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Fé Verdadeira para um mundo Real





Updated: 2016-09-25T08:31:32.740-03:00

 



O Escândalo da Graça

2014-02-12T23:54:16.411-02:00

É possível que você já tenha se acostumado com ela, mas a graça escandaliza. Seus efeitos na história são belos. Mesmo assim, antes de serem agentes de sua manifestação na vida do próximo muitas pessoas se perguntam se valerá a pena o esforço.Vivemos em um mundo de recompensas. E do tipo onde retribuição só faz sentido se acontecer na mesma moeda e em proporção igual ou maior ao que se recebeu. “Olho por olho. dente por dente” virou álibi para se fazer o que quiser contra quem fez algo contra si. Quem assim pensa nunca entendeu Moisés, já que seu intento era exatamente o de não coibir os excessos da retribuição. Jesus não mudou a dinâmica. As recompensas ainda dão o tom da caminhada humana. A diferença é que o Nazareno nos ensinou que as retribuições não precisam ser, necessariamente, da mesma natureza do que foi recebido. Nem pautadas apenas pelo crivo do mérito.O Filho de Deus subverteu a ordem das relações humanas mostrando que, em muitos casos, o efeito pedagógico é maior quando se retribui não a partir do mérito, mas do imerecimento. E chamou essa escolha de graça. Foi exatamente a opção de Deus para resgatar a humanidade. Graça é a escandalosa escolha de surpreender quem imagina receber o troco no mesmo mal que antes pagou. É mostrar quão subversiva a bondade pode ser na história da humanidade. É acompanhar Deus no movimento de mudar o mundo mostrando que tão importante quanto o que o que se faz é a forma como se reage ao que é feito.[...]



A Utilidade da Utopia

2013-12-26T12:35:27.691-02:00

Fernando Birri, cineasta argentino, foi perguntado em uma palestra sobre a utilidade da utopia. Eis a resposta:

“Para que serve a utopia? A Utopia está lá no horizonte. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Me aproximo dois passos, ela se distancia dois passos. Caminho dez passos, ela se distancia dez passos. Quanto mais a procure, menos a encontrarei. Quanto mais eu me aproximo, mais ela se distancia. Qual sua utilidade, então? A utopia serve para isso; para me fazer caminhar.”

A bela citação foi feita por Eduardo Galeano, em um vídeo que vale ser assistido do início ao fim.







Fora dos muros da igreja

2013-11-16T14:57:04.283-02:00

Fosse a igreja um castelo, muitos de seus membros seriam como os príncipes que sempre viveram dentro dos seus muros. É sabido de todos que, em tese, muros existem para oferecer segurança. Desde o início da história dos homens protegem os indivíduos e civilizações de seus inimigos. Todavia, a vida dentro dos muros também produz seus efeitos colaterais.Há fases da vida para as quais se cercar por todos os lados é uma questão de necessidade. De que forma proteger os pequenos e indefesos, senão oferecendo-lhes a segurança dos ‘muros’ – seja lá o que os represente? Sem se sentir seguro dificilmente alguém é encorajado a prosseguir.Em outros momentos, no entanto, os outrora necessários muros precisam ser derrubados. Afinal, por mais estruturados que sejam os nossos ‘castelos’, nenhum deles jamais nos oferecerá tudo o que precisamos para viver. Explorar com sabedoria o universo para além dos muros é tarefa de quem deseja não apenas prosseguir, mas caminhar como gente grande.É necessário estar atento e discernir quando os muros da igreja precisam ser derrubados. É a única maneira de se perceber como Deus está agindo do lado de fora. Não foi à toa que o salmista disse, “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe; o mundo e os que nele habitam”. Imbuído pelo mesmo espírito, Abraham Kuyper afirmou que “não há centímetro quadrado deste mundo do qual Cristo não possa dizer: é meu”. Como cristãos que galgam a maturidade, nossa tarefa é a de conhecer cada canto dos nossos castelos e, então, explorar o mundo que se esconde para além dos seus muros. Ainda que assustador para alguns, descobrimos que jamais nos sentiremos plenos a menos que, escravos do evangelho da graça, vivermos a liberdade para a qual Cristo nos libertou.[...]



Antes da Reforma

2013-10-28T10:44:36.540-02:00

Estamos a poucos dias do aniversário da Reforma Protestante, comemorado no dia 31 de Outubro. Fosse este o ano de 1517, estaríamos a 72 horas de um dos maiores acontecimentos da história do Cristianismo. Tão importante foi este movimento para os cristãos de tradição Protestante que, para muitos, nossa história começa ali – em pleno século XVI.É bem verdade que antes da Reforma o Cristianismo vivia dias que seus historiadores classificam como o ‘período das trevas’. A Idade Média foi uma era de atrocidades cometidas em nome de Deus. A politização da religião somada à ignorância por parte da maior parcela da população em relação às Escrituras Sagradas facilitou um sistema de manipulação da fé das massas.Contudo, não podemos nos esquecer que antes da Reforma também havia vida na Igreja. Por maior que seja a importância dos reformadores, Lutero e Calvino não foram os únicos, nem mesmo os maiores homens que Deus levantou na história. Muitos outros homens e mulheres – conhecidos e anônimos – foram usados por Deus para que o evangelho fosse proclamado e vidas fossem transformadas. Nenhum evento, senão o nascimento de Jesus em Belém, carrega em si a prerrogativa de ser “o” marco da história. Não à toa apenas a chegada de Deus entre os homens dividiu o mundo em “antes” e “depois”.Olhar para a Reforma, da qual estamos distantes 496 anos, deve nos mover em duas direções: humildade e inspiração. Humildade, tendo em vista que por mais belo que o movimento tenha sido, Cristo nunca deixou de trabalhar através de sua igreja desde o Pentecostes – mesmo nos seus períodos mais sombrios. Não somos, os Protestantes, como às vezes pretendemos, “a última bolacha do pacote”. Inspiração, por sua vez, pois o maior legado que nos deixaram os reformadores não foi a doutrina da justificação pela fé – como às vezes imaginamos. Este legado é de Paulo, o apóstolo. Sua preciosa herança foi a percepção de que podemos, sob a graça do Cristo, nos levantar em temor e ousadia e lutar para que a igreja retome o rumo que nunca deveria ter perdido.[...]



O pão nosso de cada dia

2013-10-19T22:47:04.738-03:00

Não é necessário estar muito atento aos acontecimentos para se perceber que vivemos em um mundo marcado pela injustiça. Escassez e abundância dividem as mesmas avenidas das nossas cidades – às vezes sem que se precise atravessar a calçada. E, nesse quadro de injustiça e desigualdade, nosso maior inimigo é a fome. Na lista dos 10 maiores riscos de saúde, a fome é o número 1. Ainda que o número de pessoas vivendo em fome crônica tenha baixado nas últimas duas décadas, os índices permanecem assustadores. 860 milhões de pessoas passam fome no mundo. Destas 130 milhões vivem em fome crônica. Dos problemas solucionáveis que a humanidade enfrenta, a fome é o maior.E qual resposta a fé cristã apresenta para esse dilema?O salmista disse, certa vez, nunca ter visto o justo desamparado, nem a sua descendência mendigar o pão. Todavia, os dados são inegáveis! Será que só incrédulos padecem desse grande mal? É certo que não. De qualquer forma, ainda que a resposta fosse positiva, não teria a igreja compromisso na reversão desse quadro na vida dos que sofrem fome e não crêem em Deus?Jesus nos ensinou a pedirmos pelo pão nosso de cada dia. E esta oração, quase toda na primeira pessoal do plural, foi ensinada depois da recomendação para que entrássemos em nosso quarto, onde estaríamos sozinhos com Deus. É belo perceber como no lugar da solitude Jesus nos ensina a conjugar verbos no plural.“O pão nosso de cada dia” nos faz lembrar que somos nós os responsáveis por fazer com que as palavras do salmista sejam uma realidade na vida de um número cada vez maior de pessoas. Perceber que nós somos as mãos de Deus em ação na história nos levará a uma jornada de engajamento na luta contra a injustiça e a desigualdade. Não há outra escolha. Afinal, o reino de Deus já chegou entre nós![...]



Quem é Jesus?

2013-10-01T15:40:50.439-03:00

Certa vez, na região de Cesaréia, Jesus interrogou seus discípulos a respeito de si mesmo. Ele estava interessado em saber o que o povo dizia a seu respeito. Havia uma certa dúvida com relação à sua pessoa entre aqueles homens. Uns diziam ser Ele João Batista; outros Elias; e havia ainda os que diziam que era um dos profetas. O Mestre redireciona, então, a pergunta aos seus seguidores: “E vocês? Quem vocês dizem que eu sou?"Creio ser esta uma questão fundamental aos discípulos de Jesus. Qual o entendimento que temos sobre a Sua pessoa? Não há dúvida sobre o fato de que a visão de Pedro e dos demais discípulos deveria ser diferente da maneira como a multidão enxergava Jesus. A resposta de Simão Pedro não poderia ser outra que não: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” Saber quem era aquele diante do qual estava o diferenciava dos demais homens.Do mesmo modo, é de crucial importância termos a resposta para este questionamento. Quem é Jesus para nós? Esta simples pergunta se torna fundamental uma vez que a partir dela nosso relacionamento com Ele será direcionado. Como cristãos, nossa resposta tem de ser como a de Pedro: Tu és o ungido, o Filho de Deus! Biblicamente não há relação saudável com o Senhor Jesus sem que tal entendimento seja claro em nossas mentes. Não apenas um dos profetas, não Elias ou João Batista, mas o Cristo!Temo que a Igreja dos nossos dias esteja repleta de homens como o povo de Cesaréia. Pessoas maravilhadas com o que faz Jesus, com Seus milagres e Seu poder, mas completamente equivocados na compreensão de Sua pessoa. “Pouco importa saber quem é o Deus a quem servimos, contanto que Ele continue a fazer o que tiver que ser feito para nos abençoar” é o que muitos pensam.A maneira como o Senhor se dirige a Pedro por causa de sua resposta mostra-nos claramente que o interesse do Mestre está em saber se temos entendido de modo correto quem Ele é. Mais do que nos importarmos com o que Ele faz, precisamos saber quem Ele é, ou ficaremos sempre como aqueles que mesmo tendo ouvido falar dEle, jamais o conheceram. Estejamos prontos para, como Pedro, falar: Tu és o Filho do Deus vivo! Isto alegrará o coração do Nosso Senhor e mostrará que temos recebido do Pai a correta revelação do Seu Filho Amado![...]



O que fazer com o passado

2013-09-08T15:19:16.766-03:00

Não são poucas as pessoas que não sabem o que fazer com o passado. Não me refiro, por passado, àquilo que de glorioso faz parte de nossa história; as vitórias e conquistas que com alegria compartilhamos com todos aqueles com os quais temos oportunidade de falar de nossa vida. Falo de experiências, traumas e recordações que não nos deixam seguir adiante.Desde que o mundo é mundo, a prisão que mais enclausura as pessoas se chama “consciência”. É impressionante como indivíduos são reféns dos registros emocionais – algumas vezes de dezenas de anos – que as experiências vivenciadas lhes proporcionam. “O que fazer com o passado?” é o grito de desespero de muita gente que já não encontra forças para avançar.A Bíblia nos ensina que com Cristo nós somos encorajados a deixarmos o que para trás ficou e seguirmos adiante para o alvo da soberana vocação. Apesar de haver quem diga que teremos que carregar para sempre cada aspecto de nossa história, a boa notícia do evangelho é a de que Cristo não nos obriga a carregar o que ele mesmo já carregou na cruz.Outra recomendação da Bíblia é a de que não nos deixemos amedrontar pela crueldade com a qual muitas vezes nos apresentam o que fizemos. O tentador constantemente nos procurará diminuir a estima e abalar a fé, fazendo-nos lembrar da gravidade dos nossos erros e do quão incapazes somos de nos apresentarmos a Deus – tendo em vista as “terríveis coisas que fizemos”.É bem verdade que cada pecado cometido é uma terrível afronta ao Deus que nos criou. Todavia, aprouve ao Criador não imputar sobre nós as nossas transgressões, já que nos lugar delas Ele resolveu nos emprestar a justiça do seu Filho. Sim! Fizemos terríveis coisas contra Deus. E Aquele contra o qual pecamos, ciente dos nossos erros, escolheu graciosamente nos perdoar. Portanto, como perguntou o apóstolo Paulo, “quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Cristo quem os justifica!”.Repito! Há quem não consiga mais caminhar de tão pesada que está a jornada. Gente que pensa não poder se desvencilhar das escolhas erradas que um dia fez. Deixe para trás tudo aquilo que não passa de enfado para a alma, e ignore a voz do tentador. Lembre-se, as palavras de Cristo a nosso respeito foram: Pai, perdoa-lhes pois eles não sabem o que fazem![...]



Será que ele pode?

2013-09-02T14:59:25.783-03:00

São muitas as razões que nos levam a questionar o poder de Deus. Orações não atendidas, circunstâncias desfavoráveis inalteradas, dúvidas não esclarecidas. Há, inclusive, sofismas que se propõem a – de forma infantil e sem sucesso, vale destacar – questionar a veracidade do poder de Deus.No fundo, estes questionamentos não passam de tentativas de descobrirmos o limite da atuação da mão de Deus na história. Prevermos o que Deus pode fazer é uma forma de controlarmos nossa ansiedade, diminuindo a sensação de insegurança provocada pelas incertezas do futuro.Se a questão é saber se o Eterno pode, que fique então bem claro: todas as coisas, com algumas exceções, são possíveis ao Senhor! “Com algumas exceções”, porque há o que o Todo-Poderoso não possa fazer – por mais contraditório que isso soe. Deus não pode negar a si mesmo; também não pode fazer algo que seja contrário ao seu caráter; tampouco pode Deus mudar a natureza de seu ser. Do mais, não há o que ele não possa fazer.Acontece que saber se Deus pode fazer não nos dá a certeza de que ele irá fazer. Porque o fato de o Criador ter poder para realizar algo por nós ou em nós não significa que ele tem a obrigação de fazer o que sabemos estar dentro de suas possibilidades. Deus faz, segundo a Bíblia, aquilo que lhe apraz.Nossa grande pergunta, portanto, não deve ser se Deus tem poder para operar o que achamos que suas mãos devem realizar. Antes, deve ser se aquilo que desejamos que seja feito expressa a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Como já dito, quase tudo o Todo-Poderoso é capaz fazer. Portanto, resta-nos descansar e crer que mais importante do que saber o que pode ser feito é compreender o que deve ser feito. E isso ele sabe muito bem![...]



Amizade (por C.S.Lewis)

2013-08-26T16:21:02.809-03:00

"... Em cada um de meus amigos há algo que apenas outro amigo pode fazer surgir plenamente. Sozinho, não sou grande o bastante para convidar o homem a trazer este algo à tona; preciso de outras luzes que não a minha para revelar todas as suas facetas. Agora que Charles [Williams] está morto, jamais tornarei a ver a reação de Ronald [Tolkien] ante uma piada específica de Charles. Em vez de ter mais de Ronald, tendo-o mais "para mim" agora que Charles se foi, tenho ainda menos de Ronald (...) Neste aspecto, a amizade exibe uma gloriosa "proximidade por semelhança" com o próprio, onde a multidão de abençoados (que homem algum pode contar) aumenta o desfrute que cada um de nós tem de Deus. Para cada alma, o fato de vê-Lo à sua própria maneira, sem dúvida, serve para comunicar essa visão única para todos os outros. Este, diz um antigo autor, é o porquê de os Serafins da visão de Isaías clamarem: 'Santo, Santo, Santo' uns aos outros (Isaías 6.3). Quanto mais dividirmos dessa maneira o pão celestial entre nós, mais dele teremos".
                                                             
                                                                      C. S. Lewis, sobre a amizade, em Os Quatro Amores.

Amigos. Quem vive sem eles? É por isso que, segundo Tim Keller, "é necessária toda uma comunidade para conhecer um indivíduo".




Garantida Salvação

2013-08-18T17:25:21.491-03:00

Ainda hoje me deparo com um número grande de cristãos que sofrem angustiados por não saberem ao certo se estão salvos ou não. Gente que entendeu o evangelho, que rendeu o coração a Jesus, que procura viver guardando a Palavra de Deus, mas que por saber que é pecadora diz não ter certeza se “quando encontrar-se com Deus, algum pecado cometido a terá feito perder a salvação ou não” – como costumam dizer.Deve ser terrível viver tendo por incerto o seu destino final. Não saber para onde se vai depois que esta vida se acabar é uma das fontes de tormenta para muita gente. Faz sentido, por isso, alguém que não encontrou a esperança cristã preocupar-se com sua salvação. Um discípulo de Jesus, todavia, deveria descansar no ensino das Escrituras sobre o assunto.Jesus certa vez se apresentou como o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. Nesta mesma ocasião, disse que as ovelhas que seu Pai lhe dava ninguém seria capaz de tirar de suas mãos. Paulo, escrevendo aos Romanos, afirmou que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Jesus. Antes disso, perguntou que condenação poderia haver a quem está em Cristo.De todas as passagens bíblicas que falam da garantia de nossa salvação, encanto-me de forma especial com o discurso de Paulo aos gálatas. Segundo o apóstolo, o Espírito Santo é o penhor da nossa herança até o dia de Cristo Jesus. O que o apóstolo está dizendo é que a presença do Espírito de Cristo em nós é o selo que garante nossa vida eterna até o dia do juízo final, quando a obra que o Senhor começou a fazer em nós for completada.Nossa salvação está garantida porque depende exclusivamente da graça de Cristo. Dizer que um cristão perde sua salvação é afirmar que teve algum pecado cometido por esta pessoa que o sacrifício de Jesus não foi capaz de perdoar. Ao bradar “está consumado” nosso Senhor revelou que a salvação daqueles que nele depositam sua fé e esperança está garantida. Até quando? Pelos séculos dos séculos.[...]



Sobre a suposta "cura gay"

2013-06-25T12:55:54.388-03:00

Pra quem ainda não entendeu o Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do Dep. João Campos (PSDB-Go), batizado maldosamente de "Cura Gay", vale a pena se informar antes de tomar partido (qualquer que seja).O Projeto visa fazer cair o parágrafo único do Art 3º e o Art 4º da resolução do CFP nº 1/99, de 1 de Março de 1999.Parágrafo único do Art 3º - "Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades". Artigo 4º - "Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".Qualquer profissional de psicologia que atue de forma ética sabe que: (1) "cura" é uma expressão da qual a psicologia não se utiliza; (2) homossexualidade não é doença e, por isso, não precisa de cura; (3) nenhum processo terapêutico se dá por imposição; (4) qualquer tentativa de coação é passível de justa punição.Dito isto, é importante lembrar que tanto heterossexuais quanto homossexuais podem ter questões a serem resolvidas com a sua sexualidade (bem como com qualquer outro aspecto de sua vida) e, se desejosos, podem buscar auxílio de um profissional para lidarem com as mesmas.De acordo com a resolução do CFP, se um heterossexual tiver questões com sua sexualidade não há problema em buscar orientação profissional para melhor auto conhecimento e capacidade de lidar com o que o aflige. Caso quem tenha alguma questão com sua sexualidade seja um homossexual, então a orientação profissional para melhor auto conhecimento e capacidade de lidar com o que o aflige não pode ser oferecida. O fato de homossexualidade/heterossexualidade não serem indicadores saúde ou doença não significa que homossexuais/heterossexuais não possam buscar terapia para lidar com questões relacionadas à sua orientação sexual.No fundo, a resolução do CFP nada mais é do que uma tentativa de normatizar a atuação do profissional de psicologia a partir da opinião (nada além de opinião) de um segmento, bem como proibir um profissional de emitir uma opinião de valor (o que é garantido constitucionalmente).Que se casse quem promete serviços de curandeiro apresentando carteira de psicólogo. Quem coage terceiros a qualquer tipo de tratamento. Mas que se respeite a liberdade do indivíduo de buscar auxílio para o que ele (e não o conselho) desejar, bem como a liberdade do profissional de atuar de forma ética e comprometida com os valores da sua profissão, sem ser cerceado pelo achismo alheio.Vivemos em uma democracia. Não se espera unanimidade na forma de se pensar a resolução do CFP ou o PDL 234/11. Só não pode haver desonestidade intelectual - que é exatamente o que acontece cada vez que se chama a PDL 234/11 de "Cura Gay".[...]



Sou Pastor

2013-06-19T15:31:05.084-03:00

Poucas palavras são tão vexatórias nos dias de hoje como o termo 'pastor'. O constrangimento ao qual muitas vezes são submetidos aqueles que trilham com temor essa jornada não é incomum diante do cenário atual. Há momentos nos quais, pela inescrupulosidade de uns, dá vontade de esconder a identidade como um agente secreto.

Outros momentos, contudo, fazem-me agradecer a Deus pela honra da vocação. A glória do sofrimento é um privilégio que talvez só quem foi chamado para cuidar do rebanho de Cristo entenda. Deixar que as feridas dos outros também dilacerem sua alma não é ônus, mas bônus da caminhada pastoral. Não porque haja na vocação um prazer pelas chagas, mas porque nela se descobre que o desconforto da dor, maior que seja, não chega perto da imensa satisfação que a solidariedade pastoral é capaz de proporcionar.

Hoje choro a perda de uma ovelha. Porque perder uma ovelha é como perder um pedaço de si. Conforta-me saber que a perdi para o Sumo Pastor, o Cristo que quando voltar enxugará dos olhos toda lágrima. Enquanto isso, quero continuar a caminhar ao lado de quem Deus me der a graça de pastorear - verbo do qual jamais espero ter de me envergonhar. Afinal de contas, constranjam-se aqueles que têm razão para tal. Sou pastor, e dou graças ao meu bom Deus por tão nobre vocação.



Hospital de Pecadores

2013-06-08T20:56:34.829-03:00

“A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores”. A frase de Abigail van Buren é uma excelente lembrança da natureza da comunidade dos discípulos de Jesus. Vez ou outra esquecemo-nos de quem somos, o que nos faz tomar atitudes incondizentes com a essência que carregamos.Não poucas vezes agimos como se a reunião dos seguidores de Cristo tivesse como propósito maior a exposição de suas virtudes, para que quem por ali passar perceba quão superiores e excelentes são aqueles que fazem parte daquele grupo. Portamo-nos como santos de outro mundo, expostos num galpão aos olhos de pecadores, habitantes deste mundo que jaz no maligno.Não que haja algum problema em revelarmos aos homens o que, em nós, seja digno de louvor. Foi o próprio Jesus quem disse: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. A santidade deve ser buscada como prioridade em nossa caminhada. Todavia, virtudes que se limitam a serem “expostas num museu” para nada mais servem, senão serem aplaudidas pelos homens.A comunidade de Jesus é formada por pessoas que têm tanto a santidade quanto a pecaminosidade como realidades que as marcam. Por isso, por mais que haja virtudes naqueles que a compõem, vez por outra homens e mulheres feridos pelas mais graves “enfermidades espirituais” achegam-se a ela. O que fazer? Nada, senão recebê-los para serem tratados pelas mãos daquele que já tratou das feridas de cada pecador que até então chegaram ali.O alvo da igreja de Jesus continua sendo a santidade, apresentada pelo Criador de forma imperativa: “Sede santos como seu sou santo!” Não obstante, jamais devemos nos esquecer que somos, todos, participantes de uma raça ferida pela tragédia do pecado. Feridos, mas sob os cuidados de um Deus que tem prazer de tratar de cada uma das nossas chagas.[...]



Pastorear

2013-04-09T10:39:41.554-03:00

... Pastorear é permitir que a ferida do outro dilacere a sua alma ...



Diante da morte

2013-01-28T14:24:22.262-02:00

Diante da morte...... fujo dessa espiritualidade heróica, que me obriga a rir quando meu coração pede pra chorar. ... fujo dessa necessidade besta que alguns vêem de fazer festa na casa do pranto. ... fujo da ingenuidade de achar que - por ter certeza de que, pela vitória de Cristo, vencerei a morte - estou imune à dor que ela me traz todas as vezes que se aproxima de mim.... fujo da tentativa de considerá-la normal, por saber que mais cedo ou mais tarde ela chegará. Ela é, por essência, disfuncional.... fujo da crueldade de encará-la como juízo divino só porque aconteceu a alguém que vivia com valores diferentes dos meus.... fujo do determinismo como resposta para as demandas de explicação.... fujo da tentativa de defender um Deus que não precisa de advogado.... fujo dela.... fujo de mim.... fujo pra cruz.[...]



Que Venha 2013

2012-12-31T09:10:24.250-02:00

Faço coro com a multidão que se surpreende com a velocidade com a qual 2012 passou. O ano já acabou, e muitas lembranças dos seus primeiros dias ainda estão vívidas na memória. Nenhum dia foi retirado do calendário. Foram exatamente 365 pequenos ciclos de 24h. A sensação, no entanto, foi de que o tempo voou.Junto com o tempo, voaram muitas outras coisas. Sonhos que esquecemos de amarrar à realidade, projetos que não saíram do papel, relacionamentos que não foram construídos com raízes profundas. Enfim, coisas facilmente levadas pela força do vento que faz tudo voar.Richard Foster corretamente diz que a superficialidade é a maldição dos nossos dias. Porque poucas coisas não passam da superfície, poucas coisas permanecem quando o vento [seja ele o que for] começa a soprar. Voa o que não se fincou na história. Voam os dias que são vividos de qualquer maneira. Voa o que tem que voar.Que venha 2013! E que com ele voem para os nossos lados sabedoria para fazermos de cada dia desse novo ciclo um tempo que se eternize em nossa história, força para fazermos com que cada sonho ancore na realidade e vontade para que cada relacionamento tenha raízes ainda mais profundas.Mesmo tendo voado, 2012 foi um ano incrível. Fica minha gratidão a Deus pelo privilégio de caminhar com gente tão querida, construindo em parceria uma bela história na expansão do reino dos céus e procurando perpetuar a missão do Nazareno entre os homens.[...]



Ortodoxia Generosa

2012-12-12T15:04:23.832-02:00

Nesta última semana, preparando-me para falar sobre a carta de Jesus à igreja em Sardes, na série “Um Recado Para Você” (que pode ser ouvida aqui), deparei-me com uma assustadoramente verdadeira afirmação do grande teólogo John Stott: “A sã doutrina por si não pode resgatar uma igreja da morte. A ortodoxia em si mesma pode algumas vezes ser morta.”Poucas vezes percebi tamanha perspicácia em enunciados teológicos. Afinal, geralmente achamos que o termo “sã doutrina” é inequivocamente bom. Ou seja, que mal pode decorrer do fato de guardarmos os enunciados da santa fé? Uma igreja ortodoxa é, indiscutivelmente, uma igreja saudável. Certo? Errado!Sardes, a possivelmente primeira igreja na história do Cristianismo caracterizada por uma fé nominal, é uma prova de que pode haver morte onde se guarda palavras de vida. Jesus critica a igreja por estar morta, mesmo tendo fama de viva. Como isso é possível?Isso é possível uma vez que nossa reputação diante dos homens não corresponde necessariamente à nossa realidade diante de Deus. É possível porque há quem tenha o evangelho guardado e, ainda assim, mantenha o Espírito apagado. É possível porque guardar o evangelho na mente não é o mesmo que honrar a Cristo no coração. Éfeso, outra igreja à qual Jesus escreve uma carta, foi criticada porque, a despeito de ser ortodoxa, havia abandonado o primeiro amor. Odiar o erro e o mal não é o mesmo que amar a Cristo. Não basta pensar correto; superior a esta está a tarefa de cultivar sua fé no exercício do amor que se revela pela submissão a Deus, imitação de Cristo, honra ao Espírito e serviço ao próximo. Isso se chama ortodoxia generosa.[...]



É Vocação

2012-08-20T17:20:47.690-03:00

Preocupados, sugeriram ao pastor 'não ouvir com o coração'. Com vontade de rir, mas respeitando aqueles que tão sem sentido [ainda que visando unicamente sua proteção] conselho davam, dizia a si mesmo: 

- Mas com que outro órgão, senão com o coração, um pastor poderia ouvir?

Parece que pensam que o ministério pastoral é ambiente de proteção. Erram em cheio! Em poucas atividades homens ficam tão expostos como no exercício do sagrado ministério. Sim! Pois pastorear é levar o coração na mão, emprestando-o a quem dele precisa, e deixando que Cristo trabalhe - a partir do seu coração - na vida do outro e - a partir do coração do outro - em sua vida.

Num ímpeto de auto-preservação, respondeu aos que tão somente tentavam protegê-lo:

- Tirem-me o coração, e serão responsáveis por arrancar junto minha vocação. 

Eles não entendiam. E não tinha como entender. Só vê beleza em se envolver com a [muitas vezes feia] vida do próximo quem ouviu de Cristo "apascenta as minhas ovelhas".

O ministério pastoral deve ser uma tortura para quem não foi vocacionado. Não àquele pastor! Ele sabia que seu chamado era deixar que as feridas dos outros dilacerassem o seu coração. Não como atitude de auto-punição, ou por qualquer tipo de prazer pelo sofrimento. Longe disso! Ele tão somente sabia que a seu tempo Deus cicatrizaria as feridas que, direta ou indiretamente, atingiram seu coração, bem como as daquele que dele precisou.

Até hoje não sabe se eles entenderam aquela conversa. Ao menos passaram a respeitar sua 'louca' atitude de sair por aí com o coração na mão, colocando-o em cima da mesa sempre que necessário, a fim de escutar direito o que de bom ou ruim os outros tinham a dizer.

Vai entender! Ou não. É vocação.



Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas

2012-07-23T09:59:49.028-03:00

“Sede perfeitos como perfeito é o vosso pai celeste”. Assim Jesus encerra uma de suas sessões no Sermão da Montanha. Chama seus discípulos ao nível máximo do compromisso com a santidade, ainda que ciente de sua incapacidade de cumprirem tal ordenança. Confesso que por muito tempo tive dificuldade de entender tamanha exigência de Jesus. O Mestre sabia a quem dirigia suas palavras. Eram homens que, por mais desejosos de honrar a Deus, enfrentavam dilemas e lutavam contra o pecado. Perfeição lhes era palavra estranha. Ainda assim Jesus a conclamou.Pelo alto padrão estabelecido pelo Nazareno, muitas pessoas equivocadamente pensam que o acesso à comunidade cristã está restrito a pessoas perfeitas. E esta percepção gera duas possíveis reações: frustração - para aqueles que descobrem que não são perfeitos; e orgulho - para aqueles que supõem-se (ainda que ilusoriamente) plenos.A perfeição exigida por Jesus não é requisito para entrada no reino dos céus. Se assim fosse, a comunidade do Nazareno seria igreja de um só membro: Ele. Antes, a perfeição exigida por Jesus é alvo a ser buscado por quem sabe que o padrão de Deus é a excelência, e que sua graça é ferramenta para que se chegue cada vez mais perto de tão distante ideal. No reino está proibida a entrada de pessoas perfeitas não porque elas não sejam bem-vindas, mas simplesmente porque elas não existem. Somos movidos pela utopia de que a perfeição está perto de nós. E conduzidos em transformação e aperfeiçoamento pelo próprio Cristo que, por graça e misericórdia, nos leva para juntos do Pai celeste.[...]



Um Brasil Evangélico?

2012-07-02T13:58:07.362-03:00

A edição de 30/06/12 do jornal O Globopublicou matéria de três páginas sobre a realidade religiosa do Brasil. Com base nos dados do último Censo do IBGE, o cenário religioso sofreu modificações consideráveis – em diversas direções – trazendo informações que em uns provocou alegria e em outros preocupação.De forma geral, os evangélicos reagiram positivamente ao seu crescimento estatístico.  Afinal de contas, crescer é sempre muito bom! Todavia, quais são as reais motivações de lutarmos para que, percentualmente, avancemos a cada Censo? O que desejamos? Um Brasil evangélico?No imaginário popular, os conceitos de Estado e nação se confundem. Para muitos, seremos uma nação santa quando tivermos um Estado religioso – e evangélico, de preferência. Por isso – pensam – quanto mais evangélicos no país, melhor! Mais influência política, mais poder, mais espaço para atuação.Todavia, Estados religiosos não produzem necessariamente nações santas. Mais do que mudanças numéricas, devemos ansiar por mudanças comportamentais. Uma sociedade santa em um Estado laico é dos maiores indicadores de que o reino de Deus está entre nós. Que os números nos façam celebrar; mas que nunca nos impressionem. E que jamais nos permitam perder o foco. Não é por transformar o Brasil em um Estado evangélico que vivemos e lutamos. É por fazer existir, nesse Estado laico, uma nação santa, transformada e influenciada pelos valores que o Criador imprimiu em nosso coração e nos revelou em sua santa Palavra. [...]



Um pastor

2012-06-18T15:31:45.604-03:00

Qualquer outra jornada poderia ter sido escolhida por ele. Mas alguma coisa em seu interior o dizia que a escolha já havia sido feita. Por mais frustrante que pudesse parecer para algumas pessoas (e oportunista para outras), 'pastorear' seria o verbo que qualificaria suas atividades a partir de então.

Por viver na igreja desde que se entende por gente, ingenuamente supunha saber exatamente o que era um pastor. Não demorou muito para que descobrisse que 'pastorear' é dos verbos mais difíceis de se conjugar.

O púlpito sempre foi sua paixão. Se Deus deixasse, faria do domingo o seu dia e do púlpito o seu local de trabalho. Bom que Deus não deixou! Porque assim como o domingo só faz sentido à luz dos outros seis dias, o púlpito só existe para facilitar a vida fora dele.

Foi quando descobriu que seu principal local de trabalho não está em nenhuma plataforma, mas no solo sagrado do coração daqueles com quem constrói uma caminhada. Foi quando percebeu que pastorear é mais do que pregar. É deixar a ferida do outro dilacerar sua própria alma, para que ambas sejam cicatrizadas juntas na caminhada. E a alegria do outro invadir seu coração, e ser celebrada como se sua fosse.

O púlpito ainda é uma paixão, mas descobriu outra maior do que ele. O templo ainda é o seu lugar de trabalho, mas descobriu um lugar mais sagrado do que ele. O culto ainda é o seu momento, mas descobriu um momento mais importante do que ele. 

Descobriu a gente; descobriu o coração; descobriu a vida.

Ele é um pastor.



De onde você fala?

2012-05-29T09:34:02.208-03:00


Você já reparou como todo mundo fala de um lugar? Não me refiro a um lugar geográfico, mas existencial. Todo discurso é feito a partir de uma realidade vivencial, de uma experiência. Cada palavra proferida carrega consigo parte da história de quem a profere.
Uma pergunta que você não sabe porque foi feita. Uma reação desmedida a uma palavra que você utilizou. Risos ou lágrimas que brotam quando determinado assunto é mencionado. Tudo isso é sinal de que a extensão do nosso discurso antecede o início do primeiro fonema e ultrapassa o fim da última sílaba pronunciada.
Saber desta verdade pode nos ajudar na manutenção de nossos relacionamentos. Talvez, dando-nos um pouco mais de paciência quando alguém disser algo em tom um pouco mais exasperado. Ou fazendo-nos aumentar o respeito pelos que riem ou choram, ainda que não saibamos o que os levaram a tal.
Relacionamentos são tão imprevisíveis quanto a direção do vento. Exatamente por esta razão, quanto mais soubermos acerca de sua dinâmica, mais capazes seremos de otimizá-los.
Diante de qualquer discurso – principalmente o seu próprio - pergunte a si mesmo: de onde você fala? Tente se lembrar do que havia antes de as palavras serem proferidas, e que o levou a dizer o que disse. Busque saber também o que, não tendo sido dito, continuou a ecoar dentro de si depois do ponto final. Sempre há mais coisa dita do que aquilo que é falado.



Pelo dia das mães

2012-05-13T16:50:18.444-03:00

Quem, nas relações interpessoais, exerce influência mais significativa sobre o outro do que uma mãe? Que papel social no mundo é mais valorizado do que o materno? Ponha lado a lado as figuras que um indivíduo representa nos âmbitos profissionais, familiares e sociais, e nenhuma delas será tão aclamada quanto a maternidade. As mães devem à Trindade o valor que recebem da sociedade. No início da história dos homens, a crise do primeiro casal quase acabou com a reputação da mulher. Mesmo tendo sido igualmente responsável por comer o fruto proibido, Adão culpou sua companheira por aquela situação. Ela foi punida, uma vez que havia infringido a lei. Todavia, Deus – rico em misericórdia – deixou claro que seria o descendente da mulher quem esmagaria a cabeça do descendente da serpente - que a havia engodado no jardim.A maternidade passou a ser, ali, a esperança para a redenção da humanidade. Para que a história dos homens voltasse a ser vivida em aliança com o Criador, a mulher precisaria ser mãe. E, até a vinda de Jesus, cada ventre materno representava de alguma forma a possibilidade de resgatar a comunhão com o Eterno, perdida no jardim.Mesmo depois da chegada do Descendente da mulher, a maternidade continua a brilhar. É como se, diante de cada gestação, Deus estivesse dizendo à humanidade: eu acredito em vocês! Mães carregam no ventre a esperança de que a raça que um dia quase colocou tudo a perder tenha cada vez mais representantes reconciliados pelo Descendente da mulher com o Criador.Parabéns, mães, por este dia![...]



Menos pode ser MAIS - IPB Recreio

2012-05-07T12:04:46.151-03:00


A partir de 01/07/12, a IPB Recreio terá uma nova dinâmica nas suas atividades das manhas de domingo. Reuniremos em um só encontro o melhor do culto e da escola dominical. Será um culto com cara de escola dominical; ou uma escola dominical com cara de culto. Depende da perspectiva!
Optamos por essa mudança, acreditando na necessidade de repensarmos nossa cultura religiosa local (sempre tão difícil de ser mexida), adaptando nosso modelo à realidade na qual vivemos e às necessidades que em nossa comunidade constatamos. Queremos uma escola dominical com louvor e oração. Queremos um culto com interação. Pensamos; repensamos... e concluímos: Menos pode ser MAIS. Não mais um encontro às 9h e outro às 10h15. Agora, ambos às 10h. Menos uma programação. Ainda assim, mais oração, mais louvor, mais palavra, mais comunhão e mais interação.

Ansioso por esse novo momento! E que venham mais bênçãos sobre nós.

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Dízimos e Ofertas

2012-04-19T07:56:30.432-03:00

1. O AssuntoPoucos assuntos estão tão desgastados no contexto eclesiástico como “dízimos e ofertas”. O legalismo de um lado e o mau caratismo de outro não ajudam em nada a conversarmos sobre esse tema. No meio dos dois grupos fica uma gente que fala cada vez menos sobre “dízimos e ofertas”, porque não quer ser identificada com os legalistas, nem com os aproveitadores.Há um trauma em relação ao tema, já que existe quem lide com a questão das contribuições da maneira mais irresponsável e demoníaca possível, desgastando o assunto e fazendo com que dízimo seja sinônimo de caça-níquel, igreja como sinônimo de cassino, pastor como sinônimo de malandro e crente como sinônimo de bobão. Dezenas de perguntas, por isso, são feitas, na tentativa de se entender e justificar essa prática comum à tradição judaico-cristã.2. O Antigo TestamentoQue o Antigo Testamento trata claramente sobre o assunto, é ponto pouco controverso. Antes da lei de Moisés, Caim e Abel apresentaram suas ofertas ao Senhor, e Abraão deu o dízimo dos espólios a Melquisedeque, depois de vencer a luta contra os reis de Sodoma e Gomorra. Depois da constituição de Israel como nação, o dízimo foi estabelecido como obrigatoriedade ao povo de Deus. O sustento da tribo de Levi, sem terra na divisão de Canaã pelas tribos, a manutenção da atividades religiosas, o auxílio ao pobre, à viúva e ao estrangeiro eram mantidos pelos dízimos do povo.3. O Novo TestamentoContudo, e no que concerne ao Novo Testamento? Estavam os gentios convertidos a Cristo obrigados a cumprir a lei de Moisés? Fazia, o dízimo, parte da prática da comunidade dos discípulos de Jesus?Quando o Mestre tratou o assunto nos evangelhos, o fez levando seus ouvintes a perceberem que o dízimo não poderia ser encarado como instrumento de compensação. Os fariseus davam o dízimo de tudo, mas negligenciavam a prática da justiça e da misericórdia. A estes, o Mestre disse: bom seria se vocês fizessem ambos; dessem o dízimo e praticassem a justiça e a misericórdia.As epístolas, especialmente as paulinas, lançam ainda mais luz sobre a compreensão do assunto. Aos coríntios, Paulo apresentou generosidade, gratidão, disposição, alegria e justiça como princípios estimuladores para a contribuição. Não houve estipulação de valor ou porcentagem. Os romanos, os gálatas, Timóteo e os leitores de João também foram estimulados à generosidade e liberalidade na contribuição. "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração", é o famoso conselho do apóstolo Paulo em 2 Coríntios, e o espírito do evangelho no tocante ao assunto.4. As ReaçõesDiversas são as reações quando se pensa no assunto nesses termos. Uns recebem a notícia com bons olhos - não por convicção, mas por pensarem no "benefício" de não precisarem dar 10% da renda para a igreja. Outros temem, por acharem que isso afetará a previsão orçamentária da comunidade local, e que já que o Novo Testamento não estabelece uma regra (e nós odiamos viver sem elas), 10% é um valor razoável para se tomar como padrão de contribução.Ambas as visões são reflexo da mesquinharia do nosso coração. Saber que o Novo Testamento não estipula porcentagem fixa para a contribuição faz o sujeito pensar [e celebrar] que, então, ele não precisa contribuir com 10%. Todavia, quem vê a não estipulação como atenuante [...]