco só foi chamado pro time principal por causa do deslocamento de ombro de Danny Dekeyser (uma das gratas surpresas, que parece ter futuro tão brilhante que é simplesmente impossível deixá-lo de fora).

Nyquist estreou na temporada após mais de 20 partidas. Demorou 17 segundos para marcar seu primeiro gol.

Sim, 17 segundos.

Não é só estrela, ele deu novo gás ao time, ajudou a reverter a postura apática do time, massacrado por ter ficado 19 dias sem ganhar nem no dominó. "Entrou, marcou, botou velocidade e energia. Parece que ele ganhou confiança", disse o capitão Henrik Zetterberg.

Só pra botar mais lenha na fogueira: Nyquist marcou mais tarde o gol da vitória, saiu como melhor do jogo.

Babcock preferiria um soco na cara do que o que aconteceu ontem a noite em Detroit. Apesar da vitória e o fim do jejum, a voz dos que o criticam talvez nunca tenha sido tão alta e clara.

Não é de hoje que a torcida pede por Nyquist no elenco principal. A teimosia tem custado caro, e mesmo depois disso, a diretoria ainda não sabe ao certo o que fazer. Holland disse que está "estudando as alternativas". O que preocupa a diretoria: se Nyquist jogar mais uma partida pelos Red Wings, ele terá que passar pelos waivers, caso decidam mandá-lo de volta para a AHL.

Mas a verdade é que não tem que ter alternativa. Nyquist não pode sair desse time e fim de papo.

Daniel Alfredsson e Sthephen Weiss (esse último é caso de análise e estudos psicológicos. Como um sujeito que marca em média 50 pontos por ano tem uma queda de produção tão vertiginosa assim?) estão no departamento médico e devem retornar em breve.

E aí? Quem vai sair quando voltarem? Vamos perder um jogador desse nível assim?

Não tenho ideia. Só tenho medo. Muito medo.



Num domingo de manhã

2013-11-10T09:56:17.445-02:00

Isso aqui está meio abandonado, não está? Somos vítimas da falta de tempo e do Facebook, onde hoje se concentram todas as conversas sobre os Red Wings.Mas não há lugar melhor do que o blog para escrever uma análise metida a besta sobre o time, feita por quem ainda não assistiu a um jogo sequer. Basta olhar os números e o histórico para entender o que se passa em Detroit.Há uma década falamos que esse time depende de Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg, mas nesta temporada a submissão está atingindo um nível absurdo. Os dois marcaram 17 dos 45 gols (38%) do time. Se um deles se machucar, fudeu, fechem o ginásio. Quem completa a linha 1 atualmente é Todd Bertuzzi, que tem aproveitado a chance ao lado dos dois mágicos, com 5 gols e 9 pontos.No plano original de Mike Babcock, quem estaria ali era Justin Abdelkader, que hoje está na linha 3 e soma incríveis 2 gols em 45 chutes. É o terceiro atacante do time que mais chuta, mas esse não faz mal a ninguém.Johan Franzen faz mal ao Colorado Avalanche. Seus 2 gols foram marcados na vitória sobre os Avs (tenho quase certeza disso e não vou pesquisar). Contra os outros 28 times da liga, ele é inofensivo. Uma bosta, mesmo. Franzen deveria formar a segunda linha com Daniel Alfredsson e Stephen Weiss, as duas contratações para a temporada, mas o ex-Senators sofre com a falta de companheiros minimamente qualificados, enquanto o ex-Panthers é um fracasso.Alfredsson entrega mais do que eu imaginava, com 3 gols e 13 pontos, um chute que me lembra Brett Hull, mas joga sozinho em sua linha, exceto quando está em vantagem numérica. Ele também não tem pernas para fazer diferença aos 67 anos de idade. Já Weiss passou por quase todas as linhas que deveriam ser de ataque, com 2 gols e 3 pontos, porém ainda não trocou de camisa, ainda que, convenhamos, esse time do Detroit não é muito melhor que o time do Florida.E eu já nem sei mais quem está na linha 2...O quarto atacante com maior pontuação é Joakim Andersson, 3 gols e 6 pontos, que deveria ser o central defensivo da quarta linha. Se Andersson é o quarto, imagina na Copa! Outro que se salva é o sub-aproveitado Tomas Tatar, com 2 gols em 10 jogos.Daniel Cleary, 1 gol. Mikael Samuelsson, 1 gol. Um defensor anônimo que nunca jogou na NHL e veio dos Griffins outro dia, 1 gol.Cleary é o caso clássico de jogador que come a mulher do técnico. Ou o próprio técnico. Nada justifica a presença dele no time. O mesmo vale para Samuelsson, que deveria ter tido seu contrato rescindido, em vez de passar noites e mais noites barrado do time. E para o grupo dos queridinhos do técnico vem Luke Glendening, um sem-talento aí que Babcock descreveu como o tipo de jogador que faz tudo que o técnico manda. Mande ele fazer gol então, caramba!Jogando ao lado de um monte de não-jogadores, até o competente Drew Miller vê sua temporada naufragar, com saldo -9.Entre mortos e feridos, Patrick Eaves, 3 jogos, e Jordin Tootoo, agora colocado na Desistência, numa clara tentativa da gerência de se livrar de seu contrato megalomaníaco de US$ 1,9 milhão por ano. Ken Holland, não tem otário para pagar isso pro Tootoo. Ou pior, tem. Você.Enquanto isso, Gustav Nyquist compete por nada na AHL.Para a sorte de Babcock e Holland, os dois únicos Red Wings que não enxergam tudo o que foi exposto acima, Darren Helm está de volta e aparentemente saudável. Aquele que é descrito como o "melhor central de terceira linha da NHL" amargou um longo tempo fora do time devido às contusões, mas nos últimos dez dias disput[...]



"Time sem treinador"

2013-11-10T09:57:54.664-02:00

"Não estamos bem, mas jogaremos bem".

Mike Babcock disse que os Red Wings está parecendo um time sem treinador e disse que se sentiu ferido por isto.

Finalmente, pois já era hora de acordar que o time está todo mal treinado. Todavia ele está partindo para alterar o time todo jogo nas suas linhas, o que me parece equivocado, mas que pode dar a sorte de acertar pela questão de tentativa e erro, mas não é o ideal.

Ele gostaria do time com Henrik Zetterberg e Pavel Datsyuk  na 1º linha e lotado de veteranos, mas parece que caiu a ficha que não deu certo. E não daria...

"Até um cego poderia ver isto". O elenco tem fraquezas e carências também, mas Holland e Babcock estão pecando por favorecer um lado no time em detrimento de algo que poderia render mais no gelo. Falando aqui na velha questão de super valorizar alguns veteranos em declínio e por tabela desvalorizando jogadores novos em franco processo de ascensão.

O fato é que o Cleary hoje é um mero jogador de 4º linha se muito (Queima minha língua infeliz), o time tá super mal treinado e sem ritmo, e Babcock ou estava com a cabeça em Sochi 2014 ou não esteve presente a pré-temporada.

Eu particularmente curto o Babcock e sei que ele consegue "tirar leite de pedra", mas ver os Red Wings destruírem uma base que deu o maior calor no último campeão com um elenco inferior, para manter alguns medalhões em decadência, ou já na pós carreira me enoja, assim como algumas atitudes de algumas pessoas e algumas ideias. Mesmo que eu tenha aprendido a conviver e respeitar a opinião da grande maioria, me enlouquece ver o que estão fazendo com o meu time preferido.

Meu coração queima por este time, não o que sofreu 4 derrotas e se brincar por mais incompetência dos rivais da leste ainda conseguiu até o momento se manter na zona de classificação para os playoffs.

Fato é que como um filho torce pelo seu pai ou avô, eu torço para Mike Babcock se levante mais uma vez e mostre que ele não é considerado um dos melhores atoa.

Que ele pare de proteger alguns e invista no futuro dando valor a quem merece ou luto por um momento como Tomas Tatar e Nyquist.

Próximo jogo do Detroit Red Wings à meia-noite e meia na próxima quarta no dia 30/10/2013 será início da turnê pela costa oeste no início da madrugada, e que os Red Wings possam estar iluminados contra um velho adversário que será o Vancouver Canucks que estão hoje dia 29/10/13 em terceiros na sua divisão com 17 pontos contra 14 pontos dos Red Wings em 12 jogos e oitavos na leste.

Nota boa: Patrick Eaves poderá estrear na temporada após uma contusão na pré-temporada no joelho. Eaves que em forma é sinal sempre de muita dedicação e inteligência.

Nota chata: Darren Helm ainda não está apto a voltar a jogar nos Red Wings. Nyquist continua sua peregrinação pela AHL.


As linhas esperadas para o jogo serão:

#71 Cleary - #13 Datsyuk - #21 Tatar
#8 Abdelkader - #40 Zetterberg - #11 Alfredsson
#44 Bertuzzi - #18 Andersson - #17 Eaves
#20 Miller ou #37 Samuelsson - #90 Weiss - #22 Tootoo

#55 Kronwall - #2 Smith
#27 Quincey - #65 DeKeyser
#4 Kindl - #23 Lashoff

#35 Howard
#50 Gustavsson

DTD: Franzen
IR: #52 Ericsson (ombros)
LTIR: #43 Helm (costas e virilha)


A sorte está lançada.
Let's Go Red Wings!



O gigante acordou?

2013-10-18T14:55:12.615-03:00


Uma rivalidade que estava em coma, quase em estado vegetativo, pode ter ganho um novo fôlego na noite de ontem. Ou não.

Tudo por conta deste lance.

Um lance covarde de Cody McLeod em cima de Niklas Kronwall. Não dá para resumir de outra forma. O defensor sueco deixou o gelo em uma maca, mas não foi levado ao hospital. Teve uma concussão, mas aparentemente leve. Está no que chamam por lá de "Day to day". Já McLeod foi expluso do jogo.

Apenas mais um capítulo nessa história entre os dois times? Talvez.

Detroit Red Wings e Colorado Avalanche já protagonizaram batalhas sangrentas no passado distante (aqui,  e aqui) e nem tão distante assim (aqui  e aqui).

Claro, valiam alguma coisa, disputas, eliminações, títulos. O Colorado Avalanche morreu (não sabem o que é playoffs desde 2010) e a rivalidade praticamente foi junto. Rivalidade que ainda mora na memória dos apaixonados dos dois lados, mas que hoje é quase nula. Talvez isso mude, com o começo arrasador deles nesta temporada. A ver.

O fato é que todo mundo voltou a falar nisso. E algumas pessoas daquela época estão envolvidas agora.

Patrick Roy, ex-goleiro do Colorado, que saiu na mão com os nossos arqueiros Mike Vernon  e Chris Osgood  , além de ter tomado uma rasteira de Dominik Hasek, é o atual treinador do Avalanche. Brendan Shanahan, que não era exatamente o maior entusiasta do rival, é o responsável pelo Departamento de Segurança dos Jogadores da NHL. Problemas novos, protagonistas de sempre.

Roy foi, inclusive, questionado sobre o lance de ontem. Disse, alfinetando, que qualquer um que conheça o jogo sabe que era difícil McLeod parar. "Para ser honesto, não vi, porque não quis ver. Do banco, eu achei que Kronwall tinha girado seu corpo no último instante. Isso transforma o lance em sujo? Eu acho que Shanahan terá que tomar essa decisão", afirmou.

Já convocaram McLeod para se explicar. Parece que o procedimento é uma defesa prévia para quem pode tomar um gancho maior que cinco jogos. Tem quem espere 10 jogos de suspensão. Vamos aguardar.

Em tempo: os Red Wings venceram a partida ontem, por 4x2. Dois gols de Pavel Datsyuk e dois de Johan Franzen. Três assistências de Daniel Alfredsson.



Dia do Colombo

2013-10-15T13:43:54.339-03:00

Ontem foi feriado nos EUA. Dia do Tiradentes deles, Proclamação da República, 7 de Setembro ou coisa do tipo. Vou mandar o estagiário pesquisar aqui enquanto escrevo.

Pronto, ele já foi.

Enquanto isso, o que importa é que teve jogo ontem. Duas da tarde, para desespero dos RH's e centrais de TI, que tiveram que correr para bloquear o Gamecenter de todos. Ah, vocês não tem Gamecenter? Nem eu. Então vocês não viram o jogo? Pois eu também não.

Vi o repeteco ali agora e achei deveras bacana. O Detroit Red Wings ganhou do Boston Bruins, por 3x2.

E pelo pouco que vi, e li aqui e ali, nosso time alado-circular foi bem. Muito bem.

Primeiro Pavel Datsyuk deu uma de Pavel Datsyuk. Recuperou o disco no centro do rinque, partiu pra cima de um defensor, xingou a mãe dele em russo, mandou um beijo pra loiraça na torcida e deu um passe sensacional para Henrik Zetterberg. Como aconteceu esse tanto de coisa, o atacante sueco ficou um pouco sem espaço para chutar, mas olhou pro gol e falou: "Bah tchê, mas é o Tukka Rask, esse piá não é de nada". Mandou sem ângulo mesmo, lá dentro, batendo na trave e tudo.

Um detalhe: foi o quinto gol de Zetterberg em seis jogos. "Um dos melhores começos de temporada dele", gritou o estagiário aqui, enquanto lia alto essa frase. Mandei ele calar a boca.

Como imparcialidade e Red Wings não coexistem na minha vida (ou um ou outro de cada vez, senão não), não vou falar do gol de empate do Bruins. Apenas teve, foi logo depois do nosso gol e fim.

Veio o segundo período, disputado como o primeiro, com umas chances melhores para o Bruins virar e tal. Daí Johan Franzen, aquela mula, parte pro ataque, segura o disco, quase perde, se recupera e dá um passe milimétrico para Stephen Weiss marcar seu segundo gol com a camisa alvirubra.

Dois minutos e vinte segundos, algo aconteceu. Não sei ainda se a mãe de alguém morreu, se o locutor da arena engasgou ou se o Obama saiu na mão com os republicanos. Só sei que o Bruins apagou. E quem disser o contrário, eu apresento fatos: mais um gol do Red Wings. Sabem de quem? D-A-N-I-E-L C-L-E-A-R-Y.

Meus amigos, se eu tomo gol do Cleary, pego meu chapeu e vou embora.

O fato é que os Bruins não foram embora, tentaram de muitas formas, mas pararam na boa apresentação de Jonas Gustavsson. O time de Boston ainda diminuiu faltando 1:20 para acabar a peleja, mas já era tarde.

O estagiário voltou correndo aqui e disse que ontem foi o Columbus Day.

Daí o questionei: "Se o Columbus Day foi ontem, por que vamos jogar com o Columbus (Blue Jackets) só hoje? Hein? Hein?

Ele começou a gaguejar e eu mandei ele pesquisar quantas garrafinhas de gatorade foram consumidas na temporada passada. Enquanto isso, vou rever os gols de ontem, aqui.



Grand Thieft Hóquei

2013-10-05T13:30:48.655-03:00

Manjam aquela expressão "roubar a vitória"? Pois foi exatamente isso que o Detroit Red Wings fez ontem contra o Carolina Hurricanes. Roubou o jogo.

Roubou porque tomou dois gols e deixou parecer que a vaca tinha ido pro brejo, apesar do jogo em alguns aspectos estar em termos de igualdade (número de chutes com ligeira vantagem para Detroit, mas com os Canes mais perigosos).

Daí Justin Abdelkaer acertou um chute "meio-cagada-do-goleiro-que-as-vezes-acontece-mas-a-gente-fica-puto" e diminuiu a diferença.

Faltando 30 segundos, Detroit colocou no gelo todos seus principais atacantes e fez uma blitz na frente do gol de Cam Ward. Resultado: gol de Zetterberg, e uma prorrogação.

Na prorrogação, Stephen Weiss pegou um rebote de Johan Franzen e botou mais 2 pontos na carteira. Duas vitórias em dois jogos.

E assim começa o Detroit.

Hoje a coisa fica feia: pegamos o Boston Bruins, às 20h (ou 21h, ou 22h, sei lá. 19h lá, descubram aí, preguiçosos). O teste de verdade é agora.



Teimoso

2013-10-03T21:30:09.343-03:00

- Assim não dá, Mike!

- Como assim, não dá?

- Não dá. Não rola. Tá errado.

- Mas vocês são chatos, hein? Começamos a temporada com o pé direito. Ganhamos na estreia da temporada e da nova divisão, e os caras que eu apostei renderam muito bem!

- Menos, pequeno causídio! Primeiro que vencer em casa é obrigação. Além disso, você e Ken não tiveram mérito nenhum.

- Peralá, ô tupiniquim! Você entende de samba e futebol. Hóquei é um esporte de paciência, você tem que cozinhar o adversário, da mesma forma que cozinhamos aqueles grãos que compramos no Canadá, os pinto beans.

- Que papo é esse de cozinhar pinto? É FEIJÃO CARIOCA O NOME DISSO, fresco.

- Whatever, dude. O que importa é que eu sei o que estou fazendo.

- Sabe e deixa o Cory correr o risco de passar pelos waivers? Sabe e deixa de fora Gustav e Tomas?

- São coisas do Kenny.

- Único Kenny que o mundo conhece é o G, e ainda assim não presta. Não mude de assunto, essas cagadas passam por vocês dois.

- Mas nós reforçamos o elenco...

- ...e todos os reforços passaram em branco.

- Olha a pressão nos meninos!

- Meninos de mais de 30 anos. Tá, tudo bem. Vamos dar tempo, eles até não foram mal. Assim como não foi o time de matar penalidades.

- Oh Yeah. Agora você está falando minha língua.

- Não, eu estou falando sua lingua e vou traduzir tudo depois, seu tonto.

- Whatever, estamos indo bem.

- Pare com esta porra, teimoso. Podemos ser menos sonolentos sem essas múmias que você coloca pra jogar, Ah, lembrei de uma coisa. Teve um reforço seu que realmente agiu dentro do esperado!

- Oh, mesmo? Quem?

- Daniel. -1 e uma penalidade, tão imbecil quanto quem o escala. Mas isso já esperávamos. Vocês são muito teimosos.

- Vocês que estão muito mal acostumados. Vencemos, é isso que importa.

- Vencemos graças ao sempre gênio Pavel e aos de sempre. E ao Cory, que deu aquele passe pro cone.

- Que cone?

- O Samuca!

-Ahh... Mik é bom. Eu gosto desses suecos. Nick L. era sueco. Nick K é sueco. Johan é sueco, Alfie, todos eles são suecos.

- Então se mude pra a terra deles, catzo. E não tente arrumar desculpas. O time ainda estava sonolento. Você viu o que Jimmy fez.

- Jimmy esteve bem, foi apenas um relapso.

- Sei como é. Você e Ken vivem tendo uns desses.

- Hum. Mas vencemos, e vamos continuar no caminho certo. Como vocês dizem naqueles estádios de soccer: "O campeão voltou!" LOL

- Menos, Mike. Menos.