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Tradução Reversa





Updated: 2017-12-18T16:27:57.803-08:00

 



Lançamento: A Maldição de LaFey

2017-12-18T16:27:33.680-08:00

Antes da última pá de cal ser lançada em 2017, eis que surge A Maldição de LaFey, uma publicação independente, ultra limitada (apenas 200 cópias), que narra a tenebrosa saga de Abigail LaFey. A HQ é uma adaptação não oficial dos contos originais de King Diamondpresentes nos álbuns Abigail e Abigail 2: The Revenge. O livro possui formato 16,5 x 23,5cm, 72 páginas, capa colorida em couchê de alta gramatura e miolo em preto e branco impresso em offset. Os roteiros e adaptações foram feitos por Matheus Moura e os desenhos por Angelo Ron. A primeira capa foi pintada por Fábio Cobiaco e a quarta por Cláudio Dutra. A versão aqui impressa conta com alguns extras. Ao final do livro há dois relatos e uma ilustração original. Tanto o desenho quanto um dos relatos é do prof. dr, quadrinhista, músico e mago Edgar Franco. O outro do músico e ocultista Black Metal, Alysson Drakkar, da banda Luxúria de Lillith. O convite aos dois se deu por terem em comum o apreço ao King Diamond e por, de alguma maneira, serem influenciados por ele e por Abigail. A Maldição de LaFey não é somente um tributo à banda King Diamond, mas também às clássicas HQs de horror.Sinopse:Século XIX, um jovem casal se muda para o interior com o intuito de viver nas terras da família. Não demora e descobrem ser esta a verdadeira herança maldita, com um casarão assombrado e uma vingança além túmulo que perpassa gerações.O valor de venda do livro não visa lucro em respeito aos direitos autorais do autor original, sendo o mesmo repassado a preço de custo, R$ 25,00, mais frete.Pedidos inbox ou pelo e-mail: seloreverso@gmail.comAutores: Angelo Ron: cearense de Fortaleza, em 2002, mudou-se para Belo Horizonte/MG, onde cursou história em quadrinhos na Escola de Artes Visuais em 2010. A partir daí, começou a aprimorar as técnicas de desenho de comics e a produzir bastante para o mercado independente brasileiro, em parceria com diversos roteiristas da área. Até hoje, produz quadrinhos de roteiristas de vários lugares do país, e continua a buscar o aprimoramento e o conhecimento das técnicas e tendências da nona arte. Matheus Moura: jornalista, Mestre em Arte e Cultura Visual (PPGACV-FAV/UFG) com pesquisa sobre processos criativos em quadrinhos poético-filosóficos. Desde 2008 publica a revista Camiño di Rato e atualmente na nona edição. Editou a revista A3 Quadrinhos (2010) e a graphic novel O.R.L.A.: Liberdade aos Animais (2014), ambas sob financiamento do Programa Municipal de Incentivo a Cultura de Uberlândia (MG). Atualmente prepara a publicação da coletânea Matéria Escura, programada para início de 2018.[...]



Artigo: Quadrinhos Visionários

2017-12-18T16:27:57.812-08:00

Está online o ebook com os trabalhos completos enviados e que foram apresentados durante o III FNPAS. O mesmo, intitulado “A arte dos quadrinhos”, está disponível para download no seguinte link.Neste volume contribuo com um artigo chamado Quadrinhos Visionários. Ele pode ser lido a partir da página 187. Abaixo o resumo.RESUMO:O trabalho aqui exposto é um trecho da tese, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual na UFG, sobre processos criativos em quadrinhos visionários. Nele verso a respeito da interseção entre o conceito de Arte Visionária, desenvolvido por Laurence Caruana, no Primeiro Manifesto da Arte Visionária (2001), com o de histórias em quadrinhos. Para tanto, são feitas aproximações e distanciamentos entre autores de HQs como Alan Moore, Grant Morrison, Rick Veitch, Robert Crumb, dentre outros, com os paramentos propostos pelo artista, dividindo-os em três categorias: visionários verdadeiros; quase visionários; e falsos visionários. O intuito foi determinar quais autores de quadrinhos podem ou não ser tidos como pertencentes ao movimento. Apesar de usar critérios estanques nas definições de Caruana, a tabela criada não é determinante, sendo passível de ajustes baseados em novas informações a respeito dos processos criativos dos autores selecionados. No artigo a pergunta básica foi: quais obras de quadrinhos (e seus autores) podem ser tidas como visionárias (dentro do crivo de Caruana)? Para responder a esta pergunta, foi necessário seguir a estrutura de análise apresentada por Caruana e submeter obras e artistas ao mesmos padrões de análises, dividindo-os nas três categorias citadas. Como resultado cheguei a uma lista preliminar com 21 artistas visionários, 15 quase visionários e 19 falsos visionários – na maioria estrangeiros, mas com significativa participação de autores brasileiros. O estrato de análise, inicialmente foi determinado dentre 1970 e 2015, uma vez que não existem muitos autores de quadrinhos visionários. Porém, um criador fugiu a regra, Winsor McCay (1871-1934), com o trabalho Little Nemo, publicado entre 1905 e 1913, nos EUA. Nas considerações saliento o quão importante é aglutinar os autores de histórias em quadrinhos que utilizam de estados não ordinários de consciência (ENOC) para criarem. Sendo esta mais uma possibilidade aberta de interpretação sobre as obras e processos dos próprios artistas destacados e de outros por vir. PALAVRAS-CHAVE: processo criativo; arte visionária; estado não ordinário de consciência; quadrinhos[...]



Lançamento Camiño di Rato # 9

2017-12-06T13:04:34.521-08:00



A CdiR "Degustação na Toka" é a edição prólogo da CdiR #9. Tal edição prólogo é lançada em versão digital e contém colaboração de 14 autores, entre HQs e ilustrações inéditas. A Camiño di Rato é uma publicação independente que teve sua primeira edição lançada em 2008. De caráter experimental, a revista sempre flertou com os quadrinhos poético-filosóficos, mas também publicou os mais diversos gêneros, sempre primando pela inventividade autoral e pelo interesse nos processos criativos. Nessa edição prólogo - lançada em 01 de setembro de 2017 - a degustação se inicia com o surrealismo mágico de Antônio Amaral, três tiros-livres de Guilherme Silveira, os HQForismos de Edgar Franco em parceria com vários convidados ilustres e a irreverência de "Aventuras de Luisa", de Matheus Moura, Gian Danton e Décio Ramirez, que será publicada nessa e nas próximas duas edições digitais. Degustem à vontade! 




Artigo: Art based research: processos criativos a partir de Estados Não Ordinários de Consciência

2017-12-06T13:15:32.374-08:00



Saiu a nova edição da VIS: Revista do Programa de Pós-Graduação em Arte, da UnB. Nesta edição há o Dossiê Investigação Baseada em Artes (Arts Based Research), o qual contribuo com um artigo a respeito do processo de construção da minha tese. Abaixo o resumo do artigo e aqui o link para leitura do texto completo.

RESUMO:

Este artigo descreve parte da investigação de doutoramento desenvolvida no PPGACVFAV-UFG, na linha de pesquisa Poéticas Visuais e Processos Criativos. A linha possui como característica a criação plástica e desenvolvimento de saber teórico, em formato tradicional de tese. O que acaba por gerar uma tese-criação calcada na Arts Based Research, por esta ser uma das metodologias fundamentais para o artista-acadêmico poder investigar o próprio ato criativo. Como objeto plástico, minha proposta é criar narrativas visuais tendo como base a representação de visões obtidas a partir de Estados Não Ordinários de Consciência – ENOC (sonhos lúcidos, ayahuasca e respiração holotrópica).

Palavras-chave: Arte visionária; Quadrinhos; Bricolagem; Ayahuasca; Autoetnografia.




Lançamento: Camiño di Rato 8 e ½

2017-12-06T13:05:39.185-08:00

Eis aqui uma coleção de absurdos. Feitos com o intuito de provocar, questionam a existência e até mesmo a morte. Brincam com a linguagem dos quadrinhos ao ponto da mensagem se tornar abstrata e revelam que HQs podem ser bem mais do que uma sequência narrativa de quadro. Elas são também o que surge dentro da mente do leitor – ou seja, algo único e indefinido. Bem vindos a mais uma trilha deste nosso camiño di rato.Pedidos por email: caminhodirato@gmail.com  Serviço:Camiño di Rato 8 e ½ISSN 2176-8595Formato: A5Páginas: 48R$: 6,00Autores:Beto MartinsCarlos Francisco MoraesDécio RamírezEdgar FrancoFábio Purper MachadoGazy AndrausGia DantonGuilherme SilveiraJefferson de LimaJoniel SantosJorge Del BiancoLAD ArtsMatheus MouraPaulo FernandoRodrigo NemoVinicius PosteraroZé Wellington[...]



Artigo: Quadrinhos visionários de Jim Woodring

2015-06-28T17:33:42.737-07:00


Matheus Moura Silva 
Doutorando, UFG/PPGACV
saruom@gmail.com

Resumo:
A proposta deste artigo é apresentar o quadrinhista estadunidense Jim Woodring (praticamente desconhecido do leitor brasileiro) e aproximar o trabalho dele da chamada Arte Visionária. Como Arte Visionária é usado o conceito traçado pelo artista Laurence Caruana no livro Primeiro Manifesto da Arte Visionária, de 2001. Para a análise foram usadas diversas entrevistas e depoimentos de Jim Woodring para buscar compreender os processos criativos empregados na construção de suas histórias. Para tanto, são traçados alguns aspectos biográficos do quadrinhista para tentar entender a relação de sua vida particular – repleta de visões (ou alucinações) espontâneas – com os quadrinhos que faz, principalmente os que constam no livro JIM – Jim Woodring's Notorious Autojournal, lançado em 2014 pela editora Fantagraphics Books. Nele são reunidos histórias autobiográficas publicadas originalmente entre as décadas de 1970 e 1990, de forma independente, por meio de fanzines e, posteriormente, pela supracitada editora. O objetivo da análise é relacionar este trabalho de Woodring, em especial, com a Arte Visionária e distanciá-lo da possível aproximação com o surrealismo. A metodologia empregada é a descrição formal das histórias procurando pistas que indiquem aspectos notoriamente visionários nas HQs, aliado à própria trajetória de vida do artista – afim de interpretar como é a relação dele com as imagens que vê cotidianamente e como elas afetam o trabalho dele. É possível adiantar que as visões influenciam a vida de Woodring de forma determinantes para o desenvolvimento do trabalho atual do artista, seja ele genuinamente visionário ou não.


Palavras-chave:
Quadrinhos visionários; Estados Não-Ordinário de Consciência; processo criativo; visões


Artigo completo aqui.


E aqui, o link para a edição # 2 da revista Arte & Sensorium.




Lançamento: A semântica poética do hipocampo

2015-05-01T11:34:00.145-07:00

A partir da obra do quadrinista piauiense Antonio Amaral, Matheus Moura propõe a discussão sobre o ato criativo baseado na singularidade desse autor. Para Matheus, “como criador de quadrinhos, Amaral é um vanguardista. Suas histórias destoam em muito do que originalmente se espera de uma HQ. Não só de maneira gráfica, mas textual também. As imagens produzidas pelo autor são extremamente complexas e de difícil conceitualização. Seus textos seguem linhas gerais similares ao desenho e rompem com as expectativas dos leitores de quadrinhos tradicionais. Algo latente no trabalho é a força poética e hermética de expressão do artista, com influência do expressionismo e do abstracionismo aliado a textos um tanto quanto dadaístas.”A pesquisa de Matheus, desenvolvida para o Mestrado em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás (FAV-UFG), sob orientação do prof. Dr. Edgar Franco, levou-o a participar como co-autor de um dos trabalhos de Amaral, ao criar Muricituba viu o ><"º> olhando pra nós, história em quadrinhos de seis páginas publicada na revista independente Camiño di Rato n.6, editada por Matheus em 2013.Como indicado no livro, “apesar desta história ser construída por Amaral, foi influenciada (ou instigada) por este pesquisador a participar como coautor – influência na temática, no insight e interação no texto. De maneira direta e indiretamente a construção dessa história, em especial, é inédita e inusitada para ambos os envolvidos.”O instigante trabalho de Amaral foge aos padrões das HQ comerciais e mesmo da própria linguagem dos quadrinhos ao abrir mão da narrativa. Matheus reforça que “a essência proposta por Amaral à trama é obscura, a se realizar individualmente a partir das interpretações do leitor. O sentido, portanto, é intrínseco a cada um, sendo aberto, dinâmico e não linear.” Ou seja, cabe ao leitor complementar a mensagem com seu repertório particular e daí dar sentido à narrativa, ou a sua ausência.Esse processo criativo e fragmentário da obra de Amaral é o objeto central do livro, que amplia a discussão a respeito dos quadrinhos poético-filosóficos. Num sentido mais amplo, os quadrinhos de Amaral dialogam com as chamadas tiras livres, que rompem com o discurso linear do gênero.H. Magalhães, a partir da apresentação da obraEncomendas podem ser feitas no site da editora Marca de Fantasia.Serviço:Semântica poética do hipocampoMatheus Moura Série Quadrinhos poético-filosóficos, 4. Paraíba: Marca de Fantasia, 2014. 80p. formato 13x19cm. R$20,00. ISBN 978-85-67732-19-0[...]



Artigo: O Karma de Gaargot e La Nuit: vanguarda dos quadrinhos visionários

2015-04-20T11:22:31.147-07:00

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Matheus Moura Silva 
Doutorando, UFG/PPGACV
saruom@gmail.com

Resumo: 
Este artigo analisa a graphic novel O Karma de Gaargot (1973), de Sérgio Macedo. Apesar da prolífica produção, tendo publicado álbuns fechados na França, EUA, além de colaborar com a Metal Húrlant, na França, até seu retorno ao Brasil, em 2007, só havia publicado no país O Karma de Gaargot. Inovador em diversos aspectos como roteiro, enquadramento, narrativa, técnicas de desenhos, este trabalho dialoga com outras produções do período, como La Nuit (1975), do francês Phillip Druillet. Tendo em vista tais relações, serão levantados aspectos semelhantes e divergentes entre as obras selecionadas, além de aproximar os trabalhos, a partir da análise dos processos criativos, com o produzido dentro da chamada Arte Visionária. A metodologia parte de análises conceituais, simbólicas e dos processos criativos envolvidos nas histórias em quadrinhos selecionadas com base nos estudos de Fayga Ostrower (1972), Scott McCloud (2004), George F. Kneller (1976), Cecília Salles (2009) dentre outros.

Palavras-chave:
Arte Visionária; Phillip Druillet; Sérgio Macedo; histórias em quadrinhos; processo criativo

Artigo completo aqui.


E aqui, o link para a edição # 20 da revista História Imagem e Narrativa.




Lançamento: O.R.L.A - Liberdade aos Animais

2014-10-02T17:29:49.893-07:00

O Direito dos Animais, tema máximo deste trabalho, é um assunto controverso e as vezes até evitado. Ele toca em várias questões que permeiam a vida de todo mundo como alimentação, vestuário, transporte, produtos de beleza, lazer, remédios e por aí vai. Ninguém quer ter seus hábitos mudados. Isso gera resistência.Arte de Caio Majado É justamente para contribuir com o debate, ou ao menos fomentar a discussão, que esta história em quadrinhos foi criada – numa tentativa de burlar a dita resistência. Mas antes de pensar numa trama militante, que levantasse a bandeira de fato dos direitos dos animais, a intenção é narrar uma história, um acontecimento. É como uma HQ da Marvel contada pelo Vigia, “e se... um bando de jovens resolvesse invadir um laboratório e tudo desse errado”? Ao partir dessa ideia, Matheus Moura desenvolveu o roteiro de O.R.L.A, um grupo de ativistas dos Direitos dos Animais que tem como propósito a abolição animal. Mas não só. A sigla do grupo significa Organização para Reabilitar e Libertar Animais, e o reabilitar, para eles, é entendido de maneira nada comum. Para dar vida ao texto, a arte ficou a cargo de três artistas: Caio Majado(desenha a primeira e terceira parte), Rafael Vasconcellos, conhecido como Abel (ficou com a segunda parte e a capa), e Joniel Santos(ilustrou os flashbacks e flashfowards).Arte de Abel Apesar do grupo agir como e se parecer com a A.L.F (da sigla em inglês, Frente de Libertação Animal), tal organização não passa de uma inspiração. O que motiva o pessoal da O.R.L.A. segue por outras vias, dá margem para pontos diversos do problema e eles não estão ligados a ética pregada pela A.L.F. No artigo do jornalista Maurício Kanno, ao final do volume, é possível conhecer um pouco sobre as principais ações do grupo pelo mundo. Também nos extras, é apresentado ao leitor mais dois artigos. Um sobre quadrinhos que têm como foco os diretos dos animais – principalmente obras de Grant Morrison, Nestablo Ramos e Edgard Guimarães. E o outro, da especialista em Direito Ambiental, Natalie Neuwald, a explicar o que vem a ser a vivissecção, seus principais métodos e porque de não ser necessário seu uso. A vivissecção é a utilização de cobaias em laboratórios. A intenção em rechear o livro de extras têm dois propósitos. Primeiro, trazer à tona parte do processo criativo de uma história em quadrinhos (isso inclui até mesmo os erros de ortografia no roteiro original), mostrando as várias etapas da produção. Segundo, dar subsidio para o debate a partir de textos que abordam o universo dos direitos dos animais, além de indicar livros e filmes a respeito do assunto. Para descontrair há uma galeria de pin-ups com artistas convidados.Arte de Joniel Santos Mesmo com toda a informação disponível no álbum ainda há muito para ser discutido. Parte, quem sabe, pode surgir em novos trabalhos da O.R.L.A.. Por outro lado, fica a cargo do leitor ser tocado ou não pelo exposto. Como dito antes, a intenção não é “converter ninguém”, mas dar base para reflexões. Talvez aí esteja a força deste trabalho notadamente engajado.O.R.L.A – Liberdade aos animais é uma publicação realizada numa parceria entre as editoras Reverso e Quadrinhópole com incentivo da Secretaria Municipal de Cultura de Uberlândia por meio do PMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, de 2013/2014.Serviço:O.R.L.A – Liberdade aos AnimaisRoteiro: Matheus Moura | Arte: Caio Majado; Abel; Joniel Santos132 PáginasFormato: 21 x 28 cmPapel couchê 115mg | P/BCapa em alta gramatura, colorida.R$: 15,00Lançamento:Casa da Cultura (Uberlândia-MG) | Dia 08/12/14 | 20hsNo evento de lançamento a distribuição será gratuita.Pedidos por email: caminhodirato@gmail.com[...]



Lançamento: Tinta Alcoólica - Experiências gráficas

2014-04-06T06:57:21.764-07:00

  No mundo digitalizado de hoje, em que a instantaneidade e a imaterialidade ditam o percurso a seguir, chega a ser contrassenso reviver o enterrado mimeógrafo. De nome esquisito (do grego mimeo: imitar, copiar + grafia: escrita), o Mimeógrafo surgiu nos Estados Unidos em 1880, invenção do gênio Thomas Edison (1847-1931), mas só passou a ser comercializado a partir de 1887, com licença consentida a Albert Blake Dick. A época de ouro da singela impressora durou até a chegada da copiadora Xerox, em 1959. Mesmo assim, apenas no século XXI – ao menos no Brasil – é que se passou a substituir massivamente o mimeógrafo em detrimento à cópia digital. Apesar dos quase 15 anos de ostracismo, ainda é possível encontrar escolas públicas que utilizam a impressão mimeografada para as provas. Uma das características marcantes do mimeógrafo é o inconfundível cheiro de álcool que fica impregnado nas folhas logo após a impressão. Todos aqueles que vivenciaram em seus anos de escola primária a experiência de ter em mãos uma folha mimeografada recém impressa, relatam a memória do odor alcoólico. Parte integral do funcionamento do aparelho, o álcool é o reagente químico que possibilita a tinta fixada na folha matriz passar para o papel em branco e, assim, gerar a cópia. Daí o título deste trabalho: Tinta Alcoólica; é a tinta que anseia por álcool, uma tinta que só se torna viva a base de álcool, portanto, uma tinta alcoólica.Para ficar mais claro aos que não conhecem o processo de impressão do mimeógrafo, ele se dá da seguinte maneira: o aparelho é composto de uma prensa formada por um cilindro de metal, maior e mais pesado, e outro menor, de borracha. A folha matriz é fixada no cilindro maior, de forma que o desenho fique exposto. Do lado oposto há uma esponja encharcada de álcool. Logo abaixo dela há a entrada da folha em que será impresso o conteúdo da matriz. Por meio de uma manivela fixada na lateral do aparelho, os cilindros giram e, ao mesmo tempo, a folha virgem é puxada, molhada no álcool e pressionada contra a matriz. Ao fim do giro da manivela a imagem está impressa. É um processo relativamente lento, que demanda paciência, principalmente para a impressão de grandes quantidades. Esse é um dos fatores que levaram a decisão de impressão e produção dos livros sob demanda – além de as cópias serem limitadas a 150 exemplares.Ilustração de Laudo Tal método de produção encontra similaridade no realizado com as gravuras, seja em metal, pedra ou madeira. Ambas as técnicas se utilizam de matrizes e precisam de prensa – ou, no caso, o mimeógrafo. Delas são extraídas as cópias sem intermediários – no sentido computacional –, o que dá um carácter ímpar a cada folha impressa, as quais estão sujeitas a diversas intempéries no momento da impressão. Ou seja, pode-se considerar toda impressão mimeografada, assim como as xilogravuras, por exemplo, como um original e não como mera cópia. Dessa forma, o livro Tinta Alcoólica é, basicamente, composto por originais de artistas. O próprio encadernado em si é um original a parte, uma vez que cada um dos livros foi feito artesanalmente por este que escreve. Mais do que retomar o mimeógrafo enquanto possibilidade gráfica, o espanto maior dos autores convidados, Diego Sanchez; Paula Mastroberti; André Diniz; Walkir Fernandes; Antônio Eder; Beto Nicácio; Abel; Fábio Purper; Laudo Ferreira; Alex Sander; Felipe Cazelli; Zé César; Will Sideralman; e Luciano Irrthum, foi descobrir que é possível fazer imagens coloridas para esta técnica de impressão. A maioria deles só conhecia a cor tradicional, um roxo azulado, facilmente encontrado em papelarias e bastante usado por tatuadores. Dentro do projeto Tinta Alcoólica, foram colocadas à disposição dos[...]



Entrevista com o Ciberpajé: Viagem Psiconáutica com Utilização de Cogumelos (Psilocybe Cubensis) e Processos criativos de Histórias em Quadrinhos Poético Filosóficas.

2014-03-04T14:05:31.436-08:00

No dia 11 de fevereiro de 2014, Edgar Franco – o Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em arte e tecnociência pela UnB, doutor em artes pela USP, mestre em Multimeios pela Unicamp e professor da UFG - e Matheus Moura – quadrinista, mestre em Arte e Cultura Visual pela UFG e doutorando do mesmo programa sob orientação de Franco - realizaram um experimento de viagem psiconáutica, na oca do Ciberpajé, em Goiânia. O relato e desdobramentos desta experiência serão abordados nesta entrevista.    Antes de iniciar a entrevista, abro com um aforismo postado pelo Ciberpajé em sua rede social no dia seguinte à experiência, que traz uma tentativa de descrição dos sentimentos que transbordavam visceralmente de seu ser. Antes de postar, Edgar Franco me disse: “Fortemente impactado pela experiência de ontem. Não esperava que aconteceria algo assim. Foi incrível e aterrador”; e postou o que segue:“Sou tão inocente em minha petulância de achar que conheço algo. Eu achava que conhecia as plantas, sabia o que elas são. Eu aprendi algo de biologia, plantei, achei flores belas e frutos saborosos, mas até ontem eu não conhecia absolutamente nada de uma planta, era um completo ignorante sobre elas. Angiospermas, gimnospermas, esporos, sementes, polinização, tudo isso me faz rir agora, as categorizações e as caixas. Mas ontem eu chorei, chorei de tristeza e de êxtase. Ontem um velho e imponente coqueiro do jardim conversou comigo, permitiu-me entrar em sua essência, vislumbrar as ranhuras e os ferimentos de seu tronco, tão marcado. Eu senti dentro de mim toda a sua luta silenciosa e solitária para resistir ao vento, em silêncio, eu senti o êxtase de sua conexão com a terra e a história ancestral da vida contada em cada microssulco de sua casca - inscrições de uma escrita cósmica que eu consegui desvendar naquele instante. Eu senti o vento e a chuva abraçado ao coqueiro, ou melhor, amalgamado ao coqueiro. Eu sou o coqueiro, sua impetuosidade viril e fálica, seu silêncio universal que grita. Ao saber mais sobre o coqueiro, soube menos sobre mim mesmo. E quando eu o abraçava e tornava-nos unos, outra planta me tocou e me falou que eu jamais havia olhado para ela. Ela disse a verdade, sempre ali imperceptível para o meu olhar cotidiano enviesado e viciado pela percepção embotada daquilo que passei a acreditar ser a realidade ordinária. Chorei de tristeza por mim, não por elas, de descobrir estupefato como sou um mistério, e chorei de alegria por finalmente conhecer um pouco o que são esses seres mágicos, os vegetais. Ah como a linguagem é limitada, estou relendo isso aqui e não consegui expressar nem um milésimo do que senti. Ontem visitei tantos lugares, vi galáxias perdidas, vi seres maravilhosos e aterrorizantes. Quem sou eu?”(Ciberpajé)Edgar Franco é artista transmídia, professor doutor que se declarou Ciberpajé em seu aniversário de 40 anos, através de um método de transmutação e renascimento inventados por ele tendo como base seu universo ficcional da “Aurora Pós-humana”. Na perspectiva de suas concepções poéticas, Franco é um ser pós-humano e esta experiência integra a pesquisa etnográfica de doutorado do pesquisador Matheus Moura Silva, do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da FAV-UFG. Matheus é orientado pelo Ciberpajé e sua tese investiga processos criativos de histórias em quadrinhos sob efeito de enteôgenos, as chamadas “plantas de poder”, vulgarmente conhecidas como plantas psicoativas, ou alucinógenas. A experiência foi previamente combinada e estruturada entre Matheus Moura e Edgar Franco, visando à criação de uma história em quadrinhos em parceria criativa entre os dois durante a viagem psiconáutica, realizada com a ing[...]



Lançamento Camiño di Rato 7 e ½

2014-01-26T11:59:24.515-08:00

  Cinco anos, sete edições. Números místicos, e ímpares, a permear esta publicação. Ímpar ainda por outro motivo: é a segunda e a, forçada, última participação do prof. Doutor Elydio dos Santos Neto como colaborador da CdiR – a primeira vez foi na edição 4 e ½. Infelizmente, ele faleceu em outubro deste ano. Fica a homenagem a este grande pesquisador brasileiro dos quadrinhos e entusiasta dos fanzines como ferramenta pedagógica. A HQ dele foi feita em parceria com Edgar Franco, seguindo um dos métodos de criação descritos na edição passada.  De praxe, alguns autores estão de volta como Gazy Andraus – a revisitar a pré-história; o já citado Edgar Franco – parceria com Elydio; Vinicius Posteraro – demonstra versatilidade no traço ao ser “obrigado” a tornar feio seus próprios desenhos; Guilherme Silveira – abre e encerra questões que servem para provocar; Décio Ramírez – versátil e imerso nesse caminho pedregoso; Antonio Amaral – com nova parceria em busca da valorização local; eMatheus Moura – escritor/editor insensato desta que vós ledes.  Os autores estreantes são: Joniel Santos – artista da capa e de uma HQ; Luciano Irrthum – com as ilustrações da 2ª e 3ª capa; Iramir Araújo, Beto Nicácio, Ronilson Freire – trio maranhense que agora alça Voos Cegos, a série poética que iniciaram; Diego Sanchez – apresenta uma página de seus Quadrinhos Insones; Henrique Fagundes – possui três HQs de uma página, resultado de Quadrinhos Inexistentes; Victor Freundt e Bruno Bispo– dupla dinâmica da baixada santista nos trás uma HQ de título impronunciável aos leitores tupiniquins; Acilino Neto – parceiro de Amaral tem um conto regional adaptado; e Lucas Länder – artista plástico multimídia expõe duas de suas imagens gráficas.  Assim como na edição anterior, esta não possui textos. Provavelmente agora os artigos por vir seguirão o seguinte método: serão publicados on-line. Na revista impressa, haverá um QRCode próprio para encaminhar o leitor direto ao download de um arquivo principal. Nele estarão os textos. No mundo de hoje, cada vez mais imerso em tecnologia, se torna melhor proveitoso ao editor essa possibilidade de transição entre mídias. O impresso será dedicado à materialização das HQs; enquanto a reflexão textual, como o pensamento, passa a estar disponível em meio imaterial.  A Camiño di Rato 7 e ½ é uma publicação dedicada aos quadrinhos poéticos ou filosóficos também vistos como experimentais, daqueles que não se lê em qualquer lugar. É ainda a própria revista um laboratório, sendo encadernada artesanalmente pelos editores, como parte do projeto REVERSO - uma pretensa editora alternativa. Formato da edição em 14,5 x 20,5 cm, lombada quadrada, miolo preto e branco, 64 páginas, ao custo de R$ 8,88 - tiragem limitada. Informações e pedidos no e-mail caminhodirato@gmail.com[...]



Resenha: BIOCYBERDRAMA SAGA - Vida, dilemas, dramas e paradoxos profundos da condição (pós) humana.

2013-11-24T13:55:29.397-08:00

Por Danielle Barros*Depois de ler algumas resenhas, sobretudo a do Dr. Ademir Luiz (UEG), publicada no jornal Opção (Goiânia/GO) e no blog Pipoca e Nanquim (http://pipocaenanquim.com.br/quadrinhos/biocyberdrama-saga-literatura-em-quadrinhos/), e a apresentação escrita pelo saudoso Prof. Dr. Elydio Santos Neto na abertura de Biocyberdrama Saga, senti-me positivamente desafiada a escrever uma resenha com minha percepção sobre a obra.Mas antes de fazer considerações diretas sobre o álbum, permitam-me fazer digressões pertinentes, caminhos que perpassam meu olhar sobre BioCyberDrama Saga.Em primeiro lugar, devo dizer que foi a primeira vez que li uma história em quadrinhos de tal dimensão – contando com o prefácio são mais de 250 páginas! E como toda boa obra que nos fisga, li em um só fôlego, em voz alta, de uma forma muito peculiar e especial. BioCyberDrama Saga teve um impacto muito forte em mim, de modo que por algum tempo me senti um pouco bloqueada para iniciar qualquer interpretação sobre algo tão incomum como esta saga. Cada leitor interpreta um texto - seja ele em que suporte for: diálogo, filme, HQ, livro - segundo seu repertório cultural, suas experiências de vida e do lugar que ocupa no universo. Esses intertextos atravessam a leitura - os livros que lemos, filmes, lembranças vividas, desejos contidos, traumas, virtudes - elementos que compõem e forjam nosso ser, nossa leitura. Então tratarei aqui de alguns deles.Quando conheci Edgar Franco notei instantaneamente que se tratava de um ser incomum, múltiplo, complexo e paradoxalmente simples. Eu olhei a imagem projetada de sua arte em uma conferência que eleministrava e ponderei “um ser humano fez isso?” e realmente o que eu pensei não foi algo tão inverossímil, pois o Ciberpajé – nome com o qual Franco se rebatizou em seu renascimento ao completar 40 anos de idade - realmente é um ser além, é pós-humano, e só um ser pós-humano pode vir de seus universos e nos contar as ‘boas novas’ da Aurora Pós-Humana, universo ficcional que ele criou. Edgar Franco possui expertise nas mais diversas e distintas áreas: arquitetura, artística, acadêmica, musical, mágica ocultista, poética, aforística, xamanística, espiritual, intuitiva, cristã, ficçional, e tantas outras que eu nem saberia mencionar. Toda vez que alguém se aventura a ler seu currículo passa muitos minutos lendo suas conquistas e títulos, mas no fundo a que ele mais se orgulha é “ser ele mesmo”, o Ciberpajé. Com todas essas qualidades e por transitar em tantos mundos e áreas, sem medo de errar - embora certamente o Ciberpajé por modéstia possa pensar ser um exagero da minha parte estabelecer essa relação - eu associo a persona de Edgar Franco ao também genial Leonardo da Vinci a quem tenho pesquisado, que atuou em áreas como anatomia, arquitetura, astronomia, botânica, hidráulica, matemática, mecânica, música, optica, zoologia, ciência, arte, em escritos (aforismos, fábulas, sátiras e profecias) e tantas outras como a mais notória, a pintura. Embora Da Vinci se declarasse “omo senza lettere” [homem não literato] há estudos que afirmam que seus escritos somavam cerca de 35 mil folhas, embora apenas um quinto tenham restado, ou seja, cerca de 7 mil folhas, o que propõe supor que 28 mil folhas tenham se perdido com seus manuscritos. Assim como ele e sem pretensões, Edgar Franco tem atuado em diversas frentes, entre elas os aforismos, que com suas diversas temáticas (iconoclastas, sensuais, sobre visão da ciência, humanidade, Gaia, arte, etc.) e somando centenas de páginas, têm nos impelido, incomodado, confrontado, interpelando-nos a refletir sobre quem somos e ‘se’ somos. Da Vinci redigia seus [...]



Lançamento do livro: Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas: o trabalho com universos ficcionais e fanzines

2015-04-20T11:19:17.438-07:00

Não faz muito tempo, embora fossem lidas pelas grandes massas, as histórias em quadrinhos eram consideradas nocivas por muitos pais e educadores. Porém, também é verdade que, e já faz algum tempo, com o auxílio de estudiosos, pesquisadores, educadores, editores e apaixonados por quadrinhos, elas deixaram esta condição e passaram a ser consideradas como arte e como meio importante de comunicação e, hoje cada vez mais, uma das linguagens que podem integrar os processos educativos escolares ou não escolares.Também os fanzines, que já tiveram seus anos dourados e neste momento são redescobertos e reinventados, vão sendo compreendidos como uma forma de expressão e criação capaz de gerar criticidade, autonomia e autoralidade.“Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas: o trabalho com universos ficcionais e fanzines”nasceu da necessidade de colocar em mãos de educadores e educadoras – que trabalham ou desejam trabalhar com quadrinhos, estimulando seus alunos/as a criar universos ficcionais ou convidando-os/as às práticas de criação de fanzines – um material que sirva como referência para elaborar algumas respostas criadoras a este desafio. Contudo, presta-se não somente aos educadores/as das mais diferentes licenciaturas, mas a todos os que desejam, trabalhando com quadrinhos e fanzines, desenvolver autoralidade, comunicação, diálogo, questionamento, mudança, transformação ou simplesmente a possibilidade de dizer como se lê o mundo.O livro trabalha dois aspectos específicos: a criação de universos ficcionais nos quadrinhos e a elaboração de fanzines.A ideia básica que perpassa toda a obra é que o processo de criação de universos ficcionais não é privilégio de alguns. E tais universos podem ser criados, desenvolvidos, publicados, partilhados por meio dos fanzines. Estes podem ser um interessante artefato cultural a compor novas propostas educativas que exijam, de modo especial, a autoralidade. Como se sabe o fanzine é um meio de expressão marginal aos mercados oficiais de diferentes publicações, e tem servido para que os apaixonados por diferentes artes (poesia, música, cinema, quadrinhos, literatura, política etc.) expressem suas maneiras de ver e dizer o mundo sem a necessidade da aprovação de um selo editorial, utilizando-se para tanto dos recursos a seu alcance e dentro de suas possibilidades financeiras: mimeógrafo, xerox, outras formas de impressão e a internet. O importante neste processo é que o/a autor/a não deixa de tornar pública sua produção, mesmo que ela circule entre um número limitado de interessados/as, porque esta ou aquela editora, de olho no mercado, recusou a fazer a publicação. Este recurso, aberto a qualquer um que queira pensar/criar/expressar-se, pode ser levado também às práticas educativas.Espera-se que esta publicação possa estimular ações educativas que tenham a criação de universos ficcionais, os fanzines e as histórias em quadrinhos como referências. Afinal, estamos em tempo de re-inventar nossas culturas e nossas sociedades, e alguns dos caminhos aqui apontados, que provocam os seres de narrativas que somos cada um de nós, podem ser alternativas interessantes para o despertar de nossa necessidade de re-invenção do nosso mundo, em nossos sonhos e em nossos cotidianos.O lançamento do livro está programado para a quarta-feira, dia 21, das 18h às 18h45, durante o evento 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos2as Jornadas Internacionais de Histórias em QuadrinhosQuando: 20 a 23 de agostoOnde: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São PauloEndereço: Avenida Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São PauloInscriçõe[...]



Artigo: Análise do processo criativo em quadrinhos poético-filosóficos: Antonio Amaral

2015-04-20T11:18:31.090-07:00


Resumo


Neste artigo apresentamos o artista piauense Antonio Amaral, que tem como destaque a produção de histórias em quadrinhos do gênero poético-filosófico – que são HQs necessariamente feitas para incitar o leitor a pensar, inovadoras e vanguardista em forma e conteúdo. Os pressupostos teóricos visam aproximar os processos criativos do autor com os descritos por artistas pesquisadores como Fayga Ostrower, Stephen Natchmanovitch, Rollo May e Cecília Salles. Os quadrinhos de Amaral se destacam, ainda, pela força poética e hermética de expressão, com influência do expressionismo e do abstracionismo aliado a textos um tanto quanto dadaístas.










Artigo: Processos Criativos em História em Quadrinhos: Descrição das interações entre roteirista, desenhistas e leitor

2015-04-20T11:18:45.099-07:00

ResumoEste artigo versa quanto ao processo criativo coletivo em histórias em quadrinhos (HQs). São destacados quatro trabalhos distintos, produzidos por mim, em parceria com diversos autores. A proposta, então, é a descrição e análise dos processos criativos envolvidos, tendo como base estudos realizados por artistas, como Fayga Ostrower e psicanalistas, como Rollo May; dentre outros. O intuito é mapear e discutir os processos criativos dos autores, como eles se relacionam para construir um sentido comum e como as histórias em quadrinhos autorais se encaixam dentro do conceito de produto artístico. Observamos que, como realização espontânea e conceitual, as HQs são objetos de arte tanto quanto outras manifestações humanas, separadas apenas por interpretações limitantes, uma vez que elas exigem igual envolvimento do autor para com o fazer.Palavras-chaveHistórias em quadrinhos; processos criativos, autorialidadeArtigo completo pode ser acessado no site da revista Palíndromo, edição 8.[...]



Quadrinhos e Comunicação: entrevistas com autores e teóricos

2013-06-03T06:06:55.038-07:00

Na última década, as pesquisas acadêmicas brasileiras relacionadas aos quadrinhos mais que dobraram em expressividade. Apesar dessas investigações estarem, principalmente, ligadas aos cursos de Comunicação, Letras e História, atualmente elas perpassam os mais variados âmbitos do conhecimento. Também não estão mais restritas aos grandes centros e escolas do eixo Rio-São Paulo. Prova disso é a heterogeneidade das investigações e localização dos membros que formam a recém-criada Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS. Grupo esse que aglutina parte dos principais nomes brasileiros quando se fala em pesquisa de HQs.  Alguns desses pesquisadores estão reunidos no ebook Quadrinhos e Comunicação: entrevistas com autores e teóricos (2013), de Matheus Moura, lançado pela editora Marca de Fantasia – vinculada ao Namid - Núcleo de Artes Midiáticas do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB. O trabalho reúne oito entrevistas realizadas entre 2009 e 2010 com pesquisadores e autores de quadrinhos. A proposta foi discutir diversos aspectos que envolvem a produção e os estudos a respeito da linguagem. Além dos quadrinhos, outro ponto em comum entre os entrevistados é a atuação educacional – seja em universidades ou ensino médio. São eles: Amaro Braga; Edgar Franco; Gazy Andraus; Henrique Magalhães; Natânia Nogueira; Paulo Ramos; Waldomiro Vergueiro; e Elydio dos Santos Neto.  Nas palavras do editor, Henrique Magalhães, “embora as entrevistas tenham sido feitas em 2009, o quadro continua atual, com alguns complementos devidamente feitos aos textos. Sem dúvida, esta é uma obra incontornável para se entender a importância dos quadrinhos na atualidade e seu merecido reconhecimento (tanto acadêmico quanto mercadológico)”. E, para se compreender esse momento singular dos quadrinhos nas universidades, nada melhor que um bate-papo com quem vivencia essa relação cotidianamente – como os educadores selecionados. A distribuição do livro é gratuita e os pedidos podem ser feitos pelo e-mail editora@marcadefantasia.com ou baixado diretamente por este link.Mais informações no site da editora.[...]



Camiño di Rato # 6

2013-04-25T06:41:00.084-07:00

Pouco mais de um ano após a última edição, um novo caminho se abre. Desta vez, de cara, nota-se algo diferente no ar. Além do formato, esta edição é “duas em uma”. A Camiño di Rato normal segue por uma sala sadomaso. Pelo outro lado, ou seja, pelo fim, começa a CdiR“especial”. Nela o conteúdo é praticamente o mesmo. O que muda é o propósito. Já explico, antes voltemos ao caminho principal. Por ele temos a volta de Su&Side, miniconto de Rosemário Souza; Sem título 2, escrita por Matheus Moura (MM) e desenhada por Vinicius Posteraro; Pela longa estrada afora, de Guilherme Silveira(desenhos) e MM (roteiro); Acaso existencial, com desenhos de Décio Ramírez, e roteiro de MM; Vácuo, escrita por Gian Danton e desenhada por Luís Naza; O último gesto, de Elmano Silva; e Dois serenatas, de Fábio Turbay. Além disso, na parte interna há uma ilustração exclusiva do mestre Julio Shimamoto. A capa da frente foi desenhada por Fernando Mosca, enquanto a segunda é de Décio Ramírez – que ilustra o espaço desde a 3ª edição. É de D. Ramírez também o trabalho que figura em um editorial, enquanto Fábio Purper Machado fica a cargo de outro. Todos os quadrinhos aqui, alguns em maior e outros em menor grau, são histórias que fogem do senso comum. São HQs construídas para, além de entreter, fazer pensar. A maioria delas podem ser encaixadas no gênero de quadrinho chamado de poético-filosófico. A CdiR, desde o primeiro número, dedica-se a publicar esse tipo de material. No início era uma ou outra história. Com o passar das edições, cada vez mais essa se tornou a tendência: ter em suas páginas um número maior de quadrinhos poético-filosóficos – até este, a partir da 4ª edição, culminar como sendo a linha editorial da revista. Isso leva ao segundo caminho deste número: o especial. Nele a proposta é publicar o resultado “poético”, ou seja, a criação artística desenvolvida durante o mestrado em Arte e Cultura Visual realizado por Matheus Moura Silva na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, entre 2011 e 2012. Diferente das edições anteriores, esta não possui textos dos autores. A razão disso é: como a maioria dos trabalhos publicados fazem parte da dissertação, foi decidido que seria melhor o leitor ter acesso aos artigos sobre os processos criativos dos autores diretamente na dissertação. Para tanto é possível baixá-la por meio do link disponível na segunda capa ou acessá-lo direto pelo QR Code. Os autores pesquisados são: Antonio Amaral, Edgar Franco e Gazy Andraus. Para quem não conhece, Antonio Amaral é piauense, reside em Teresina, é artista plástico e pública quadrinhos desde sempre. A partir da década de 1990 passou a investir no seu projeto poético denominado Hipocampo – que é uma série em quadrinhos com quatro livros lançados. As HQs aqui são únicas e estão dentro do gênero discutido: o poético-filosófico. Edgar Franco e Gazy Andraus, são autores da casa e participam da Camiño di Rato desde a primeira edição. Ambos são mineiros e além de conterrâneos (de Ituiutaba), juntamente com Amaral, são alguns dos precursores do referido gênero. Isso justifica a escolha dos três para a pesquisa e criação conjunta. Na realização do trabalho, foi feito um estudo sobre processos criativos, histórias em quadrinhos, autorialidade, linguagem das HQs, delimitação do gênero poético-filosófico, além do detalhamento quanto à vida e obra dos três autores destacados. Eu (MM), parto ainda das minhas próprias experiências como criador a expli[...]



Prontuário 666, de Casal e Brunstein

2013-04-22T06:31:00.142-07:00

Há quatro anos, num domingo (no dia 31/08/2008), a Folha de S. Paulo publicou no caderno Ilustrada uma tira de Angeli com a personagem Zé do Caixão. Era o reflexo do lançamento do livro Prontuário 666 – Os anos de Cárcere de Zé do Caixão (Conrad, formato 16 x 23 cm, 120 páginas ao preço de R$ 24,00), ilustrado por Samuel Casal e com roteiro de Adriana Brunstein – consultora pessoal de Mojica no roteiro do filme Encarnação do Demônio. Antes de ser tira dominical, a ilustração de Zé por Angeli figurara na galeria Retratos da Maldade, um dos extras do álbum. Junto com ele participara: Danijel Zezelj, Mozart Couto, Aloísio Castro, André Kitagawa, Fernando Mena, Marcatti e Fábio Cobiaco.Mas o extra está no final, e antes de começar a HQ há o texto de Paulo Sacramento que contextualiza à obra a ser lida. No que tange aos Quadrinhos, houve um hiato de nove anos após o último lançado, e esse não era de terror. Foi publicado pela editora Brainstore em 1999 e chama-se A Estranha Turma de Zé do Caixão – uma forma infantil de fazer uso da franquia. Anteriormente, em 1969, também foram publicadas versões quadrinizadas da personagem, essas sim com o clima soturno característico aos filmes. Entretanto, nenhuma das versões anteriores trabalhou unindo a mitologia dos filmes com os Quadrinhos, ainda mais o último complementando os primeiros, como é o caso de Prontuário 666.Como o próprio subtítulo diz, a obra trabalha a mostrar os anos em que Josefel Zanatas esteve preso. Foram 40 anos de cadeia e este tempo foi mais que suficiente para o macabro coveiro fazer suas experiências. Para isso, nenhum lugar seria melhor que um presídio, ou como o próprio Zanatas diz, “um zoológico humano”. A obra de Casal tem início com a chegada de um novo preso, um cara grande todo tatuado. Cada tatuagem é o rosto de uma criança que “Colecionador” matou. Um espécime perfeito para um dos experimentos de “seu Zé”. Porém a trama não se atêm somente a essas questões, é abordado também como funciona a psiquê do coveiro e sua relação com os indivíduos que convivem com ele no ambiente penitenciário. É inteligente a maneira como Casal e Brunstein relacionam um determinado tipo de preso a ratos, de carcerário a pombos e a personagem principal a gatos. Ao se aproximar do final, o Quadrinho dá um salto de 20 anos até o dia da saída de Zé do Caixão do cárcere, assim reafirmasse o contexto do novo filme amarrando uma grande ponta solta.Com relação aos traços, Casal mantêm seu estilo característico já visto em revistas como Ragú, feito totalmente à base dos contrastes entre preto e branco. O nível de detalhamento é alto e enriquece bem o cenário apresentado. Apesar de haver oscilação de traço - quanto à representação de personagens e ambientes - a qualidade não cai. Esta sem dúvida é uma HQ feita para o bom apreciador de histórias de terror.[...]



Proscritos, de Beto Nicácio

2013-04-17T06:29:12.514-07:00

A primeira vez que tive contato com o trabalho deBeto Nicácio foi na revista Corpo de Delito, publicada em 2006 e resenhada aqui. A história em questão é 2º DP, escrita por Iramir Araújo – ambos autores de São Luís (MA). Naquela ocasião os traços do desenhista já haviam me encantado. Eles têm um “que” de Mozart Couto, com uma pitada de John Buscema (Conan), aliados à singularidade particular do artista. Porém, mais do que os traços, Proscritos(2012), o mais recente trabalho de Nicácio, chama atenção pelas fluidez narrativa. Na primeira história, Sina, o autor bebe na fonte de Will Eisner e constrói quadros soltos pelas páginas, rápidos e com cortes de cenas dinâmicos. Destaque para a página 11 em que uma árvore central subdivide toda a imagem em vários quadros – um recurso exclusivo das histórias em quadrinhos.Nas HQs seguintes a maneira de narrar torna-se mais tradicional. Independente disso, o primor narrativo de Nicácio não se perde. Ao contrário, fica evidente como domina a linguagem. Na segunda história, Empréstimo, é possível conferir essa premissa. Só senti falta da melhor distinção entre os episódios do passado e do presente da personagem – algo que, no final das contas, não prejudica o conto.Outros “causos” do álbum, a maioria escritos por Nicácio, são: Desertores; Permuta; Revertério; Rastejante (em minha opinião os melhores traços); Amaldiçoados, esta escrita por Iramir Araújo; O diabo da garrafa; e, O bezerro encantado. Ao final há um conto de Bruno Azevêdo (roteirista, romancista) e a galeria de imagens ilustradas por Nicácio. Como abertura para cada uma das histórias, há uma ilustração de artistas convidados ou do próprio autor. Os convidados são: Mozart Couto, Julio Shimamoto, Ronilson Freire, Joseph Bruno e Marcos Caldas.Como pontos negativos ressalto um, em especial, que extrapola o trabalho de Nicácio: a submissão do artista ao “politicamente correto”. Atualmente existe uma verdadeira caça às bruxas no referente a termos, panoramas e circunstâncias para determinado linguajar, expressão ou cena. Nicácio se rende, em particular, ao que se concerne ao termo “negro”. Na última história, que se passa na época da escravidão, as personagens – escravocratas – se referem aos seus escravos como “negros”. Historicamente o uso desse termo é anacrônico (para não dizer errado) pelo fato de que não havia respeito às pessoas negras. No período, os negros eram chamados de pretos, e pronto. Ao meu ver, antes de um termo que venha a suscitar toda uma carga (possivelmente) preconceituosa, o emprego do “preto” ao invés de “negro” aproximaria mais a história narrada à época de fato. Na parte de balonagem, quem a fez poderia ter tido um pouco mais de atenção em alguns momentos. Em raras ocasiões, há textos tortos e mau aproveitamento de espaço no quadro na hora de decidir onde colocar os balões. Nada que atrapalhe a qualidade do álbum. Mas, por exemplo, há balões que cobrem parte do desenho sem ter necessidade, uma vez que há espaço suficiente no quadro para o balão e o texto, sem precisar interferir na imagem. De maneira geral, (para não estragar a surpresa dos leitores, reservo-me o direito de não descrever as histórias por serem contos curtos) são HQs que versão sobre as mazelas e dificuldades do homem do sertão. Em meio a isso realidade e misticismo tomam forma, como é característico das narrativas fantásticas sertanejas. Na abertura do livro, o jornalista e editor, [...]



Defesa e lançamento da Camiño di Rato # 6

2013-03-26T07:26:42.682-07:00

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Resenha: Som das Águas

2013-01-16T18:44:17.212-08:00

Por Elydio dos Santos Neto*Finalmente consigo lhe escrever algo sobre o seu último fanzine que recebi: SOM DAS ÁGUAS.Gostei muito do fanzine, de modo especial por ser obra artesanal, onde se vê a mão humana presente de modo intenso. Não que seja contra os fanzines feitos digitalmente, ou por outra forma, pois afinal a mão humana está ali também. Porém, gosto do artesanal, do papel, da cola, da tesoura, do durex, da caligrafia do/a criador/a, da dúvida, da insegurança, do vacilo, do registro final, do resultado que superou os medos.De modo ainda mais especial me tocou a HQ escrita por Matheus Moura e desenhada por Vinicius Posteraro. Bela história e bela arte. Vocês conseguiram criar um clima de tensão muito interessante: medo, esforço por salvação, ameaça de destruição, expulsão do perigo, sangue, nascimento e alívio pela libertação. Lembrou-me, de imediato, o que Grof fala sobre as Matrizes Perinatais II, III e IV, quando da experiência de nosso nascimento. Explico-me recorrendo a Grof.Segundo ele em nossa consciência, que abrange também o inconsciente, há um nível fundamental que ele chama de perinatal, que diz respeito à memória e ao aprendizado experimentado por ocasião do processo de nascimento dos seres humanos, processo este que Grof chama de morte-renascimento, por toda dramaticidade e risco que traz. Sua cartografia sugere a existência, no nível perinatal, de quatro matrizes de aprendizado que se constituem neste momento e que, embora permaneçam inconscientes, atuam na vida pós-uterina, participando da definição de nossas características pessoais. São as Matrizes Perinatais Básicas (MPB):Matriz Perinatal Básica I (MPBI): também chamada por Grof de O Universo Amniótico: esta matriz tem sua base biológica na unidade simbiótica entre o feto e o organismo materno. A experiência do feto pode ser uma experiência de conforto, segurança, tranqüilidade e paz – o que o autor chama de “berço bom” - ou pode ser uma experiência de distúrbios, desconfortos e inseguranças, especialmente nos períodos finais da gestação, o “berço ruim”. Para Grof a qualidade da experiência na vida intra-uterina é um dos determinantes de comportamento futuro do sujeito humano, obviamente que em combinação com inúmeros outros fatores da vida pós-uterina.MPBII ou Devoração Cósmica Sem Saída: ocorre no segundo momento biológico do parto e é uma situação de enorme tensão para o feto uma vez que se inicia o processo que prepara o nascimento. A sensação para o feto é tão crítica, principalmente se este experimentou o “berço bom”, que Grof denominou esta matriz de devoração cósmica. Na vida pós-uterina esta matriz associa-se a situações de estar sem saída e sem esperança pela dimensão de opressão. Permanecer preso a esta sensação pode facilitar o sujeito, em sua vida pós-uterina, assumir o papel de vítima em sua vida cotidiana.MPBIII ou A Luta Morte-Renascimento: esta matriz corresponde ao terceiro momento do parto, quando o feto começa a travessia pelo canal do nascimento. É um momento de luta e esperança. Luta porque a situação é ainda de muita opressão, mas, ao mesmo tempo, é de esperança porque é a possibilidade de fazer a travessia e superar as ameaças deste momento. Este momento é crucial porque a morte física pode, de fato. ocorrer e a morte para a vida do útero ocorre efetivamente.MPBIV ou Experiência de Morte e Renascimento: é o ápice do processo de nascimento[...]



Lançamento: Som das Águas (zine)

2012-12-24T13:18:29.411-08:00




Som das Águas – zine em 8 páginas, formato meio A4 – possui em suas páginas a história em quadrinhos Sem título 2, escrita por Matheus Moura e desenhada por Vinicius Posteraro. Material artesanal (estêncil/recorta/cola/dobradura, que faz de cada exemplar um original) com tiragem limitada em 50 exemplares – numerados. Para encomendas, escrevam para: caminhodirato@gmail.com– Custo: R$ 3,00 – para despesas de correio. 





Crying Freeman, de Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami

2012-11-13T04:28:02.474-08:00

Impulsionado pelo enorme sucesso de Lobo Solitário (Kozure Ookami, no original) no Brasil, em 2007 foram publicadas três obras do roteirista Kazuo Koike, fora seu expoente máximo que chegou ao fim no número 28. Crying Freeman (Panini) – parceria de Koike com o desenhista Ryoichi Ikegami – é uma dessas obras (as outras são Yuki - Vingança na Neve e Samurai Executor). Como Lobo Solitário, Crying Freeman já havia sido lançado anteriormente no Brasil, porém, com o karma dos mangás nos anos 1990, não chegou nem à metade pela editora Nova Sampa.Diferente dos outros trabalhos de Koike publicados no passado, os quais têm como pano de fundo o Japão medieval, ou ao menos a época de transição – vide Yuki – Crying Freeman se passa durante o final da década de 1980, período em que a HQ fora escrita. A trama gira em torno de Yo Hinomura, ou, como ficará conhecido mais tarde, o Crying Freeman do título. Yo é um ceramista japonês de sucesso que, em uma exposição em Nova Iorque, descobre algumas fotografias de um assassinato escondidas em uma de suas peças e decide entregá-las à polícia japonesa. Na volta ele sofre um atentado e é seqüestrado pela organização criminosa chinesa Os 108 Dragões, considerada a maior do mundo. Os 108 Dragões então fazem uma espécie de treinamento para controle de mente com Yo, o forçando a se tornar um assassino deles. Assim, Yo, passa a matar quem lhe ordenam e toda vez que termina um serviço chora pela morte de sua vítima, com isso recebe a alcunha de Crying Freeman – algo que, para o contexto da história, seria aquele o qual chora para ser livre.Após vários trabalhos bem sucedidos, é visto em Yo o potencial em se tornar o novo Dragão da organização - isso equivale a dizer “chefão” - para tanto ele passa por um rigoroso treinamento e, quando terminado, recebe a tatuagem do Dragão que percorre quase todo seu corpo. Outra “habilidade” de Yo é ser praticamente irresistível às mulheres, fator esse de suma importância para alguém em sua posição. Emu Hino é a mulher que se tornará a Tigresa – a parceira do Dragão. Ela vê Yo pela primeira vez matando um sujeito em plena luz do dia no Japão. Sabendo do perigo que corria, pois um assassino profissional não pode deixar uma testemunha viva, ela decide pedir a ele para tirar-lhe a virgindade antes de morrer. Quando o momento chega, Yo concorda com Emu - e como ela, ele ainda era virgem e se apaixona pela moça. Tem início a relação dos dois. No decorrer da série várias outras mulheres passam pela vida de Yo – que depois de tornar-se o líder dos 108 Dragões recebe o nome de Long Tai Yang – então é mostrada a necessidade do poder de conquista do líder da organização. Como várias histórias, Crying Freeman possui altos e baixos, entretanto nada que ofusque a qualidade geral da obra. Muitos podem achar desnecessária a grande quantidade de sexo nas páginas do mangá, mas vale lembrar que no Japão o sexo não possui a conotação pejorativa do ocidente. Ressalva quanto à ausência de órgãos genitais explicitamente representados - no Japão mesmo em Hentais não se desenham pelos pubianos e pênis; é uma das moralidades nipônicas. Algo estranho – e até um exagero por parte de Koike – foi dar a todos os grandes assassinos tatuagens próprias que simbolizam o caráter destes. Ikegami e seus traços sóbrios e macios dão um toque especia[...]



Ao Mestre com Carinho - Rodolfo Zalla (DVD)

2012-11-07T03:00:11.361-08:00

Além de prolífico cartunista, Marcio Baraldi tem como qualidade ser totalmente empolgado e entusiasta dos quadrinhos brasileiros. Pontos fortes esses que ficam evidentes no recém-lançado DVD Ao Mestre com Carinho - Rodolfo Zalla (2012), produzido, idealizado e executado por Baraldi. Rodolfo Zalla, para quem não conhece, é um dos maiores quadrinhistas que o Brasil já teve ou abrigou. Isso porque Zalla é argentino. Na década de 1960 veio para o país e aqui, juntamente com Jayme Cortez, Nico Rosso, Flavio Colin, Julio Shimamoto dentre tantos outros, ajudou a solidificar o mercado naqueles tempos. E, assim como os mencionados autores, é um mestre do horror e criador incansável. Tanto que até hoje produz, tendo publicado, há pouco, histórias de terror e ilustrações de capa para a nova versão da Calafrio – antiga revista editada pelo próprio Zalla durante 18 anos. Nesse documentário-homenagem é possível conhecer um pouco mais sobre a vida, obra e produção de Rodolfo Zalla por ele mesmo. A edição simples e eficaz do DVD proporciona uma viagem no tempo ilustrada por HQs saudosistas do que se pode chamar de a Era de Ouro dos Quadrinhos Brasileiros. Zalla discorre sobre suas editoras, produções em conjunto, criação de personagens, censura, polêmicas quanto a plágio e muito mais – há até capas originais e inéditas!. Ao todo são 72 minutos de filme/entrevista. Como extras há: Capas coloridas, Galeria de fotos e artes e Causos engraçados. Na parte de produção, chama atenção o esmero de Baraldi na realização do material. Na parte interna da caixa do disco há um glossário que situa o leitor quanto as personalidades e editoras da geração de Zalla. O texto/sinopse, apesar de curto, apresenta bem o autor sem dar brechas para possíveis dúvidas do público quanto a quem é e a importância de Rodolfo Zalla para a história dos quadrinhos brasileiros. Ao Mestre com Carinho - Rodolfo Zalla está a venda por R$ 15,00 e pode ser adquiro na loja virtual Comix neste link. Se todo grande mestre de qualquer tipo de arte recebesse uma homenagem como essa, o mundo careceria menos da falta de memória cultural, além de ser amenizada as omissões e os descasos com autores excepcionais eclipsados pelo tempo.  [...]