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MERCADO DO BOLHÃO - TODA A INFORMAÇÃO ACTUALIZADA



Movimento Cívico e Estudantil



Updated: 2018-03-06T03:24:53.642+00:00

 



MERCADO DO BOLHÃO ESCORREGA EM MAIS UMA PROMESSA POLÍTICA

2012-08-05T21:41:27.821+01:00

fonte: lusaFoto: DRUma casca de banana para os comerciantes e para os utilizadores do Mercado Bolhão, é como a Associação Feiras e Mercados da Região Norte, classifica a promessa lançada em 2009, pela Câmara do Porto, para a intervenção no Mercado do Bolhão, com apoio do Igespar.Para além de adiada e indefinida data para o início das obras, afinal o orçamento da Câmara do Porto, prevê 1 milhão de euros para fazer face aos custos dos novos estudos e projectos, tal como anunciado recentemente no orçamento municipal, ao contrário do exposto 2009, pelo Presidente da Câmara, de que a assinatura do protocolo com o Igespar, permitiria elaborar um projecto sem custos para o Município e com prazos bem definidos.Associação Feiras e mercados da Região Norte, considera este processo “um castigo para os comerciantes, para os utilizadores, e para a cidade do Porto, num abandono e num silêncio fora do normal”.Com falta de respostas, vários associados, comerciantes do Mercado do Bolhão, apontam a solução para o mercado, sugerindo várias vezes a aplicação do projecto do arquitecto Joaquim Massena que está já aprovado pelo Ministério da Cultura, pela Câmara do Porto e já pago pelos cofres do Câmara.Os utilizadores e os comerciantes estão baralhados, desesperados e impacientes por respostas, querendo trabalhar, numa altura em que a gestão da cidade se faz no silêncio, sem ouvir as pessoas e utilizadores.Recorde-se que a primeira promessa assumida pelo Presidente Dr. Rui Rio, datava de 2005, referenciando que a reabilitação do Mercado do Bolhão estaria para breve, o que resultou em 2008, numa enorme convulsão na cidade, dadas as posições assumidas pela empresa TCN na demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão e transformação num shopping center.[...]



Jornal Público: "Dois mandatos à espera de um projecto cada vez mais parecido com o do Massena"

2009-12-03T13:59:17.067+00:00

artigo público (clicar)A inclusão de um parque de estacionamento no Bolhão agrada às associações dos comerciantes do mercado. Contudo, a Associação de Comerciantes do Mercado do Bolhão (ACMB) e a Associação Bolha de Água, têm algumas divergências - se a primeira não critica o andamento do processo, a segunda estranha que o projecto em curso se pareça, cada vez mais, com o do arquitecto Joaquim Massena, aprovado e pago pela Câmara do Porto, em 1998. Há cerca de um mês, os responsáveis da associação Bolha de Água reuniram-se com os técnicos da Direcção de Serviços de Bens Culturais da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), para saberem como corria o projecto de reabilitação do mercado, por isso, para eles, a construção de um parque de estacionamento público, com 90 lugares, na cave do Bolhão, não foi uma novidade. "De uma forma geral, acho que o projecto é bom, mas parece-me que se encaminha cada vez mais para o projecto do arquitecto Massena", diz Miguel Mendonça. Para o comerciante do exterior do mercado, esta constatação deixa-o perplexo: "Cada vez percebo menos porque andamos dois mandatos à espera que o doutor Rui Rio fizesse alguma coisa, e de um projecto cada vez mais parecido com o do Massena". Lembrando que o presidente da câmara explicara, em Dezembro do ano passado, que o projecto do arquitecto estava "desactualizado", Miguel Mendonça critica: "Se houvesse boa-fé, chamava-se o autor do projecto e pedia-se que fizesse as actualizações". Ainda assim, Miguel Mendonça considera que, no Bolhão, os comerciantes "começam a sentir que há uma luz ao fundo do túnel", apesar de os receios não terem desaparecido: "O medo que temos é que quando o projecto estiver pronto, a câmara venha dizer que não tem dinheiro para o concretizar". Já o líder da ACMB, Alcino Sousa, considera "óptima" a possibilidade de se construir um parque de estacionamento no Bolhão. O comerciante reuniu-se com o novo vereador do Urbanismo na Câmara do Porto, Gonçalo Gonçalves, mas só espera ter alguma novidade sobre o arranque das obras "para o final do ano". As obras devem começar em 2010.[...]



Bolhão: Entrega do projecto de reabilitação ao IGESPAR é um "erro político grosseiro"

2009-10-05T12:27:40.979+01:00

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Associação de Feiras e Mercados da Região Norte continua a preferir o projecto do arquitecto Massena e critica a “teimosia absoluta por parte de Rui Rio”


A entrega do projecto de reabilitação do Bolhão ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) é um “erro político grosseiro”. É a conclusão a que chega a Associação e Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN), depois de ter reunido com a arquitecta Paula Silva, directora do projecto.

A possibilidade de demolição dos pequenos espaços centenários de comércio tradicional, não se sabendo se voltarão a ser reconstruídas ou não, e a inviabilização da passagem subterrânea, destinada a um parque de estacionamento, até ao quarteirão da Antiga Casa Forte são algumas das questões que preocupam a AFMRN.

O facto de todo o actual projecto estar a ser pago com o erário público também não agrada à associação. Em declarações ao JPN, o presidente da AFMRN, Fernando Sá, admite que não consegue encontrar justificação para Rui Rio não querer avançar com o projecto gizado pelo arquitecto Joaquim Massena, já em 1998.

“Achamos que Rui Rio não quer implementar um projecto do tempo de Fernando Gomes. Desde que tomou posse que o projecto foi posto de parte”, diz ao JPN. “Trata-se de uma questão de pura teimosia”, continua.


Resgatar o projecto de Massena

O responsável explica que, inicialmente, o presidente justificava essa opção com o problema da falta de verbas, mas que agora se escusa a dar qualquer tipo de explicação para a recusa do projecto de Massena. Acusa, ainda, o autarca de se esquivar deste assunto em época de campanha para as eleições autárquicas. "Todos os outros candidatos têm referido a questão do Bolhão", comenta.

Para a AFMRN, seria de todo o interesse que a Câmara do Porto utilizasse o projecto engavetado de Massena, aprovado por todas as entidades necessárias, incluindo o IGESPAR. “Se o novo projecto vai ser pago com dinheiros públicos, por que é que não se aproveita o que já está na gaveta?”, questiona Fernando Sá. No entanto, visto o projecto ter já 11 anos, teriam de ser feitas algumas adaptações para que pudesse ser levado a cabo.

Antes de o projecto de reabilitação do mercado do Bolhão estar entregue ao IGESPAR, tinha sido adjudicado a uma empresa privada holandesa - a TramCroNe (TCN) -, que pretendia transformar o mercado num centro comercial, ideia que não agradou aos comerciantes, que defendiam que o mercado tradicional e a traça original daquele que é um dos edifícios mais emblemáticos do Porto deveriam ser mantidos.



Rio da Vila impede túnel entre Bolhão e núcleo de D. João I

2009-09-26T09:19:15.303+01:00

artigo: Jornal de Notícias

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O mercado do Bolhão (Porto) não terá um túnel pedonal de ligação ao futuro parque de estacionamento em execução no quarteirão de D. João I. A Direcção Regional da Cultura do Norte confirmou que essa obra é inviável.

O programa preliminar para a reconversão do mercado, defendido pelo Município do Porto, colocava a hipótese da ligação ao aparcamento subterrâneo a rasgar sob os edifícios da antiga Casa Forte. Mas a directora regional Paula Silva informou a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte de que a passagem está "inviabilizada por motivos técnicos" devido ao facto de, no subsolo da Rua de Sá da Bandeira, correr o rio da Vila, embora fosse favorável a essa construção.

Haverá, no entanto, tal como já foi noticiado, uma ligação subterrânea entre o mercado e a estação do metro. Na reunião com a associação que decorreu na semana passada, a arquitecta explicou que a avaliação da estabilidade do edifício do Bolhão trouxe boas notícias, uma vez que não existe já o elevado risco de ruína, apontado em 2005 pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Segundo a associação, não existirá "gravidade de maior", em termos de instabilidade estrutural, "no conjunto geral do mercado".

A novidade consta da acta, redigida pelos representantes da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte após a reunião com Paula Silva e enviada na passada quarta-feira por fax e pelo correio, para a Direcção Regional de Cultura do Norte.

No mesmo documento, a que o JN teve acesso, é referido que será necessário desmontar as "casinhas centenárias" existentes no terrado do mercado para a construção do espaço para cargas e descargas na cave. Algumas destas estruturas estão em más condições e, por isso, a directora regional não pode garantir a sua reconstrução. A vontade é mantê-las caso seja possível, apesar de, de acordo com a associação, a arquitecta Paula Silva considerar que possuem pouca importância no contexto do Bolhão.

À associação, foi dito ainda que foi "mais prudente a realização de um novo projecto de reabilitação" do mercado do que reformular o projecto de Joaquim Massena, na certeza de que essa adaptação "teria um custo elevado". Uma posição que é contestada pela associação. Em comunicado, recorda que muitos comerciantes do mercado defendem a execução, no imediato, do projecto do arquitecto Joaquim Massena já pago, concluído e "com todos os estudos técnicos e arquitectónicos actuais".

A associação entende que o adiamento das obras, com a "repetição de estudos técnicos e de projectos já realizados", procura apenas adormecer o "tema escaldante" da reconversão do Bolhão em época de eleições.

O encontro serviu, também, para esclarecer a concessão do mercado do Bom Sucesso. "Foi-nos comunicado que escolheram a proposta [da empresa Eusébios] por ser um mal menor das duas soluções a concurso. Ainda não há projecto", sublinhou o presidente da associação, indicando que a preocupação da Direcção Regional da Cultura é que o edifício do mercado do Bom Sucesso não seja descaracterizado.



"Programa para Bolhão é desgraçado para cidade" - referiu o Presidente da AFMRN

2009-07-26T12:59:21.322+01:00

Artigo Jornal de Notícias
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A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte alertou que o programa preliminar da Câmara do Porto para o Mercado do Bolhão "é desgraçado para a identidade" da cidade e abre "precedentes irreparáveis".

"O programa, lançado por Rui Rio e aceite pelo Ministério da Cultura, é desgraçado para a identidade do Porto, abrindo precedentes irreparáveis na cidade", refere o presidente da associação em comunicado.

No documento, Fernando Sá alerta que "a vontade de transformar o mercado num 'shopping' é muito clara", referindo-se à intenção de instalação de uma cobertura no mercado, e salienta que isso implicará "gastos energéticos muito elevados". "Reafirmo que o programa que a Câmara lançou é eleitoral, não defende os comerciantes nem a cidade, antes abre hipótese a centros comerciais e fecha as portas comércio tradicional", sustenta.

Recordando o protocolo celebrado em 18 de Dezembro passado entre o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e Rui Rio, a associação destaca que foi então prometida "celeridade e preservação do Bolhão". Contudo, "o que se constata é o silêncio, sucessivos adiamentos e o abandono dos comerciantes do mercado por falta de condições de trabalho".
Para o movimento, a solução passa por retomar projecto do arquitecto Joaquim Massena, "aprovado pela Câmara e pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, que reabilita o mercado e regenera a habitação e o comércio envolvente".

"Este projecto é inovador, respeita a vontade dos comerciantes e dos seus utilizadores, mantém o mercado de frescos e acrescenta novas valências nas áreas de restauração, dos espaços de ateliê e de exposições", diz, acrescentando que "abre ainda a hipótese do uso em diferentes horários".



"CÂMARA ADMITE ATRASOS NA REABILITAÇÃO DO MERCADO DO BOLHÃO"

2009-04-02T17:22:55.159+01:00

Artigo do jornal PúblicoDirecção Regional de Cultura do Norte destaca complexidade do processo, mas o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, acredita que o prazo global será cumpridoO processo de reabilitação do Mercado do Bolhão está atrasado, mas a Câmara do Porto acredita que é possível cumprir os prazos globais, que atiram o início das obras para 2010. Depois da aprovação do programa preliminar do mercado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), previa-se que em trinta dias estivesse concluído o projecto-base do novo Bolhão. Esse prazo terminou a 11 de Março e, por enquanto, não há previsões para a sua conclusão.O trabalho não é fácil e, pelas palavras da responsável da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), percebe-se que 30 dias era um prazo demasiado optimista para concluir um projecto-base. Em resposta escrita ao PÚBLICO, a directora desta entidade, Helena Gil, explica que foi constituída "uma equipa multidisciplinar na Direcção de Serviços dos Bens Culturais" da DRCN com vista à elaboração do projecto de recuperação do Bolhão que, por enquanto, "está a proceder a uma série de estudos e recolha de informação diversa".A equipa da DSBC/DRCN está, assim, envolvida na "compilação da documentação dispersa nos arquivos da Câmara do Porto (...) e seu estudo"; "na investigação histórica e documental, com consulta em diversos arquivos"; "na identificação e registo das principais patologias para elaboração do [respectivo] mapeamento"; e no "cruzamento de informação com outros projectos no local". Helena Gil explica que "este conhecimento exaustivo e prévio é indispensável para a elaboração do programa base do projecto de recuperação e reabilitação do Mercado do Bolhão, aguardando-se também a entrega, por parte da Câmara Municipal do Porto, do levantamento desenhado do Mercado do Bolhão em suporte digital, para a conclusão do mesmo". A directora da DRCN não especifica, contudo, para quando se prevê a conclusão deste trabalho.Ao PÚBLICO, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, admite a existência "de um ligeiro atraso" nesta fase do processo, mas garante estar confiante de que será ainda possível cumprir os prazos globais. "O prazo de 30 dias dado ao Igespar para elaborar o projecto-base sofreu um ligeiro atraso porque o levantamento que tínhamos na câmara não foi considerado com qualidade necessária e suficiente para elaborar um bom projecto", explica Lino Ferreira. O responsável pelo Urbanismo garante que a câmara "adjudicou em oito dias" um novo levantamento, contratualizando a sua entrega de forma faseada: "Para a elaboração do projecto-base o importante é ter um levantamento do edificado, sem grandes pormenores e que deve estar a ocorrer a qualquer momento. Na fase do projecto de execução será entregue o restante, já com todos os pormenores". Lino Ferreira acredita que o atraso actual será ultrapassado pelo facto de alguns projectos, que deveriam ser trabalhados em fases posteriores do processo, estarem já a avançar. "Exemplo disso é a consolidação das fundações na parte sul do edifício, que está já a ser trabalhada", diz. O programa preliminar para o mercado, elaborado pela autarquia, foi aprovado pelo Igespar a 11 de Fevereiro. De acordo com os prazos apontados pela autarquia, 30 dias depois deveria estar concluído o projecto-base, seguindo-se 60 dias de estudos prévios e mais 120 dias para o projecto de execução. Sem se referir em concreto ao atraso no processo, Helena Gil justifica: "O programa preliminar (...) contém alguns pressupostos que exigem uma grande ponderação e estudos aprofundados, nomeadamente, a instalação de uma cobertura (...) e as ligações subterrâneas ao parque de estacionamento da Praça D. João I e à estação de metro do Bolhão." [...]



Movimento Civico e Estudantil do Porto e Associação Feiras e Mercados da Região Norte lançam MANIFESTO À CIDADE

2009-02-01T11:34:27.715+00:00

- Porquê… adiar (novamente) a Reabilitação do Mercado do Bolhão para 2010?- Porquê… pagar (novamente) cerca de 1milhão de euros por outro Projecto?- Porquê transformar novamente o Mercado do Bolhão num Shopping? - Porquê … privatizar novamente o Mercado do Bolhão?2008 Na Avenida dos Aliados a 21 de Janeiro 2008 O Movimento Cívico e Estudantil e a Associação de Feiras, há cerca de um ano, realizaram um gesto cívico para impedir o horror que podia ter sido a demolição do Mercado do Bolhão, que a Câmara Municipal do Porto aprovou à empresa holandesa "TCN" a concepção, construção e exploração de um "SHOPPING", demolindo todo o seu interior, numa parceria público/privada, durante 70 anos (50+20). Perdia-se a "Alma Bolhão". Podia ter sido a morte de um ícone do Comércio Tradicional, num total e absoluto desrespeito pelas Pessoas e pela Memória Futura.Ao longo do ano de 2008, muitos foram os gestos cívicos que uniram os cidadãos, as associações e os movimentos, que contrariaram a demolição do Mercado do Bolhão, reconhecendo a Edilidade, a Câmara Municipal do Porto, o erro que podia ter sido cometido se estes cidadãos não se manifestassem.2009 Hoje na Cooperativa Árvore, dia 30 de Janeiro de 2009, O Movimento Cívico e Estudantil e a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, manifestam a sua discordância na forma como está a ser preparada a Reabilitação do Mercado do Bolhão pela Câmara do Porto que, em tese, resulta numa nova agressão ao Património e ao Erário Público, através de um Programa Preliminar, desastroso económica e funcionalmente, gastando em obras 20 milhões de euros (em vez dos 12,5 milhões previstos, no projecto aprovado em 1998), condicionando o desenvolvimento público do Mercado, com o acesso ao parque de estacionamento privado da "Casa Forte" e uma cobertura de Shopping em todo o seu interior, alterando as características Patrimoniais de relevo e composição única na Península de Mercado aberto pelo seu interior e consequentemente, os Comerciantes e os seus Utentes, perderão um dos maiores símbolos da cidade, à semelhança do que aconteceu com a demolição do Palácio de Cristal em 1951.O Movimento Cívico e Estudantil e a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, não deixarão de questionar: · 1. O Porquê… da Câmara Municipal do Porto iniciar as obras só em 2010 e consequentemente, até lá, provocar a saída dos comerciantes? – Quando pode iniciar as obras já em 2009, mantendo o mercado de frescos e alma de Bolhão, utilizando o projecto da cidade, aceite pelos comerciantes, aprovado em 1998 pela Câmara Municipal e todos os Organismos da Cidade, pago pelo erário público, cujas bases do concurso foram elaboradas pelo Centro de Estudos da Faculdade de Arquitectura do Porto, avaliado por um Júri de reconhecido mérito – Professores e Arquitectos Álvaro Siza Vieira e Duarte Castel-Branco, a Ordem dos Arquitectos e os representantes da Edilidade, entre Outras Individualidades;2. O Porquê… do Ministério da Cultura mandar elaborar outro projecto? - Quando aprovou em 1998 o projecto da cidade e terá de pagar novos honorários, cujos custos para o erário público, por certo, serão superiores a 1(um) milhão de euros, numa altura em que o País e os Portugueses estão em recessão económica, quando é necessário coadjuvar o tecido empresarial (com relevância para o comércio tradicional) e não deixar desactivar este espaço emblemático e identitário Social, Cultural e Económico desta Bela Região de Portugal.3. O Porquê… Destes dois Organismos, Ministério e Câmara, deixarem desde 1998 até 2010 que a actividade comercial desapareça do Mercado em com ela a sua "Alma" (em 1998 existiam cerca de 440 comerciantes, em 2008 cerca de 170), até 2010 será difícil para os comerciantes manter as suas actividades?4. O Porquê… Depois das ob[...]



MOVIMENTO CÍVICO E ESTUDANTIL CRITICA CÂMARA DO PORTO POR ADIAR NOVAMENTE AS OBRAS

2009-01-31T23:56:54.994+00:00

O Movimento Cívico e Estudantil do Porto (MCEP) e a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte criticaram hoje a autarquia portuense por adiar para 2010 as obras de recuperação do Mercado do Bolhão.

«É uma desresponsabilização da Câmara do Porto em relação ao Mercado do Bolhão porque irá provocar a desertificação do espaço», disse em conferência de imprensa Miguel Jeri, do Movimento Cívico e Estudantil.

Os representantes das duas estruturas consideram que «o adiamento não promove a vitalidade do Bolhão», defendendo, por isso, o início imediato das obras executando um projecto do arquitecto Joaquim Massena, aprovado em 1998, que é da Câmara do Porto e respeita o património.

«Não faz qualquer sentido mandar elaborar um outro projecto quando existe um que mantém a traça arquitectónica do edifício e respeita os interesses dos comerciantes», acrescentou Miguel Jeri.

Segundo este responsável, o programa preliminar apresentado pela Câmara do Porto visa «a privatização e a descaracterização do Mercado do Bolhão».

As duas estruturas anunciaram por isso a intenção de solicitar «reuniões de trabalho» com o primeiro-ministro, Governo Civil, responsável do IGESPAR/Norte e com os partidos com assento parlamentar.

«O objectivo é evitar que o mercado se transforme num shopping», frisou Miguel Jeri.
A Câmara do Porto anunciou em Dezembro a assinatura de um protocolo com o Ministério da Cultura para a reabilitação do Mercado do Bolhão, que será integralmente financiada com verbas públicas e europeias.



PORQUÊ ADIAR MAIS 2 ANOS... QUANDO É POSSÍVEL INICIAR EM 3 MESES, AS OBRAS NO MERCADO DO BOLHÃO?

2009-01-23T23:15:23.471+00:00

G E S T O C Í V I C O MERCADO DO BOLHÃO 20 DE DEZEMBRO DE 2008, PELAS 8;00 HORASPorquê adiar mais 2 anos… quando é possível iniciar em 3 meses, as obras no Mercado do Bolhão?O Movimento de Cidadãos e de Estudantes, pretende com mais este gesto cívico continuar a contribuir para o reforço democrático da identidade e do património. Não seremos coniventes quando a ambição económica insiste em desrespeitar as Pessoas e o Património edificado, alienando-o, numa atitude de profunda teimosia e ignorância face à importância da Memória Futura.Esta hipótese de “reabilitação”, que mais não passa de uma devassidão sobre os valores sociais e culturais não salvaguarda o Mercado do Bolhão nem as pessoas que a ele dedicam a sua vida.O presente executivo da Câmara do Porto, através do Sr. Dr. Rui Rio, assinou com o Senhor Ministro da Cultura, no dia 18 de Dezembro de 2008 um protocolo que provoca mais um adiamento na urgente intervenção de reabilitação do Mercado do Bolhão, para o segundo semestre de 2010.O Movimento afirma que:1. No prazo de 3 meses podem iniciar as obras de reabilitação caso se implemente o Projecto da Cidade, da autoria do Arquitecto Joaquim Massena -que já está pago, aprovado pelo IPPAR e por todos os organismos oficiais de tutela, mantém o mercado de frescos, contribui para a regeneração do tecido edificado envolvente, acrescenta espaços de cultura e de convívio, a rede de frio e de higiene, num total respeito pelas Pessoas e pelo Património edificado;2. As mesmas obras podem já estar concluídas em 2010, garantindo ainda a manutenção do o Mercado Abastecedor;3. Num prazo de 18 anos o custo das obras pode estar amortizados pelas actuais receitas de 850.000 € anuais, referente aos alugueres que os Comerciantes pagam, conforme o previsto nos estudos da Câmara;4. Os Comerciantes podem ter garantida a sua condição de parceiros nesta justa reabilitação;5. A presente proposta é ambígua e não esconde o último interesse de entregar novamente o Mercado nas mãos de privados – que igualmente não esconderam nunca o seu interesse em tornar o Bolhão numa superfície igual a tantas outras, rentável de um ponto de vista exclusivamente mercantilista mas despojado do seu carácter Humano, arquitectónico, comercial e simbólico.A entrega do Mercado do Bolhão a privados para a exploração, como anunciou o Sr. Dr. Rui Rio em 18 de Dezembro de 2008, terá provavelmente, à semelhança do que aconteceu com o Mercado do Anjo, nos clérigos, mais um espaço abandonado.Neste longo prazo, entre 2008 e 2010 proposto pela Câmara para a realização de um projecto, o Mercado do Bolhão e os seus utilizadores, Comerciantes e Visitantes, correm o risco, dada a fragilidade e os consequentes adiamentos de o ver desaparecer e com ele a sua almaCompreendemos e manifestamos a nossa solidariedade com o exemplo intelectual, de Lisura e de Vida, que o Cineasta Manoel de Oliveira teve quando recusou, do Dr. Rui Rio, o Prémio que lhe queria atribuir!Porquê adiar mais 2 anos… quando é possível iniciar em 3 meses, as obras no Mercado do Bolhão?O Movimento Cívico e de Estudantes (www.manifestobolhao.blogspot.com)[...]



"É UMA MÃO CHEIA DE NADA" - entrevista ao arquitecto Joaquim Massena, Jornal Notícias

2008-12-19T13:59:23.682+00:00

artigo Jornal de Notícias Autor de um projecto arquitectónico para o Mercado do Bolhão, aprovado há 10 anos e, segundo ele, perfeitamente actual, Joaquim Massena não entende por que razão os contribuintes terão que pagar por um outro. O arquitecto garante que o facto de continuar a falar nisto é apenas um acto de "pura cidadania".Que comentário lhe merece a recente apresentação do presidente Rui Rio sobre o Mercado do Bolhão, no Porto?É uma mão cheia de nada. Quer dizer, a viabilidade financeira assenta na hipotética indemnização da TramCroNe (TCN); nos fundos comunitários, sendo que os fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional acabaram em Outubro; e na venda das acções do Mercado Abastecedor, não se sabendo quando serão vendidas e por quanto.E depois há a questão do programa, do projecto. Que programa, que projecto para o Mercado?Há um projecto para o mercado do Bolhão, que foi aprovado em 1998, que tem todas as condições para ser executado...Estará a falar daquele da sua autoria sobre o qual foi dito que, em alguns pontos, não defendia o património?Sim, estou a falar desse. E não é verdade que não defenda o património, caso contrário nunca teria sido aprovado pelo IPPAR, por exemplo.Deduzo que não entende como é que havendo um projecto, que, segundo o que diz, está pronto a ser executado, se espere mais um ano por um outro...Naturalmente. Não se compreende. Se há um aprovado, com todas as condições, pronto a ser executado, para que é que vamos começar tudo de novo? Acho, francamente que o presidente Rui Rio deveria explicar isso à cidade.Parece-lhe perseguição?Francamente, espero que não, até porque eu e o presidente Rui Rio não nos conhecemos de lado nenhum.Que ideia faz da gestão de Rui Rio?É uma gestão visível, que não cuida da cidade do ponto de vista do património e das pessoas. Esta é uma cidade desertificada e não há qualquer acção para a sua regeneração. É uma cidade triste, sem gente, onde se verifica a agressão das macro-estruturas às estruturas mais pequenas.Não teme que as pessoas pensem que está apenas a colocar-se em bicos de pé?Se eu quisesse ver executado um qualquer projecto meu teria aceite a proposta da TCN para trabalharmos juntos. E não aceitei. Por razões óbvias, porque o projecto deles passaria por demolir o mercado. O que eu quero é ver a cidade respeitada. Os meus alertas são um acto de pura cidadania.Fale-nos do projecto da sua autoria que foi aprovado em 1998 e que, como diz, tem todas as condições para ser executado...É um projecto onde se mantém toda a traça do Mercado do Bolhão, mas que visa a criação das infraestruturas para as acessibilidades. Mantém-se o mercado tradicional e criar-se-ia uma rede de frio para a conservação dos alimentos. Por outro lado, o projecto prevê a resolução da questão das cargas e descargas, o que acabaria por resolver o problema da higiéne alimentar. Visa também um parque de estacionamento para os comerciantes. Promete, finalmente, regenerar a edificação contígua ao mercado, que está devoluta. A intenção com esta última ideia é trazer as pessoas à Baixa, novamente.O presidente Rui Rio disse-lhe a razão pela qual não quer concretizar a sua solução?Não, mas deveria. Deveria dizê-lo à cidade e a mim. Gostaria de saber onde estão as anomalias do projecto de que sou autor. Mas eu vou perguntar-lhe. Já pensei em escrever uma carta a Rui Rio colocando exactamente essa questão. É um absurdo que se vá gastar dinheiro com um projecto novo quando há um, aprovado, com todas as condições para ser exequível. Não interessa se é a Câmara do Porto ou o Ministério de Cultura que o vai pagar, porque seremos sempre nós, todos nós.Mantém a esperança, por mais ínfima que seja, de vêr o seu projecto sair d[...]



BOLHÃO: PRIVADOS, NOVAMENTE NA CORRIDA À GESTÃO. RUI RIO NÃO RESPONDE O FACTO DE NÃO APROVEITAR PROJECTO, DA CIDADE, DA AUTORIA DE MASSENA

2008-12-18T08:08:42.082+00:00



Artigo JPN - Ana Moura

"Vereador da CDU diz que as fontes de financiamento são incertas. Rui Rio não respondeu ao apelo do PS para que seja aproveitado o projecto de Joaquim Massena.

Os vereadores do PS e da CDU pediram, na reunião da Câmara do Porto desta terça-feira, esclarecimentos a Rui Rio quanto à origem das verbas para a requalificação do Mercado do Bolhão.

Na reunião, o presidente da câmara referiu que só 80% das acções do Mercado Abastecedor serão vendidas, a que se somam fundos comunitários e o pagamento da indemnização da TCN (empresa com quem havia um acordo para a reabilitação do Bolhão) como "pacote financeiro" para as obras.

O vereador da CDU, Rui Sá, questionou como vai ser desenvolvida a obra de "engenharia financeira": recordou que os fundos públicos "não são certos", "falta dinheiro da indemnização" e "saber quem paga a quem".

Rui Sá referiu também que no orçamento camarário de 2009 há uma despesa prevista de 1 milhão de euros para a requalificação do mercado.

Por seu lado, a vereadora do PS Palmira Macedo perguntou por que é que Rui Rio não aproveita o projecto do arquitecto Joaquim Massena, encomendado pela Câmara do Porto em 1998 e que a oposição encara como viável. Rui Rio não respondeu.

A vereadora expressou ainda "desagrado e contestação" por ter tido conhecimento da solução de Rui Rio através da comunicação social, na passada sexta-feira

Respondendo às dúvidas, Rui Rio reafirmou que o "pacote financeiro tem cabimento": "a obra não assenta só na indemnização nem nas acções. A receita prevista da venda das acções não está afecta a despesa nenhuma". Deste modo, segundo o autarca, "o excedente dá para depósito a prazo e para o pagamento de dívidas".

Na mesma reunião, Rui Sá propôs ao autarca um compromisso: que as "especificações do projecto" de reabilitação - que será feito pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) - sejam discutidas e votadas pelos vereadores. Rui Rio concordou, desde que seja "dentro da lei" e "se for mesmo muito necessário".



"Rui Rio percebeu que manter esta batalha contra a cidade lhe custaria caro em época de eleições" - deputada A.R., Isabel Santos

2008-12-14T22:31:02.614+00:00

Artigo de Isabel Santos - Jornal "O Fiandeiro"
deputada da Assembleia da República

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"Disse, na apresentação do manifesto em defesa do Mercado do Bolhão, organizada pela Plataforma de Intervenção Cívica, em Lisboa, que se há algo em que tenho fé é na alma do meu povo, do povo desse Porto cujas fronteiras se estendem muito para lá da circunvalação e que ao longo dos tempos tem sabido dar fortes sinais aos poderes políticos.


Sempre acreditei que a força dos muitos homens e mulheres que ao longo de todos estes meses mantiveram acesa a luta em defesa desse importante marco identitário que é o Bolhão nos conduziria à vitória.


Parabéns a todos aqueles que diante da afronta não se resignaram e vieram para a rua dizer - não!


Depois da TCN sair de cena no processo para a reconversão do Bolhão, a Câmara anuncia agora que em 2010 procederá à requalificação do mercado, mantendo intacta a sua traça e o seu fim.
Para tal recorrerá a fundos comunitários e investirá a receita proveniente da indemnização que prevê venha a ser paga pela TCN.


Não se trata de um gesto de altruísmo político ou de preocupação com o património da cidade levado a cabo por Rui Rio.


Não. A verdade é que Rui Rio, apesar de toda a sua teimosia, percebeu que manter esta batalha contra a cidade lhe custaria caro em época de eleições e acaba por, desta forma, tentar esvaziar este tema.


Pena é que o Presidente da Câmara do Porto persista em não aproveitar o projecto de Joaquim Massena, mesmo que por questões de preço, ou outras lhe tivessem que ser pedidas alterações.

Permaneceremos atentos, sem adormecimentos, face ao objectivo de preservar e requalificar o Bolhão.


Para a história fica agora o exemplo cidadania e de apego à cidade dado por todos aqueles que deram corpo a esta luta e esse grito bem tripeiro que nos uniu a todos: “O Bolhão é nosso!”



"Só por birra infantil e incompreensível é que poderá estar na base da não recuperação pela Câmara do projecto de Joaquim Massena"

2008-12-12T22:45:50.743+00:00

Artigo Lusa


"Francisco Assis diz que a nova proposta de Rui Rio para a reabilitação do Mercado do Bolhão, representa uma "inflexão completa" face à anterior e que recoloca na mesa o projecto de Joaquim Massena.

"É uma inflexão completa relativamente à proposta anterior, que falhou rotundamente", afirmou o líder dos vereadores socialistas na Câmara do Porto.

O autarca acrescentou que se trata de "uma alteração positiva, porque visa recuperar o edifício e modernizá-lo, mantendo as suas funções tradicionais de mercado de frescos e consagrando o respeito pelo património arquitectónico, que o anterior projecto vinha desvirtuar completamente".

Mas esta nova situação vem suscitar a Francisco Assis uma pergunta que, garantiu, não vai deixar de colocar na próxima reunião do Executivo autárquico de terça-feira.

"Porque é que a Câmara não aproveita o projecto do arquitecto Joaquim Massena, que respeita todos os pressupostos deste novo modelo de intervenção, tem a aprovação dos comerciantes e da população e já está na posse da autarquia, que pagou por ele, salvo erro, um milhão de euros?", perguntou.

Para Francisco Assis, que é também membro do Parlamento Europeu, "só por birra infantil e incompreensível é que poderá estar na base da não recuperação pela Câmara do projecto de Joaquim Massena".

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, anunciou hoje que vai assinar quarta-feira um protocolo com o Ministério da Cultura para a reabilitação do Mercado do Bolhão, que será integralmente financiada com verbas públicas e europeias.

O projecto de reabilitação será elaborado pelo Instituto de Gestão do património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) com base num programa preliminar definido pela autarquia, que assumirá depois os custos da reabilitação."



Proposta assenta na indemnização da TramCroNe, que não está garantida

2008-12-12T22:25:28.183+00:00

Artigo Lusa"João Teixeira Lopes (BE) disse hoje à Lusa que o novo projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão, apresentado por Rui Rio, "parte de um pressuposto que está longe de estar ganho, que é a indemnização da TramCroNe (TCN)"."A Câmara está a contar com verbas provenientes da hipotética indemnização da (TCN), que não só não está garantida como pode vir verificar-se exactamente o contrário do previsto, isto é, ter de ser a câmara a indemnizar aquela empresa por quebra de contrato", disse.Para João Teixeira Lopes, é possível que isto aconteça porque "em todo este processo, a Câmara foi precipitada, trapalhona e cometeu inúmeras irregularidades jurídicas"."Não se compreende porque é que Rui Rio insiste em encomendar um novo projecto, desta vez ao Instituto de Gestão do património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), quando existe um projecto de reabilitação do mercado, encomendado e pago pela Câmara, que é o do arquitecto Joaquim Massena", afirmou aquele responsável."É um total desperdício, porque o que quer que venha a ser feito pelo IGESPAR vai custar dinheiro e vai demorar muito tempo", defendeu.Frisou ainda que a nova proposta de Rui Rio "não é clara em muitos pontos, nomeadamente não diz como é que o futuro mercado vai funcionar, se o espaço continuará a ser público ou será privado, nem qual o papel que os comerciantes vão ter, o que significa que a Câmara não sabe o que quer fazer do Bolhão".João Teixeira Lopes sublinhou, ainda, que "de qualquer forma, há a salientar que esta nova posição representa um efectivo recuo da Câmara quanto a esta questão e que a população do Porto, a sua organização e os seus movimentos cívicos venceram", disse João Teixeira Lopes."Isto só mostra que esta Câmara de Rui Rio errou em todo o processo. É pena que não siga uma das primeiras regras da democracia, que é reconhecer os erros e pedir desculpa à população pelo dinheiro e tempo perdidos", afirmou João Teixeira Lopes.O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, anunciou hoje que vai assinar quarta-feira um protocolo com o Ministério da Cultura para a reabilitação do Mercado do Bolhão, que será integralmente financiada com verbas públicas e europeias.O projecto de reabilitação será elaborado pelo IGESPAR com base num programa preliminar definido pela autarquia, que assumirá depois os custos da reabilitação.Segundo o autarca, o Mercado do Bolhão vai "manter a traça do edifício e o mercado de frescos e ter actividades complementares", não tendo, no entanto, especificado o tipo de actividades que o município pretende instalar no local.As obras serão "integralmente" assumidas pela autarquia, que estima um custo de cerca de 20 milhões de euros, a financiar com a indemnização judicial que espera receber da TranCroNe (TCN), a venda de acções do Mercado Abastecedor e o recurso a verbas comunitárias.Rui Rio afastou, no entanto, o recurso ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), adiantando que existem "em Bruxelas" outros financiamentos comunitários que poderão ser utilizados neste caso.Falando numa conferência de imprensa nos Paços do Concelho, Rui Rio anunciou que será lançado um concurso público para a realização da obra e outro para a exploração do mercado.Três meses depois de ter decidido anular a adjudicação da empreitada de reabilitação do Bolhão, a Câmara do Porto apresentou hoje uma nova solução para aquele mercado, um dos símbolos da cidade.Este processo começou em Fevereiro de 2006, quando a autarquia abriu concurso público internacional para a concepção, projecto, construção e exploração do mercado.O concurso foi ganho pela TCN, mas o atr[...]



Cineasta Manoel de Oliveira refere: " A cidade tem vindo a perder cada vez mais as suas características"

2008-12-11T14:46:26.316+00:00

Hoje, no seu dia de aniversário, o cineasta Manoel de Oliveira, fala sobre a Cidade do Porto e o Mercado do Bolhão, numa entrevista ao Jornal de Notícias:


Olhando para o seu percurso, vemos que não é um nostálgico, mas, ao olhar para o estado do Porto, sente saudades dos outros tempos?

"Assumo que sou muito nostálgico em relação ao Porto de antigamente. Sofro muito. A cidade tem vindo a perder cada vez mais as suas características. Até o Bolhão querem fazer desaparecer para lá criar um supermercado. É inconcebível. Tudo isto na ânsia de ganhar dinheiro. É pura gulodice. Sou do tempo dos pequenos comerciantes que se espalhavam pela cidade e as senhoras iam de loja em loja escolher tecidos. A Agustina dizia que essa proximidade substituia o psicólogo ou o padre, pois dava segurança psicológica. Agora, está tudo concentrado em grandes superfícies com ar viciado. Compras, cinema, refeições… tudo é feito lá. A vida decorre toda ali, tornando-se artificial. Com isto, a Baixa fica cada vez mais desertificada."


Notícia em JN



"Assembleia da República quer o Governo a acompanhar intervenção no mercado do Bolhão"

2008-12-06T17:01:17.837+00:00

Notícia 6 de Dezembro de 2008
última hora no Jornal Público
por Margarida Gomes


"Por iniciativa do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), a Assembleia da República aprovou hoje em plenário um projecto de resolução que recomenda ao Governo que acompanhe “o processo relativo à concepção, projecto, construção e exploração do mercado do Bolhão”, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade do Porto.

O requerimento hoje aprovado em defesa do Bolhão foi apresentado em Julho deste ano, no auge da contestação à intervenção defendida pela Câmara do Porto, entretanto suspensa, com vista à reabilitação de todo o interior do mercado, considerado como “uma obra pioneira na utilização do betão armando conjugado com estruturas metálicas e outras técnicas construtivas inovadoras”.

Alertava o requerimento que a concretização do projecto da TramCrone, o promotor que venceu o concurso para a reabilitação do mercado, “constituirá um absoluto desrespeito pelo património arquitectónico e cultural da cidade do Porto, um atentado à sua memória, história e identidade”.

Com a aprovação deste requerimento, que contou com os votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes e contra do PSD e do CDS-PP, fica acautelada uma questão considerada essencial pelo Bloco: “a não descaracterização e demolição do mercado do Bolhão”, ficando também salvaguardada a “sua protecção e valorização, quer arquitectónica quer funcional”. Da mesma forma, ficam também “acautelados os interesses dos comerciantes que operam no interior e no exterior do imóvel”.

Colocando a questão na “séria ameaça de demolição” do imóvel, o BE puxou da lei para lembrar que “o Estado e os seus órgãos e serviços não podem deixar de exercer as acções que a Constituição e a lei lhes impõem em matéria de interesse cultural relevante, como é o caso do mercado do Bolhão”. Ao mesmo tempo, referia que o Estado e os seus órgãos e serviços “têm que intervir decididamente quando está em causa um bem que, sendo testemunho com valor de civilização ou de cultura, é portador de interesse cultural relevante como é o caso do mercado do Bolhão”.

Construído entre 1914 e 1917, sob a direcção do arquitecto António Correia da Silva, o edifício do mercado do Bolhão, além de ser um importante “edifício Beaux-Arts”, constitui também um dos mais belos quarteirões da baixa oitocentista, pela sua localização, e pela actividade tão característica dos comerciantes e vendedoras nele instalados”. Por todas estas razões, “o Bolhão tornou-se rapidamente um símbolo da identidade da cidade do Porto.O requerimento hoje aprovado foi discutido previamente numa comissão parlamentar especializada.



Sobre a proposta de orçamento para as obras de reabilitação do Bolhão

2008-11-20T16:42:59.294+00:00

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto ficou legitimamente indignada ao ter conhecimento da inacreditável proposta de dotação de um milhão de euros, inserida no plano e orçamento municipal para 2009, para as obras de reabilitação do Mercado do Bolhão.A Câmara Municipal do Porto, ao romper o contrato com a Empresa TCN, facto que a cidade considerou positivo, porque impedia, antes de mais, a demolição do Bolhão, e ao comprometer-se, publicamente, através do seu Presidente e do seu Vereador responsável a apresentar num prazo muito curto um projecto viável, para a respectiva requalificação, criou no espírito dos comerciantes e da Cidade, justas expectativas, que agora são postas em causa, com a atribuição a ridícula verba de1 Milhão de Euros para as obras de requalificação deste emblemático equipamento público da cidade e, para além do mais, devidamente classificado.A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, não pode por isso, deixar de denunciar publicamente este acto eticamente reprovável da Câmara Municipal do Porto que, mais uma vez, não é capaz de assumir os seus compromissos para com os seus concidadãos.Com a atitude que acaba de tomar e quando existiam outros caminhos possíveis para a obtenção das verbas necessárias à requalificação do Mercado, o Presidente da Câmara e o Vereador responsável, denunciam o seu total desprezo pelo Mercado do Bolhão e uma falta de respeito semqualificação possível pelos comerciantes, utentes e cidadãos da cidade e da região.O Mercado do Bolhão não está em ruína mas encontra-se num estado de degradação que roça a indignidade. Os comerciantes pagam as respectivas rendas mas a Câmara Municipal do Porto, enquanto senhorio não cumpre o dever moral e legal de proceder à sua conservação e manutenção regular. Por isso, a posição assumida pelos responsáveis autárquicos é uma injúria e uma provocação aos comerciantes, à Cidade e à Região, que merece uma resposta adequada e efectiva.A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, vai continuar a bater-se como sempre fez para que a requalificação do Mercado do Bolhão se concretize, de acordo com o interesse nacional e os interesses dos comerciantes e da Cidade.A Cidade, os Comerciantes e os cidadãos da região, podem contar com todo o empenho e a acção cívica da PiC, para a defesa deste e de outros equipamentos sempre que esteja em causa o interesse colectivo e, sobretudo, sempre que a dignidade das pessoas que é património maior de qualquer sociedade livre e democrática possa estar a ser desrespeitada.A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, apela, assim, a todos os cidadãos, para que exerçam plenamente o seu direito à cidadania activa e responsável, perante os grosseiros atropelos que alguns detentores de cargos públicos, cometem para contra a população que é suposto “governarem” em democracia, impedindo, como neste caso, mais um “atentado “ contra o Mercado do Bolhão.A luta vai continuar sem tréguas até à completa, correcta e rápida reabilitação e requalificação do Mercado do Bolhão, património inalienável.[...]



Urgente a Reabilitação!

2008-11-16T19:15:07.141+00:00

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Rui Rio admite que TCN queria transformar Bolhão num shopping

2008-10-25T08:57:58.335+01:00

Em entrevista à antena 1, o Senhor Presidente da Câmara do Porto, Drº Rui Rio, admite que o Mercado do Bolhão seria mesmo transformado num shooping.

Artigo publicado no Jornal Público.
por Patricia Carvalho

"O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, admitiu, em entrevista à Antena 1, que a TramCroNe (TCN) queria transformar o Mercado do Bolhão num shopping.(...)

Questionado sobre se entende o processo do Bolhão como uma derrota pessoal, Rio afirma: "Não é bem uma derrota." O autarca continua a defender a intervenção de fundos privados na reabilitação do mercado, mas diz já ter percebido que as empresas privadas "não têm interesse num negócio deste género". Depois da câmara ter anulado a adjudicação da reabilitação do mercado à TCN, Rio vem agora dizer que, afinal, a empresa queria mesmo fazer lá um shopping."



TCN não quer outro privado a requalificar o Bolhão

2008-10-23T13:03:28.933+01:00

artigo JN

"A TCN não aceita que a Câmara do Porto entregue a reabilitação do Bolhão a outra empresa. Vinte dias depois da Autarquia ter interposto um pedido de indemnização em Tribunal, a TramCroNe responde com acção judicial.

O processo deu entrada, ontem, no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. A empresa apresentou uma providência cautelar para evitar que outro privado assuma a recuperação do mercado e, ainda, uma acção de impugnação para extinguir a deliberação municipal do passado dia 23 de Setembro. Então, o Executivo decidiu anular a adjudicação da recuperação e da exploração do mercado à TramCroNe, entendendo que desrespeitou as obrigações pré-contratuais.

É, aliás, fundamentado nesse incumprimento que o Município portuense pede uma indemnização de 3,3 milhões de euros na acção administrativa comum, colocada no passado dia 1 deste mês no mesmo tribunal. Só ontem é que a TCN teve conhecimento deste processo - uma vez que as partes ainda não foram citadas pelo Tribunal - pela Comunicação Social. No mesmo dia, avançou com a acção de impugnação e com a providência cautelar. No entanto, o director-executivo da TCN, Pedro Neves, garante que a única vontade da empresa é requalificar o mercado.

A providência cautelar não impede, de acordo com o responsável, que a Câmara faça, por sua iniciativa, obras no mercado, mas trava qualquer intervenção de empresas externas à Autarquia.
"Se houver obras que seja necessário fazer no mercado, deve ser a própria Câmara a executá- -las. Se assim não for, então queremos ser nós a fazê-las", esclarece, em declarações ao JN, Pedro Neves, assinalando que o recurso ao Tribunal Administrativo impossibilita a Autarquia de avançar com a recuperação do Bolhão sem ter em conta a TCN.

"Houve um concurso público. Nós vencemos e arranjámos soluções que ultrapassam os desafios que foram colocados no concurso e no caderno de encargos. A decisão de parar este processo não é correcta", insiste.

Ainda assim, Pedro Neves acredita que, apesar do rompimento da parceria assumido publicamente pelo vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, e do diferendo judicial, "ainda é possível" negociar e alcançar um acordo com a Autarquia, que permita à TCN proceder à reabilitação do mercado e assumir a gestão durante 50 anos. "Neste momento, o Bolhão continua a necessitar de uma intervenção que é cada vez mais urgente. Devem juntar-se esforços, em vez de se separarem", adianta o director-executivo. Essa vontade é manifestada, igualmente, no comunicado da TCN, enviado ontem à Imprensa.

Reafirmando que o concurso público tinha "irregularidades", a TCN sublinha que possui uma solução que agradará a todos, incluindo comerciantes, políticos e "forças vivas do Porto" que contestaram a proposta da empresa. Contactada pelo JN, a Câmara optou por manter o silêncio."



BOLHÃO REQUALIFICADO EM DOIS ANOS POR 16 MILHÕES

2008-09-28T11:22:55.288+01:00

artigo Jornal de Notícias
por Hugo Silva

"A Plataforma de Intervenção Cívica apresentou uma proposta para a requalificação do mercado do Bolhão, no Porto, orçada em 16 milhões de euros, que assegura "um retorno do investimento ao 18º ano".

A garantia é de um estudo prévio de viabilidade económica que acompanha a proposta, segundo o qual o Bolhão teria receitas anuais superiores a 840 mil euros.

A gestão do mercado passaria a ser assegurada por uma parceria público/privada estabelecida entre a Câmara, o comércio tradicional e os cidadãos. Aliás, a Plataforma defende que o Bolhão deve ser gerido por uma espécie de associação um pouco à semelhança da solução que foi encontrada para o Coliseu, admitiu Joaquim Massena, autor do projecto de arquitectura de renovação do mercado que integra a proposta e que já foi aprovado pela Câmara do Porto (ainda durante a presidência socialista) e pelo ex-IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico).

A Plataforma recorda que a sua proposta permite que os comerciantes do interior do mercado sejam inquilinos em vez de ocupantes e que os cidadãos e os comerciantes sejam parceiros na reabilitação do histórico edifício.

O projecto de Joaquim Massena prevê a recuperação do Bolhão mantendo o mercado tradicional, acrescentando-lhe novas vertentes, como um espaço museológico e uma galeria intermédia e um parque de estacionamento no subsolo, que serviria também para dar apoio ao "tecido habitacional" na envolvente. O arquitecto sugere, ainda, o reforço de toda a praça do mercado como "espaço cénico, equipado com instalações sonoras e luzes cénicas, para que à noite o edifício possa ter outras valências culturais".

De acordo com as estimativas apresentadas, a concretização deste projecto, com um prazo de execução de dois anos, implicaria um investimento na ordem dos 16 milhões. Nesse contexto, a Plataforma de Intervenção Cívica defende a elaboração de uma candidatura a fundos comunitários do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), que poderiam gerar um contributo de 3,2 milhões de euros.

A proposta de reabilitação do mercado do Bolhão foi apresentado pela Plataforma Cívica de Intervenção, ontem à tarde, no Ateneu Comercial do Porto. Dezenas de pessoas compareceram na sessão, que teve direito a um momento musical e a um vídeo com mensagens sobre o património de personalidades como Álvaro Siza Vieira, Manoel de Oliveira, Rui Veloso, José Rodrigues ou Simone de Oliveira.

Um momento de reflexão e de "festa", admitiu Joaquim Massena, aludindo à anulação do contrato de requalificação do mercado do Bolhão entre a Câmara do Porto e a empresa TCN."



MOVIMENTO CÍVICO APRESENTOU PROPOSTA PARA A REABILITAÇÃO DO MERCADO DO BOLHÃO

2008-09-28T11:23:29.018+01:00

Jornal Público
artigo de Jorge Marmelo

"Consumada que está a anulação do negócio entre a Câmara do Porto e a TCN para a transformação do Mercado do Bolhão num centro comercial, o movimento cívico que se opôs àquele projecto apresentou ontem uma proposta defendendo a criação de uma associação semelhante à que tem gerido o Coliseu do Porto, para levar por diante a necessária reabilitação do histórico mercado portuense. O documento, distribuído no final de uma festa que encheu o salão nobre do Ateneu Comercial do Porto, assenta no projecto elaborado pelo arquitecto Joaquim Massena na década de 1990 e prevê um investimento de 16 milhões de euros, dos quais 3,2 milhões poderão ser financiados por verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

"Este é um momento de festa e de reflexão", considerou Joaquim Massena à margem do evento, salientando que a proposta de parceria entre a câmara, os comerciantes e a cidade tem a vantagem de não implicar a alienação do património. Para que a ideia vá por diante, porém, o arquitecto recorda que será necessária a adesão da autarquia, "com a qual não temos tido diálogo", e a apresentação, até ao final de Outubro, de uma candidatura ao QREN.

O documento ontem apresentado integra, para além do projecto de Massena, um estudo económico que sustenta a viabilidade do modelo público de intervenção, segundo o qual o investimento necessário seria recuperado ao fim de 18 anos, contando, para tal, com receitas resultantes do aluguer dos espaços do mercado da ordem dos 842 mil euros anuais.

O projecto de Joaquim Massena, refira-se, prevê a completa reabilitação do edificado, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo e a criação de espaços de restauração e esplanadas, de um auditório e de um espaço museológico. O arquitecto defendeu esta solução como aquela que melhor defende os interesses da cidade e dos comerciantes, podendo transformar o Bolhão no epicentro da animação comercial e cultural da Baixa.

Durante a festa de ontem, que contou com um momento musical e com a presença de várias figuras lidadas ao PS, ao PCP e ao BE, foi ainda exibido o Cidade com Memória, o qual inclui depoimentos sobre o Bolhão de personalidades como o arquitecto Siza Vieira, o cineasta Manuel de Oliveira, o músico Rui Veloso ou a actriz Simone de Oliveira."



SÁBADO, dia 27 SETEMBRO, 16:00H, no SALÃO NOBRE DO ATENEU COMERCIAL DO PORTO

2008-09-23T09:25:37.103+01:00

Será apresentada à Cidade, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto:
Convidamos a Cidade a participar!!


- Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão

- O documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:

- Cineasta Manoel de Oliveira
- Arquitecto Siza Vieira
- Maestro Pedro Osório
- Músico Rui Veloso
- Actriz Simone de Oliveira
- Escultor José Rodrigues


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Mensagem deixada hoje pelos Comerciantes do Mercado do Bolhão

2008-09-17T18:06:46.646+01:00

A mensagem deixada hoje, pelos comerciantes do Mercado do Bolhão, em todos postos de trabalho foi esta:(image)



"Câmara do Porto anula adjudicação das obras do Mercado do Bolhão à TCN"

2008-09-17T12:54:25.343+01:00

Nótícia Público - de Patrícia Carvalho

"A Câmara Municipal do Porto anunciou hoje a intenção de anular a adjudicação das obras do mercado do Bolhão que tinha sido feita à empresa TramcroNe (TCN). A decisão terá de ser aprovada na próxima reunião camarária.

No passado dia 11 Rui Rio tinha afirmado que em breve tudo ficaria esclarecido sobre o projecto a apresentar pela TCN para as obras a realizar no Bolhão.

Hoje, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, esclareceu que a decisão foi pela anulação da adjudicação.

A solução inicial da TCN para o Bolhão previa a transformação do interior do mercado num espaço com sete pisos (sendo dois subterrâneos para estacionamento), um dos quais para habitação. A parte destinada ao comércio de frescos ocuparia uma parte do piso com entrada pela Rua de Fernando Tomás, desaparecendo completamente dos outros espaços.

Depois de apresentar um anteprojecto, com um desenho virtual do Bolhão requalificado, a TCN foi confrontada, em conversações informais com os representantes do Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), com a impossibilidade de aprovar um projecto com aquelas características.

Desde então, a empresa tem trabalhado em ideias alternativas, mas, conforme confirma uma resposta escrita enviada ao PÚBLICO a 8 de Setembro, até essa data não tinha dado entrada qualquer projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão na Direcção Regional de Cultura do Norte (que deve dar parecer favorável a um projecto antes de o remeter para o Igespar).

Aquando da conferência de imprensa convocada para o passado dia 1 de Agosto, Lino Ferreira avisou a TCN que, caso não assinasse o contrato no prazo de 30 dias, pediria a anulação da adjudicação do mercado, reteria a garantia bancária, de 250 mil euros, e avançaria com uma acção judicial contra a empresa. Hoje, em conferência de imprensa, o autarca confirmou que iria avançar com estas medidas e prometeu encontrar uma nova solução para o mercado do Bolhão até ao final do mês."